23 janeiro 2014

A RECICLAGEM DE ENTULHO ALGO QUE TEM QUE SER LEVADO PARA O INTERIOR DOS ESTADOS

A  RECICLAGEM DE ENTULHO ALGO QUE TEM QUE SER LEVADO PARA O INTERIOR DOS ESTADOS
A  RECICLAGEM DE ENTULHO ALGO QUE TEM QUE SER LEVADO PARA O INTERIOR DOS ESTADOS
A  RECICLAGEM DE ENTULHO ALGO QUE TEM QUE SER LEVADO PARA O INTERIOR DOS ESTADOS

Construção Reaproveitamento reduz pela metade preço de matérias
A construção do estádio do Itaquerão, em São Paulo, cenário de abertura da Copa 2014, já consumiu mais de 7 mil toneladas de agregados reciclados. Até 2013 serão empregadas 11 mil toneladas. Agregados reciclados substituem matérias-primas virgens e custam menos da metade do preço. Mesmo assim, muitas construtoras ainda oferecem resistência a essa fonte alternativa. Gilberto Meirelles, presidente da Estação Resgate, uma das poucas mais de 130 recicladoras de resíduos da construção civil, encarrega-se do trabalho de convencimento - exatamente como fez na Odebrecht, a empresa responsável pela obra.
 Resistimos muito até rastrear o produto, conferir a licença ambiental e fazer o teste prático, conta Marcio Prado, engenheiro da área de produção da Odebrecht. Com a aprovação das áreas de engenharia e meio ambiente, Prado diz que a oferta de Meirelles tornou-se irresistível: em vez de desembolsar R$ 80 pelo metro cúbico de matéria-prima virgem, pagou R$ 36 pela reciclada e, de quebra, ganhou pontos com os acionistas por ter poupado a natureza.
 A opção da Odebrecht pelos reciclados despertou o interesse da concorrência. Quatro outras grandes construtoras também passaram a comprar reciclados, a ponto de o produto já estar em falta no mercado, diz Marcio dos Santos, engenheiro de suprimentos da Odebrecht.
 O negócio de reciclagem de resíduos da construção civil e de demolição (RCD-R) vem crescendo mesmo. Meirelles, que iniciou sua Estação Resgate em 2009 com apenas uma britadora, comanda hoje sete unidades que reciclam 6 mil toneladas ao mês e dispõe de três equipamentos móveis para operar os resíduos nos canteiros de obra de qualquer local do Brasil. O investimento inicial de R$ 1,4 milhão já foi recuperado e Meirelles se dedica agora a analisar as propostas de parcerias. Como a tecnologia deu certo, agora é só acertar as franquias e replicar o modelo, comemora.
 Nem todo entulho, contudo, pode ser reciclado como nem tudo que é reciclado pode ser reutilizado em qualquer lugar da obra. Para as sobras da construção civil a tecnologia desenvolvida vai até a utilização dos cinzas (areia, concreto, restos de blocos) e dos vermelhos (cerâmica, tijolos, cacos de telhas), considerados materiais nobres. Na Even, construtora de São Paulo, a reciclagem de cinzas e vermelhos gerou no ano passado 2,8 toneladas de argamassa que representaram uma economia de R$ 200 mil, segundo Silvio Gava, diretor de sustentabilidade.
 Fazemos reciclagem dentro das obras desde 2010, diz. Evitamos assim os gastos com o transporte do entulho e também não mandamos nada para os aterros. Em 2010, segundo Gava, 54% dos resíduos das obras da Even foram reaproveitados no local ou enviados para indústrias de reciclagem. Em 2011, diz, a empresa deixou de enviar para o aterro 70% das sobras. Na Even, a remuneração variável dos funcionários está vinculada ao tratamento correto dos resíduos e à destinação do entulho.
 O fim dos lixões, previsto em lei para 2014, deve dar início ao plano integrado de gerenciamento de resíduos por parte das 5.565 prefeituras, o que leva as empresas recicladoras a apostar numa explosão do setor. Para tanto, Hewerton Bartoli, diretor comercial da Desmontec, alerta que o setor carece de legislação específica. Bartoli integra a diretoria da Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição (Abrecon) e reclama da falta de incentivo do poder público para que a construção civil avance em busca de soluções sustentáveis. O segmento reciclador não tem Classificação Nacional de Atividades Econômicas e sem isso nem a Receita Federal nos identifica.

