A cultura do século XXI tem o enorme desafio de ressignificar o humanismo e romper com a ortodoxia antropocêntrica, reintegrando o homem à natureza, no sentido de que ela não está aí apenas para servir aos homens, ser dominada, explorada e modificada à exaustão. A natureza tem seus próprios códigos, equilíbrios precários e limites. E o homem é absolutamente dependente dela. Por isso, há que se erigir uma nova cultura, não mais como definição antagônica à própria natureza, mas como promotora da sobrevivência de todas as espécies, inclusive da nossa.
ABAIXO DOS PONTOS CRUCIAS DE ONDE SE COMEÇOU OS TERMOS DE UMA CULTURA PARA O NOSSO FUTURO COM UM DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVÉL
Reconhecimento da Crise Ambiental: Pela primeira vez, a ação humana e a industrialização foram reconhecidas como causas da degradação ambiental, abordando a poluição do ar, da água e dos oceanos.
Declaração de Estocolmo: Um manifesto ambiental com 19 (ou 26, dependendo da contagem) princípios que afirmavam o direito a um ambiente saudável e a responsabilidade de protegê-lo para as futuras gerações, conectando meio ambiente e desenvolvimento.
Plano de Ação: Um conjunto de recomendações para atividades de avaliação e gestão ambiental, abrangendo observação global e ações nacionais e internacionais.
Criação do PNUMA: A conferência levou à criação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) em dezembro de 1972, tornando-se a principal autoridade ambiental global e a primeira agência da ONU com sede em um país em desenvolvimento (Quênia).
Diálogo Norte-Sul: Iniciou-se um diálogo crucial entre países ricos e pobres sobre os desafios ambientais e como conciliar desenvolvimento econômico com proteção ambiental, com países em desenvolvimento defendendo a soberania sobre seus recursos.
Educação Ambiental: Ressaltou-se a necessidade de promover a consciência ambiental em todas as populações para formar cidadãos mais responsáveis.
Questões de Armas: Um dos princípios pedia o fim das armas nucleares e de destruição em massa, reconhecendo-as como uma ameaça ao meio ambiente e à humanidade
AGORA ABAIXO VAMOS VER UNS ITENS DO RELATÓRIO DE BRUNDTLAND
O Relatório Brundtland (formalmente conhecido como "Nosso Futuro Comum" ou "Our. Common Future"), publicado em 1987 pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento das Nações Unidas, é amplamente reconhecido como o documento pioneiro e fundamental que estabeleceu globalmente o conceito e as bases para o desenvolvimento sustentável.
O relatório Brundtland, só ficou pronto em 1987, após dezenas de reuniões da Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, liderada pela médica Gro Harlem Brundtland, composta por especialistas de diversas áreas. O relatório foi o primeiro a trazer para o discurso público o conceito de desenvolvimento sustentável.
Este documento foi um marco crucial, pois integrou as preocupações ambientais com as discussões sobre desenvolvimento econômico e social, reconhecendo a interdependência entre esses pilares.
Segundo o relatório, “o desenvolvimento sustentável não deve pôr em risco os sistemas naturais que sustentam a vida na Terra: a atmosfera, as águas, os solos e os seres vivos. Na sua essência, o desenvolvimento sustentável é um processo de mudança no qual a exploração dos recursos, o direcionamento dos investimentos, a orientação do desenvolvimento tecnológico e a mudança institucional estão em harmonia e reforçam o atual e futuro potencial para satisfazer as aspirações e necessidades humanas.”
E ainda informa com dados sobre o aquecimento global e a destruição da camada de ozônio, temáticas que também eram bastante novas para o momento de seu lançamento. Por fim, colocava uma série de metas a serem seguidas por nações de todo o mundo para evitar o avanço das destruições ambientais e o desequilíbrio climático.
Principais Pontos do Relatório Brundtland:
Definição de Desenvolvimento Sustentável: A definição central que se tornou um marco, unindo presente e futuro, economia e ecologia.
Interconexão de Problemas: Reconheceu que questões como pobreza, crescimento populacional, segurança alimentar, energia, indústria e meio ambiente estão interligadas e não podem ser tratadas isoladamente.
Diagnóstico Crítico: Apontou que a crise ambiental global era resultado da pobreza extrema no Sul e padrões insustentáveis de produção e consumo no Norte.
Pobreza e Meio Ambiente: Afirmou que a pobreza reduz a sustentabilidade, acelerando as pressões ambientais, e que a redução da pobreza e a equidade de gênero são cruciais para a conservação ambiental.
Limites do Crescimento: Alertou para os limites ambientais ao crescimento econômico e a necessidade de sociedades industrializadas reduzirem sua demanda por recursos.
Qualidade de Vida: Defendeu a melhoria da qualidade de vida como um objetivo, não apenas o crescimento econômico, englobando aspectos sociais e políticos.
Agenda Pós-Estocolmo: Buscou superar a dicotomia entre meio ambiente e desenvolvimento, propondo uma abordagem integrada para compatibilizar ecologia e economia.
Convite à Ação: Propôs a colaboração internacional e sugeriu à ONU a organização de uma conferência global (que se tornou a Cúpula da Terra no Rio, 1992) para discutir e implementar essas diretrizes.
Os 2 itens citados acima são um marco para a caminhada da preservação do Meio Ambiente e para o futuro com uma cultura com termos sustentáveis para a preservação da Vida e a melhora da qualidade de vida



