23 abril 2022

RELATORIOS DE BRUNDTLAND 1987 E 1983 E AS DIFICULDADES DA SUSTENTABILIDADE - METAS, MEDIDAS E GOVERNOS

 Segundo o relatório de Brundtland (1987), também conhecido como relatório Nosso Futuro Comum, “o desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade de as futuras gerações satisfazerem as suas próprias necessidades”.

Em 1983, a médica Gro Harlem Brundtland, mestre em saúde pública e ex-Primeira Ministra da Noruega, estabeleceu e presidiu a Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento na ONU.

 

Segundo o relatório de Brundtland (1987), também conhecido como relatório Nosso Futuro Comum, “o desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade de as futuras gerações satisfazerem as suas próprias necessidades”.  Em 1983, a médica Gro Harlem Brundtland, mestre em saúde pública e ex-Primeira Ministra da Noruega, estabeleceu e presidiu a Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento na ONU.O relatório Brundtland,  só ficou pronto em 1987, após dezenas de reuniões da Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, liderada pela médica  Gro Harlem Brundtland ,  composta por especialistas de diversas áreas.  O relatório foi o primeiro a trazer para o discurso público o conceito de desenvolvimento sustentável.  Segundo o relatório, “o desenvolvimento sustentável não deve pôr em risco os sistemas naturais que sustentam a vida na Terra: a atmosfera, as águas, os solos e os seres vivos. Na sua essência, o desenvolvimento sustentável é um processo de mudança no qual a exploração dos recursos, o direcionamento dos investimentos, a orientação do desenvolvimento tecnológico e a mudança institucional estão em harmonia e reforçam o atual e futuro potencial para satisfazer as aspirações e necessidades humanas.”  E ainda informa com dados    sobre o aquecimento global e a destruição da camada de ozônio, temáticas que também eram bastante novas para o momento de seu lançamento. Por fim, colocava uma série de metas a serem seguidas por nações de todo o mundo para evitar o avanço das destruições ambientais e o desequilíbrio climático.
DIFICULDADES DA SUSTENTABILIDADE

 O relatório Brundtland,  só ficou pronto em 1987, após dezenas de reuniões da Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, liderada pela médica  Gro Harlem Brundtland ,  composta por especialistas de diversas áreas.  O relatório foi o primeiro a trazer para o discurso público o conceito de desenvolvimento sustentável.

Segundo o relatório, “o desenvolvimento sustentável não deve pôr em risco os sistemas naturais que sustentam a vida na Terra: a atmosfera, as águas, os solos e os seres vivos. Na sua essência, o desenvolvimento sustentável é um processo de mudança no qual a exploração dos recursos, o direcionamento dos investimentos, a orientação do desenvolvimento tecnológico e a mudança institucional estão em harmonia e reforçam o atual e futuro potencial para satisfazer as aspirações e necessidades humanas.”

E ainda informa com dados    sobre o aquecimento global e a destruição da camada de ozônio, temáticas que também eram bastante novas para o momento de seu lançamento. Por fim, colocava uma série de metas a serem seguidas por nações de todo o mundo para evitar o avanço das destruições ambientais e o desequilíbrio climático.

Relatório Brundtland – Nosso Futuro Comum    Em 1983 foi criada pela Assembleia Geral da ONU, a Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento - CMMAD, que foi presidida por Gro Harlem Brundtland, na época primeira-ministra da Noruega e Mansour Khalid, daí o nome final do documento. A comissão foi criada em 1983, após uma avaliação dos 10 anos da Conferência de Estocolmo, com o objetivo de promover audiências em todo o mundo e produzir um resultado formal das discussões.    O trabalho surgido dessa Comissão, em 1987, o documento Our Common Future (Nosso Futuro Comum) ou, como é bastante conhecido, Relatório Brundtland, apresentou um novo olhar sobre o desenvolvimento, definindo-o como o processo que “satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”. É a partir daí que o conceito de desenvolvimento sustentável passa a ficar conhecido.    Elaborado pela Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, o Relatório Brundtland aponta para a incompatibilidade entre desenvolvimento sustentável e os padrões de produção e consumo, trazendo à tona mais uma vez a necessidade de uma nova relação “ser humano meio ambiente”. Ao mesmo tempo, esse modelo não sugere a estagnação do crescimento econômico, mas sim essa conciliação com as questões ambientais e sociais.    O documento enfatizou problemas ambientais, como o aquecimento global e a destruição da camada de ozônio (conceitos novos para a época), e expressou preocupação em relação ao fato de a velocidade das mudanças estar excedendo a capacidade das disciplinas científicas e de nossas habilidades de avaliar e propor soluções.  Soluções  Entre as medidas apontadas pelo relatório, constam soluções, como:  diminuição do consumo de energia;  limitação do crescimento populacional;  garantia de recursos básicos (água, alimentos, energia) a longo prazo;  preservação da biodiversidade e dos ecossistemas;  diminuição do consumo de energia e desenvolvimento de tecnologias com uso de fontes energéticas renováveis;  aumento da produção industrial nos países não industrializados com base em tecnologias ecologicamente adaptadas;  controle da urbanização desordenada e integração entre campo e cidades menores;  atendimento das necessidades básicas (saúde, escola, moradia);  o desenvolvimento de tecnologias para uso de fontes energéticas renováveis e o aumento da produção industrial nos países não industrializados com base em tecnologias ecologicamente adaptadas. Metas  Em âmbito internacional, as metas propostas são:  banimento das guerras;  proteção dos ecossistemas supranacionais como a Antártica, oceanos, etc, pela comunidade internacional;  implantação de um programa de desenvolvimento sustentável pela Organização das Nações Unidas (ONU).  adoção da estratégia de desenvolvimento sustentável pelas organizações de desenvolvimento (órgãos e instituições internacionais de financiamento).