22 janeiro 2014

O PROCEDIMENTO DA RECICLAGEM DE ENTULHOS E SEU USO NOVAMENTE NA CONSTRUÇÃO CIVIL

O PROCEDIMENTO DA RECICLAGEM DE ENTULHOS E SEU USO NOVAMENTE NA CONSTRUÇÃO CIVIL



UM IEM QUE A GESTÃO PUBLICA AINA NÃO ADQUIRIU

UMA ESPECIALIDADE QUE PASSOS - MG PRECISA ADQUIRIR POR ENSINAR ENGENHARIA

O que pode parecer lixo para a maioria das pessoas são soluções para outras: trata-se da reciclagem dos materiais de construção civil.
A construção civil é a área que mais geram resíduos (cerca de 50%), cabendo a nós, principalmente os futuros engenheiros, preocuparem-se com os resíduos que são jogados fora, os chamados entulhos.
Reciclando os entulhos podem-se obter inúmeras vantagens, sejam elas econômicas ambientais e de qualidade. Prefeituras de algumas cidades, como Belo Horizonte, já fazem uso desse recurso e tem gerado inúmeros retornos. Além de esvaziar os aterros, os materiais reciclados são bem mais baratos e com a mesma qualidade.
Com o grande crescimento do país, principalmente no setor da construção civil, a reciclagem pode gerar uma excelente fonte de renda, já que o país inteiro está em obras, e com certeza, havendo aumentos significativos nos seus resíduos. As empresas de reciclagem com certeza lucrarão com isso. Este é o momento ideal para investir nesse setor.
Outra vantagem proporcionada pela reciclagem na construção é o preço, influenciando no custo total da obra. Areia e brita reciclada sai em torno de 20% mais baratas e atendem aos requisitos e normas técnicas vigentes.
“A areia reciclada, por exemplo, pode ser usada para assentamento de tubulações de esgoto, para argamassas de assentamento de alvenaria de vedação (paredes),contra-pisos (camada que vem antes do piso propriamente dito), blocos e tijolos de vedação.
Já a brita, é usada para fabricação de concretos não estruturais (concreto magro, de pouca resistência) e drenagens (escoamento de água). “E o rachão (pedras de grandes dimensões) serve para obras de pavimentação e terraplenagem (nivelamento de terreno).” 
São poucas as cidades que contém usinas de reciclagem. Em 2009 apenas 20 empresas exploravam este segmento em todo país, tendo aumentado muito pouco até hoje.
Seu uso ainda não é muito comum devido, principalmente, ao preconceito dos construtores com o material, que acham que devido ao baixo custo o material reciclado é de baixa qualidade. Além disso, não há muita motivação na construção de usinas de reciclagem devido à variações no mercado imobiliário, nos períodos de chuva, e nas demandas, refletindo muito no setor da construção civil. Assim, a geração de entulhos não é homogênea em todo ano e isso pode trazer poucos lucros à empresa de reciclagem.
Muitas empresas de construção e imobiliários que usam material reciclado têm receios em divulgar seu uso com medo da desvalorização do imóvel. Resta dizer que falta conscientização por parte dos construtores e do cliente que não deveria ter contravensas.
Num típico procedimento padrão de reciclagem de entulhos, o caminhão chega à usina de reciclagem e espalha todo o material no pátio para triagem (separação) de impurezas como plástico, papelão e metais.
O que sobra vai para a máquina recicladora (triturador ou moedora), no qual o material é triturado na britadeira. Depois ele passa por uma esteira onde mais um processo de triagem é feita, retirando, por exemplo, os pregos com auxílio de um imã ao longo do percurso. Em seguida o material passa por uma espécie de peneira, separando o entulho triturado em diversos tamanhos.
Após disso o material já pode ser usado em obras ou receber tratamento
BIBLIOGRAFIA
http://legacy.unifacef.com.br/rea/edicao06/ed06_art01.pdf
Estudantes: Carina Caramalac, Daniela Alves e Rafael de Mel
Engenharia Civil Turma "A"- Noturno  Prof° : Jairo Fuzetto
AEMS- Faculdades Integradas de Três Lagoas - MS



21 janeiro 2014

ENTULHO VIRA MATÉRIA PRIMA

Entulho vira matéria-prima

Agregados reciclados chegam aos canteiros das construtoras, adquiridos de empresas especializadas ou gerados na própria obra

