14 junho 2012

TRABALHAR NÃO É COISA PARA CRIANÇAS


Lugar de criança não é em canteiros de obras nem catando caranguejos em mangues, pegando lixo reciclável nas ruas, vendendo CD's e DVDs piratas nas ruas, engraxando sapatos nas ruas, trabalhando de domesticas para usar este dinheiro que ganha em festinhas e em drogas lugar de criança é na ESCOLA.

Em pleno século 21, é comum encontrar crianças vendendo balas no sinal ou pedindo dinheiro na porta de bares. Elas estão entre os 4,5 milhões de jovens entre 5 e 17 anos que deixam de estudar e precisam complementar a renda. Desse total, mais da metade se dedica a tarefas domésticas, outra forma de trabalho infantil.


Lugar de criança não é em canteiros de obras nem catando caranguejos em mangues, pegando lixo reciclável nas ruas, vendendo CD's e DVDs piratas nas ruas, engraxando sapatos nas ruas, trabalhando de domesticas para usar este dinheiro que ganha em festinhas e em drogas lugar de criança é na ESCOLA.  Em pleno século 21, é comum encontrar crianças vendendo balas no sinal ou pedindo dinheiro na porta de bares. Elas estão entre os 4,5 milhões de jovens entre 5 e 17 anos que deixam de estudar e precisam complementar a renda. Desse total, mais da metade se dedica a tarefas domésticas, outra forma de trabalho infantil.


A Constituição diz: menores de 16 anos são proibidos de trabalhar — exceto como aprendizes, a partir dos 14 anos. Em casos de desrespeito à lei, os pais podem ser presos. A pena para o crime de abandono de incapaz, quando se permite que o filho trabalhe na rua, por exemplo, é de até oito anos de prisão.

A questão é complexa, e o País vive uma contradição. Há forte relação de causa e efeito entre o trabalho infantil e as questões da pobreza, da desigualdade e da exclusão. Mesmo ilegal, o trabalho infantil tem sido autorizado pelos tribunais. Juízes dão permissão para jovens de até 10 anos atuarem em diversas atividades para ajudar a família. Alvarás judiciais livram empresas das multas. Mas não tiram o Brasil do abismo social e não resolvem a pobreza. Apenas violam direitos.

Reconhecer o problema não basta. Combater esse absurdo é responsabilidade do poder público, dos pais e da sociedade. Muitas pessoas acreditam que crianças e adolescentes pobres têm de trabalhar porque, se ficarem ociosos, vão escolher caminhos errados.

Programas sociais, estudo e atividades esportivas e de lazer são fundamentais para erradicar todas as formas intoleráveis de exploração do trabalho infantil. E mais: os pais também devem ser incluídos em políticas assistenciais do Estado.


Constituição diz: menores de 16 anos são proibidos de trabalhar — exceto como aprendizes, a partir dos 14 anos. Em casos de desrespeito à lei, os pais podem ser presos. A pena para o crime de abandono de incapaz, quando se permite que o filho trabalhe na rua, por exemplo, é de até oito anos de prisão.  A questão é complexa, e o País vive uma contradição. Há forte relação de causa e efeito entre o trabalho infantil e as questões da pobreza, da desigualdade e da exclusão. Mesmo ilegal, o trabalho infantil tem sido autorizado pelos tribunais. Juízes dão permissão para jovens de até 10 anos atuarem em diversas atividades para ajudar a família. Alvarás judiciais livram empresas das multas. Mas não tiram o Brasil do abismo social e não resolvem a pobreza. Apenas violam direitos.  Reconhecer o problema não basta. Combater esse absurdo é responsabilidade do poder público, dos pais e da sociedade. Muitas pessoas acreditam que crianças e adolescentes pobres têm de trabalhar porque, se ficarem ociosos, vão escolher caminhos errados.  Programas sociais, estudo e atividades esportivas e de lazer são fundamentais para erradicar todas as formas intoleráveis de exploração do trabalho infantil. E mais: os pais também devem ser incluídos em políticas assistenciais do Estado.

 

Abaixo uma musica de Arnaldo Antunes e Paulo Tatit “Criança não Trabalha“ é uma famosa canção infantil, eternizada pelo grupo Palavra Cantada, que se tornou um hino contra o trabalho infantil, reforçando, com seu refrão "Criança não trabalha, criança dá trabalho!", que o papel da criança é brincar, estudar e se desenvolver, e não ser explorada, dialogando diretamente com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e com a luta por direitos da infância.

Criança não Trabalha 

Arnaldo Antunes e Paulo Tatit 

Lápis, caderno, chiclete, peão

Sol, bicicleta, skate, calção

Esconderijo, avião, correria,

Tambor, gritaria, jardim, confusão

 

Bola, pelúcia, merenda, crayon

Banho de rio, banho de mar,

Pula sela, bombom

Tanque de areia, gnomo, sereia,

Pirata, baleia, manteiga no pão

 

Giz, merthiolate, band aid, sabão

Tênis, cadarço, almofada, colchão

Quebra-cabeça, boneca, peteca,

Botão. pega-pega, papel papelão

 

Criança não trabalha

Criança dá trabalho

Criança não trabalha

 

1, 2 feijão com arroz

3, 4 feijão no prato

5, 6 tudo outra vez

Lápis, caderno, chiclete, peão

Sol, bicicleta, skate, calção

Esconderijo, avião, correria,

Tambor, gritaria, jardim, confusão

 

Bola, pelúcia, merenda, crayon

Banho de rio, banho de mar,

Pula sela, bombom

Tanque de areia, gnomo, sereia,

Pirata, baleia, manteiga no pão

 

Giz, merthiolate, band aid, sabão

Tênis, cadarço, almofada, colchão

Quebra-cabeça, boneca, peteca,

Botão. pega-pega, papel papelão

 

Criança não trabalha

Criança dá trabalho

Criança não trabalha

 

1, 2 feijão com arroz

3, 4 feijão no prato

5, 6 tudo outra vez