Relatório Brundtland – Nosso Futuro Comum


Em 1983 foi criada pela Assembleia Geral da ONU, a Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento - CMMAD, que foi presidida por Gro Harlem Brundtland, na época primeira-ministra da Noruega e Mansour Khalid, daí o nome final do documento. A comissão foi criada em 1983, após uma avaliação dos 10 anos da Conferência de Estocolmo, com o objetivo de promover audiências em todo o mundo e produzir um resultado formal das discussões.


O trabalho surgido dessa Comissão, em 1987, o documento Our Common Future (Nosso Futuro Comum) ou, como é bastante conhecido, Relatório Brundtland, apresentou um novo olhar sobre o desenvolvimento, definindo-o como o processo que “satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”. É a partir daí que o conceito de desenvolvimento sustentável passa a ficar conhecido.


Elaborado pela Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, o Relatório Brundtland aponta para a incompatibilidade entre desenvolvimento sustentável e os padrões de produção e consumo, trazendo à tona mais uma vez a necessidade de uma nova relação “ser humano meio ambiente”. Ao mesmo tempo, esse modelo não sugere a estagnação do crescimento econômico, mas sim essa conciliação com as questões ambientais e sociais.


O documento enfatizou problemas ambientais, como o aquecimento global e a destruição da camada de ozônio (conceitos novos para a época), e expressou preocupação em relação ao fato de a velocidade das mudanças estar excedendo a capacidade das disciplinas científicas e de nossas habilidades de avaliar e propor soluções.

Soluções

Entre as medidas apontadas pelo relatório, constam soluções, como:

  • diminuição do consumo de energia;

  • limitação do crescimento populacional;

  • garantia de recursos básicos (água, alimentos, energia) a longo prazo;

  • preservação da biodiversidade e dos ecossistemas;

  • diminuição do consumo de energia e desenvolvimento de tecnologias com uso de fontes energéticas renováveis;

  • aumento da produção industrial nos países não industrializados com base em tecnologias ecologicamente adaptadas;

  • controle da urbanização desordenada e integração entre campo e cidades menores;

  • atendimento das necessidades básicas (saúde, escola, moradia);

  • o desenvolvimento de tecnologias para uso de fontes energéticas renováveis e o aumento da produção industrial nos países não industrializados com base em tecnologias ecologicamente adaptadas.

Metas

Em âmbito internacional, as metas propostas são:

  • banimento das guerras;

  • proteção dos ecossistemas supranacionais como a Antártica, oceanos, etc, pela comunidade internacional;

  • implantação de um programa de desenvolvimento sustentável pela Organização das Nações Unidas (ONU).

  • adoção da estratégia de desenvolvimento sustentável pelas organizações de desenvolvimento (órgãos e instituições internacionais de financiamento).

Medidas para implantação de um Programa de Desenvolvimento Sustentável


Algumas outras medidas para a implantação de um programa minimamente adequado de desenvolvimento sustentável são:


  • uso de novos materiais na construção;

  • reestruturação da distribuição de zonas residenciais e industriais;

  • aproveitamento e consumo de fontes alternativas de energia, como a solar, a eólica e a geotérmica;

  • reciclagem de materiais reaproveitáveis;

  • consumo racional de água e de alimentos;

  • redução do uso de produtos químicos prejudiciais à saúde na produção de alimentos.

A médica norueguesa Gro Harlem Brundtland, que à frente da Comissão Mundial de Meio Ambiente e Desenvolvimento das Nações Unidas coordenou a elaboração do documento, diz que a humanidade está avançando. Mas ainda está longe de fazer o que é necessário e a realidade impõe, de maneira contundente, a cooperação internacional.


“Em um mundo globalizado, estamos todos interconectados. Os ricos estão vulneráveis às ameaças contra os pobres e os fortes, vulneráveis aos perigos que atingem os fracos”.


Nesse cenário, ela preconiza o estabelecimento de um novo consenso de segurança.


“Não haverá paz global sem direitos humanos, desenvolvimento sustentável e redução das distâncias entre os ricos e os pobres. Nosso Futuro Comum depende do entendimento e do senso de responsabilidade em relação ao direito de oportunidade para todos“.

 

Medidas para implantação de um Programa de Desenvolvimento Sustentável    Algumas outras medidas para a implantação de um programa minimamente adequado de desenvolvimento sustentável são:    uso de novos materiais na construção;  reestruturação da distribuição de zonas residenciais e industriais;  aproveitamento e consumo de fontes alternativas de energia, como a solar, a eólica e a geotérmica;  reciclagem de materiais reaproveitáveis;  consumo racional de água e de alimentos;  redução do uso de produtos químicos prejudiciais à saúde na produção de alimentos. A médica norueguesa Gro Harlem Brundtland, que à frente da Comissão Mundial de Meio Ambiente e Desenvolvimento das Nações Unidas coordenou a elaboração do documento, diz que a humanidade está avançando. Mas ainda está longe de fazer o que é necessário e a realidade impõe, de maneira contundente, a cooperação internacional.    “Em um mundo globalizado, estamos todos interconectados. Os ricos estão vulneráveis às ameaças contra os pobres e os fortes, vulneráveis aos perigos que atingem os fracos”.    Nesse cenário, ela preconiza o estabelecimento de um novo consenso de segurança.    “Não haverá paz global sem direitos humanos, desenvolvimento sustentável e redução das distâncias entre os ricos e os pobres. Nosso Futuro Comum depende do entendimento e do senso de responsabilidade em relação ao direito de oportunidade para todos“.


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