 

 

 Reaproveitar restos de obras deixou de ser prática rara entre as construtoras, embora o percentual de reciclagem no Brasil ainda seja baixo – menos de 5% dos 65 milhões de t de resíduos geradas anualmente pelo setor. Nos últimos cinco anos, o mercado de reciclagem de resíduos de construção e demolição (RCD) experimentou um boom, apoiado principalmente nas obrigações legais que vêm remodelando a indústria da construção civil.
ENTULHO VIRA MATÉRIA PRIMA
ENTULHO VIRA MATÉRIA PRIMA

O primeiro grande impulso veio em 2002, quando o Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) aprovou a Resolução no 307, estabelecendo diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão desses resíduos.Na prática, o órgão criou responsabilidades para toda a cadeia envolvida: geradores, transportadores, receptores e municípios. Resultado: iniciou-se um ciclo de novos procedimentos e atividades controladas para fazer valer a regra.
O SindusCon-SP também deu um passo importante. Entre 2003 e 2004, a entidade reuniu 11 construtoras num programa-piloto de gestão ambiental de resíduos em canteiros de obras. As experiências foram compiladas numa cartilha explicativa, distribuída ao setor. Entre as vantagens identificadas no programa estava o principal objetivo da Resolução lançada pelo Conama: a redução dos resíduos na obra, que foi percebida por 79% dos participantes. "O programa provocou um melhor controle dos resíduos gerados e, com o canteiro organizado, tornou mais fácil fazer a separação e o reaproveitamento desses materiais, o que diminuiu os custos com a coleta e até os acidentes de trabalho", conta André Aranha Campos, representante do Comasp (Comitê de Meio Ambiente do SindusCon-SP).
Além da legislação e dos ganhos que podem ser obtidos com a melhor gestão dos resíduos, há também outro aspecto que colabora para o reúso do entulho. "Em São Paulo, temos um grande consumo de agregados, mas as jazidas estão cada vez mais longe. Isso tem encarecido a matéria-prima natural e elevado os custos com o transporte", afirma Vanderley John, professor da Poli-USP. Para ele, essa equação torna a opção pelos reciclados bastante viável, desde que o produto reutilizado apresente boa qualidade e desempenho compatível.
Agregados reciclados
De acordo com a Resolução do Conama, os resíduos da construção são classificados em quatro categorias. Alvenaria, concreto, argamassas e solos compõem a classe A dos resíduos, passível de reciclagem para uso na forma de agregados. Essa categoria corresponde ao principal alvo das empresas recicladoras e das construtoras.Mas há também os restos de madeira, metal, plástico e papel (classe B) que podem ser reutilizados no canteiro ou encaminhados para reciclagem e, ainda, os produtos sem tecnologia para recuperação (classe C) e os resíduos perigosos (classe D), cuja destinação deve seguir normas técnicas específicas.

ENTULHO VIRA MATÉRIA PRIMA
ENTULHO VIRA MATÉRIA PRIMA

Para os resíduos da classe A, em 2004 surgiram duas normas técnicas que estabeleceram critérios para o uso de agregados reciclados na execução de camadas de pavimentação (NBR 15115) e para a utilização em pavimentação e preparo de concreto sem função estrutural (NBR 15116). Integradas a políticas públicas, as normas técnicas impulsionam as construtoras a experimentar os reciclados.
Em São Bernardo do Campo (SP), a empresa Urbem Tecnologia Ambiental recebe diariamente cerca de 300 m3 de resíduos de classe A, que são transformados novamente em areia, brita, pedrisco, rachão e bica corrida. "As grandes construtoras já são 80% dos nossos clientes", conta o diretor, Antônio Baldini Neto.
A aplicação mais comum,segundo ele, é nas áreas planejadas para estacionamento e circulação de veículos, caso da obra da nova unidade da USP (Universidade de São Paulo) na zona Leste de São Paulo.Proposta pelo DET (Departamento de Engenharia de Transportes) da Poli-USP, a idéia do "Pavimento Ecológico" contou com produtos fornecidos pela Urbem e pela Base Ambiental Recicladora, empresa credenciada na prefeitura como Área de Transbordo e Triagem de resíduos da construção civil.
"Adquirimos resíduos na forma bruta, a preços compensatórios, que foram usados como rachão para aumento da capacidade de suporte do subleito, já que se tratava de solo de fundo de vale", explica Liedi Bariani Bernucci professora-chefe do DET e coordenadora do Laboratório de Tecnologia de Pavimentação. "Também empregamos agregados reciclados provenientes da britagem dos resíduos, em duas camadas de 15 cm cada, uma de sub-base e outra de base em toda a estrutura do pavimento do sistema viário, com bons resultados até o momento", completa. Geralmente, os produtos reciclados custam menos do que os naturais, mas é preciso considerar o frete envolvido.
Reciclagem no canteiro
Separar e reciclar os resíduos no próprio canteiro, além de poupar as jazidas naturais, pode significar economia no transporte de materiais. "O problema é que é preciso ter escala de resíduos para compensar os custos com as máquinas que vão fazer a moagem e a separação", pondera Vanderley John.Mas, nos casos em que é necessário demolir estruturas, levar para o canteiro uma miniusina de reciclagem pode ser vantajoso.
Foi o que aconteceu na obra do Condomínio Villaggio Maia, em Guarulhos (SP). Numa visita ao terreno, engenheiros da construtora Setin se depararam com um piso de concreto de 12.500 m3 de volume. Só para retirar o material do local seriam necessárias 1.200 viagens de caminhão. A solução encontrada foi adquirir os equipamentos e montar uma recicladora lá mesmo. Reciclado, o piso de concreto virou blocos de fundação e de concreto, muros, lajes, shaft para abrigo de água e luz, contramarco das janelas e outros pré-moldados. O custo total dos equipamentos e da instalação foi de R$ 21,27/m2. "No final a economia gerada não chegou a 1%, mas evitamos enormes impactos ambientais ao reutilizar matéria-prima e dispensar o transporte que provoca trânsito e aumenta a poluição do ar", contabiliza Lucy Mari Tsunematsu, gerente de projetos da empresa.
Legislação e normas técnicas
Resolução Conama no 307 – Gestão dos Resíduos da Construção Civil, de 5 de julho de 2002

NBR 15112:2004 – Resíduos da construção civil e resíduos volumosos – Áreas de transbordo e triagem – Diretrizes para projeto, implantação e operação

NBR 15113:2004 – Resíduos sólidos da construção civil e resíduos inertes – Aterros – Diretrizes para projeto, implantação e operação

NBR 15114:2004 – Resíduos sólidos da construção civil – Áreas de reciclagem – Diretrizes para projeto, implantação e operação

NBR 15115:2004 – Agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil – Execução de camadas de pavimentação – Procedimentos

NBR 15116:2004 – Agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil – Utilização em pavimentação e preparo de concreto sem função estrutural – Requisitos
Situação semelhante aconteceu numa obra da Racional Engenharia, no centro do Rio de Janeiro. A construção do Edifício Torre Almirante, com 36 pavimentos, implicou a demolição de um esqueleto de nove pavimentos, o que gerou 7 mil m3 de entulho. "Decidimos alugar um terreno na região de Campo Grande para servir de usina de reciclagem desses resíduos, com um investimento de R$ 500 mil. Com os reciclados, fizemos toda a pavimentação e ainda conseguimos fabricar mais blocos de concreto do que utilizamos de fato na construção", conta Wilson Pompílio, diretor da construtora.Ao final da obra, cerca de 100 mil blocos foram doados para entidades assistenciais da cidade.
Obras públicas
Pioneiro no setor público, o Programa de Reciclagem de Entulho da prefeitura de Belo Horizonte existe desde 1993.Hoje, a cidade conta com três usinas que movimentam até mil t/dia dos materiais que sobram das grandes construções. Os resíduos são transformados em areia,minério de ferro e dois tipos de brita, aplicados em bases de vias públicas e meios-fios e na confecção de blocos para obras da prefeitura.
Em Curitiba, um projeto-piloto do governo local possibilitou a construção de uma creche a partir dos resíduos gerados na própria obra, incrementados por sobras de outras construções feitas pela empresa Enjiu, vencedora da licitação. Restos de material cerâmico como telhas e tijolos foram despejados num moinho de 2,5 t, com dois rolos de 600 kg que misturaram os materiais. "Fizemos testes com amostras e comprovamos a qualidade do material, sua aderência, resistência e compatibilidade em relação às normas existentes", ressalta Nelson Wargha Filho, engenheiro responsável pela empreitada. O produto final foi aplicado como emboço e argamassa para assentar tijolos.
USOS RECOMENDADOS PARA RESÍDUOS RECICLADOS
ProdutoCaracterísticasUso recomendado
Areia recicladaMaterial com dimensão máxima característica inferior a 4,8 mm, isento de impurezas, proveniente da reciclagem de concreto e blocos de concreto.Argamassas de assentamento de alvenaria de vedação, contrapisos, solo-cimento, blocos e tijolos de vedação.
Pedrisco recicladoMaterial com dimensão máxima característica de 6,3 mm, isento de impurezas, proveniente da reciclagem de concreto e blocos de concreto.Fabricação de artefatos de concreto, como blocos de vedação, pisos intertravados, manilhas de esgoto, entre outros.
Brita recicladaMaterial com dimensão máxima característica inferior a 39 mm, isento de impurezas, proveniente da reciclagem de concreto e blocos de concreto.Fabricação de concretos não estruturais e obras de drenagens.
Bica corridaMaterial proveniente da reciclagem de resíduos da construção civil, livre de impurezas, com dimensão máxima característica de 63 mm (ou a critério do cliente).Obras de base e sub-base de pavimentos, reforço e subleito de pavimentos, além de regularização de vias não pavimentadas, aterros e acerto topográfico de terrenos.
RachãoMaterial com dimensão máxima característica inferior a 150 mm, isento de impurezas, proveniente da reciclagem de concreto e blocos de concreto.Obras de pavimentação, drenagens e terraplenagem.
Fonte: Urbem Tecnologia Ambiental
Fatores limitantes

ENTULHO VIRA MATÉRIA PRIMA
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Apesar dos resultados positivos dessas experiências, especialistas avaliam que o uso de resíduos reciclados continua restrito. "Se pensarmos no potencial existente para a exploração desse mercado, veremos que precisamos evoluir muito", afirma Luiz Tsuguio Hamassaki, pesquisador do Laboratório de Materiais de Construção Civil do Centro de Tecnologia de Obras de Infra-Estrutura do IPT.
Para o professor Vanderley John, as centrais de triagem ainda são ineficientes "porque funcionam como simples pontos de moagem", considera. "O grande desafio está em desenvolver técnicas de reciclagem que sejam economicamente viáveis. Isso quer dizer que precisamos de produtos de alta qualidade que possam ser utilizados em funções mais nobres", argumenta. Somente assim, diz John, será possível fechar o ciclo do uso dos materiais naturais, diminuindo a extração nas jazidas.

ENTULHO VIRA MATÉRIA PRIMA
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Trabalhos acadêmicos vêm considerando, por exemplo, o problema da variabilidade e da deficiência das técnicas de caracterização dos resíduos. Uma das frentes de pesquisa, iniciada no ano passado, é coordenada por Vanderley John e pelo engenheiro Sérgio Cirelli Angulo, do Departamento de Engenharia de Minas da Poli-USP. Trata-se de um convênio envolvendo a Escola Politécnica, a Universidade Federal de Alagoas, a prefeitura de Macaé (RJ) e o Centro de Tecnologia Mineral do Ministério da Ciência e Tecnologia. "Estamos coletando amostras de resíduos de diferentes localidades para testes com um equipamento não muito caro, chamado jigue, que faz a separação dos resíduos por densidade", explica Angulo. "Nosso objetivo é desenvolver um método mais eficiente de segregação e obtenção de melhor qualidade dos resíduos, viabilizando o uso seguro e padronizado no mercado", finaliza.

20 janeiro 2014

A EDUCAÇÃO SUSTENTÁVEL NA PRATICA

Consumo, Descarte e Educação Sustentável na prática, como desenvolver empresas e municípios ?

Objetivo é disponibilizar informações básicas para o planejamento, estratégia e gestão pública e privada, além de divulgar a economia sustentável dos municípios aos cidadãos e empresas de forma Global.

consumo sustentável surgiu do fato que somos 7 bilhões de pessoas no mundo e o planeta já não consegue entregar tanta matéria-prima, oxigênio e a renovação desta cadeia produtiva está ameaçada, daí a necessidade de consumir produtos e serviços sustentáveis, desde a compra moderada, o uso consciente e o descarte correto. Esta é a base da Economia Verde, prioridade da ONU anunciada na Rio+20 e o sucesso virá para as cidades que tiverem informação para desenvolver-se de forma sustentável e poder gerir seus resíduos sólidos, seus empregos e negócios que gerem valor de forma sustentável (meio ambiente, econômico e social) para munícipes e município.

Por meio da Made in Forest, é realizado o Censo da Economia Sustentável municipal, um cadastro on-line e traduzido em mais de 50 idiomas de oito segmentos para informações de consumo e descarte sustentável:

1-   Eco Produtos: Empresas que produzem ou comercializam produtos ecológicos, sustentáveis, orgânicos ou feitos de matéria-prima reciclada;

2-   Eco Serviços: Empresas e fornecedores de serviços voltados para o meio ambiente e sustentabilidade. Ex: Consultorias, Direito, Engenharia Ambiental, etc;

3- Eco Turismo ou Turismo Sustentável: Identificação e Divulgação de pousadas, agências, esportes de aventura, atividades voltadas para o turismo sustentável;

4-   Central da Reciclagem: é disponibilizada para as empresas e população informação sobre todos os pontos de descarte, de 37 tipos diferentes, de resíduos sólidos existentes no município, preservando também os recursos hídricos da região.

5-   Educação e Cultura Ambiental: Espaço para divulgação de educação ambiental, cursos e atividades públicas ou privadas voltadas para a conscientização dos cidadãos, proteção do meio ambiente e recursos hídricos;

6-   Eco Cidadão: “rede social sustentável”, é possível participar, ser informado, se relacionar e gerar negócios com pessoas físicas; profissionais interessados em meio ambiente e sustentabilidade;

7- Ongs e Oscips também têm um espaço específico na Made in Forest, onde possibilita a organização e exposição de suas atividades sustentáveis classificadas por categoria. Ex: Educação Ambiental, Resíduos, mangues, cavernas, fauna, etc.

8- Eco Cidades, cada cidade que realizou o levantamento de informações tem sua pagina com a economia sustentável do município disponível. Identificada, organizada e divulgada mundialmente, em mais de 50 idiomas e interligada com mais de 330 redes sociais em todo o mundo.

Além de colocar as pessoas em contato entre si, a rede possibilita negócios e a transferência de conhecimento para quem a acessa, pois seu conteúdo disponibiliza informações e contatos de diversas regiões, além de banco de imagens e vídeos.

“Temos a iniciativa de organizar em uma única plataforma todos os agentes envolvidos com meio ambiente e sustentabilidade do município, para facilitar o acesso da população à economia sustentável e descarte de resíduos e principalmente, entregar para a gestão pública informações básicas e fundamentais para planejamento, gestão e assim iniciar, de fato, o desenvolvimento sustentável do município”, explica um dos fundadores do serviço, Martin Mauro. 

JUSTIFICATIVAS

Lei Federal de prioridade à Compras Sustentáveis 12.349/10

A Lei nº 12.349/10 e a indução de políticas públicas para promover o desenvolvimento nacional sustentável.

Publicada no Diário Oficial da União, de 16 de dezembro, a Lei nº 12.349/10 promoveu alterações na Lei de Licitações com base nas disposições inauguradas pela Medida Provisória nº 495. Outros três diplomas legais foram alterados: a Lei nº 8.958/94, a Lei nº 10.973/04 e a Lei nº 11.273/06. A licitação, além de garantir o princípio da isonomia e a seleção da proposta mais vantajosa para a Administração, agora também objetiva a promoção do desenvolvimento nacional sustentável.

E para isso os municípios precisam identificar, organizar e dar prioridade aos fornecedores sustentáveis regionais.


Lei Federal Resíduos Sólidos 12.305/10


 
A EDUCAÇÃO SUSTENTÁVEL NA PRATICA
Lei Federal Resíduos Sólidos 12.305/10

Em consequência da preocupação com um meio ambiente sustentável, a Lei nº 12.305/10 instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que trata dos princípios, objetivos e instrumentos dessa Política e apresenta as diretrizes relativas à gestão integrada e ao gerenciamento de resíduos sólidos (incluídos os perigosos), às responsabilidades dos geradores e do poder público e aos instrumentos econômicos aplicáveis.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos apresenta inovações em relação à preocupação com o meio ambiente, dentre as quais a implantação de um sistema de logística reversa, que consiste no conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos voltado ao setor empresarial, para reaproveitamento ou destinação final de produtos ambientalmente adequados.
Diante da logística reversa, deverá ser promovido o retorno dos produtos e embalagens após o uso pelo consumidor, de forma independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos.
E para isso empresas e poder público precisam identificar, organizar e divulgar os pontos de descarte de resíduos sólidos existentes no município e região.
Fonte: Madeinforest / Fabio Biolcati

PRINCÍPIOS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

CONCEITOS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

- Educação Ambiental foi definida como uma dimensão dada ao conteúdo e à prática da Educação, orientada para a solução dos problemas concretos do meio ambiente, através de
enfoques interdisciplinares e de uma participação ativa e responsável de cada indivíduo e da
coletividade. I Conferência Intergovernamental sobre Educação Ambiental - Tbilisi, Georgia (ex URSS).

DEFINIÇÃO
EDUCAÇÃO AMBIENTAL


- A definição oficial de educação ambiental, do Ministério do Meio Ambiente: “Educação ambiental é um processo permanente, no qual os indivíduos e a comunidade tomam consciência
do seu meio ambiente e adquirem conhecimentos, valores, habilidades, experiências e determinação que os tornam aptos a agir – individual e coletivamente – e resolver problemas
ambientais presentes e futuros”.

- O CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente - define a Educação Ambiental como um
processo de formação e informação orientado para o desenvolvimento da consciência critica
sobre as questões ambientais, e de atividades que levem à participação das comunidades na
preservação do equilíbrio ambiental.
Fonte: http://www.rio.rj.gov.br/multirio/cime/CE09/CE09_012.html

- A Lei Federal nº 9.795 define a Educação Ambiental como “o processo por meio dos quais o
indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e
competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo,
essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade” (art.1º, Lei Federal nº 9.795, de 27/4/99)
Fonte: http://www.mma.gov.br/port/conama/legiabre.cfm?codlegi=321

- Para a UNESCO “A educação ambiental é um processo permanente no qual os indivíduos e a comunidade tomam consciência do seu meio ambiente e adquirem conhecimentos, habilidades,  experiências, valores e a determinação que os tornam capazes de agir, individual ou coletivamente, na busca de soluções para os problemas ambientais, presentes e futuros (UNESCO, 1987)”.
Fonte: http://www.mma.gov.br/port/sbf/dap/educamb.html

- Para Aziz Ab’ Saber a “Educação Ambiental é um processo que envolve um vigoroso esforço de recuperação de realidades e que garante um compromisso com o futuro. Uma ação entre missionária utópica destinada a reformular comportamentos humanos e recriar valores perdidos ou jamais alcançados. Trata-se de um novo ideário comportamental, tanto no âmbito individual quanto coletivo”.
Fonte: http://educar.sc.usp.br/biologia/quadrinhos/definicao.jpg

- Educação Ambiental é “o processo de reconhecer valores e aclarar conceitos para criar habilidades e atitudes necessárias que sirvam para compreender e apreciar a relação mútua entre o homem, sua cultura e seu meio circundante biofísico. A educação ambiental também incluiu a prática de tomar decisões e autoformular um código de comportamento com relação às questões que concernem à qualidade ambiental” (GONÇALVEZ,1990)
Fonte: http://geocities.yahoo.com.br/mcrecena/

HISTÓRICO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Por volta das décadas de 50 e 60, surgem vários problemas ambientais no mundo com proporções alarmantes. Episódios como a contaminação do ar em Londres e Nova York, entre 1952 e 1960, os casos fatais de intoxicação com mercúrio em Minamata e Niigata, entre 1953 e 1965, bem como a contaminação do mar provocada pelo petroleiro Torrey Canyon, em 1966, deram o alerta.
Simultaneamente surgem algumas descobertas científicas que ajudavam a perceber a emergente globalidade dos problemas ambientais. Surge então uma nova ciência: a Ecologia.
Em 1972 realiza-se a Conferência de Estocolmo (Suécia), que contou com
representantes de 113 países. Nesta conferência foi concebido o Plano de Ação Mundial e foram
dadas diretrizes para um Programa Internacional de Educação Ambiental.
Em 1975, a UNESCO, em colaboração com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), em resposta à recomendação 96 da Conferência de Estocolmo, cria o Programa Internacional de Educação Ambiental (PIEA). Congresso de Belgrado - Carta de Belgrado estabelece as metas e princípios da Educação Ambiental.
Em 1977, em Tibilisi (URSS), acontece a Primeira Conferência Internacional em Educação Ambiental onde foram definidos objetivos e estratégias, em nível nacional e internacional. Postulou-se que a Educação Ambiental é um elemento essencial para uma educação formal e não formal, e que dela resultarão benefícios para a Humanidade.
Em 1987 realiza-se o Congresso Internacional sobre Educação e Formação Relativa ao Meio Ambiente, em Moscou, promovido pela UNESCO. No documento final, Estratégia internacional de ação em matéria de educação e formação ambiental para o decênio de 90,
realiza a avaliação dos avanços desde Tbilisi, reafirma os princípios de Educação Ambiental e assinala a importância e necessidade da pesquisa, e da formação em Educação Ambiental.
Em 1992 realiza-se a Conferencia Mundial sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, UNCED, Rio/92, contou com a participação de 170 países, cuja grande preocupação se centra nos problemas ambientais globais e nas questões do desenvolvimento sustentável. Aqui são lançados os desafios fundamentais às políticas dos governos das nações para o próximo milênio. Entre os vários documentos emanados desta conferência, destacam-se: Agenda 21, Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis, FORUN das ONG’s - compromissos da sociedade civil com a Educação Ambiental e o Meio Ambiente, Carta Brasileira para a Educação Ambiental.

LEIS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Artigo 225 da Constituição Federal:
“Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.”

Na Política Nacional de Educação Ambiental, a promoção da Educação Ambiental é colocada pela primeira vez como obrigação legal – de responsabilidade de todos os setores da sociedade, do ensino formal e do informal –, e são definidos seu conceito, seus objetivos, princípios e estratégias. Em seu artigo 2º-, a lei dispõe que “A educação ambiental é um componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não-formal”. Com essa diretriz, os sistemas de ensino têm obrigação legal de promover oficialmente a prática da Educação Ambiental.
•Lei Federal 9.795/99 Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências.

HISTORICO DAS LEIS DE INSTITUCIONALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO BRASIL

1981 – Política Nacional de Meio Ambiente (lei 6.938/81), inclusão da EA em todos os níveis de ensino
1989 – criado o Fundo Nacional de Meio Ambiente (lei 7.797/89), apóia projetos de EA
1992 – criado o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e os Núcleos de EA do Ibama
1994 – Programa Nacional de EA (ProNEA) – MMA, MEC, MIC, MCT
1995 – Câmara Técnica Temporária de EA do CONAMA
1999 – Política Nacional de Educação Ambiental (lei 9.795) e criação da Coordenação - Geral de EA no MEC e Diretoria de EA no MMA
2000 – EA é contemplada no PPA 2000-2003 (MMA)
2002 – Órgão Gestor da PNEA e revisão do ProNEA
2003 – EA é contemplada no PPA 2004-2007 (MEC)

META DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Garantir que a população mundial tenha consciência do meio ambiente e se interesse por ele e por seus problemas conexos e que conte com os conhecimentos, atitudes, motivação e desejos necessários para trabalhar individual e coletivamente na busca de soluções dos problemas atuais e para prevenir os que possam aparecer.

CARTA DE BELGRADO 1975

OBJETIVOS DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Consciência:
Adquirir maior sensibilidade e consciência do meio ambiente em geral, e dos problemas decorrentes;

 Conhecimento:
 Adquirir uma compreensão básica do meio ambiente, em sua totalidade, dos problemas conexos, e da presença e função da humanidade nele, o que justifica uma responsabilidade crítica;

Atitudes:
Adquirir valores sociais, um profundo interesse pelo meio ambiente, e a vontade de participar ativamente em sua proteção e melhoramento;

 Aptidões:
Adquirir aptidões necessárias para resolver os problemas ambientais;

Capacidade de Avaliação

Avaliar as medidas e os programas de Educação Ambiental em função dos fatores ecológicos, políticos, econômicos, sociais, estéticos e educacionais;

Participação

Desenvolver seu sentimento de responsabilidade e tomar consciência da urgente necessidade de prestar atenção aos problemas do meio ambiente, para assegurar que se adotem medidas adequadas.

CARTA DE BELGRADO, 1975

PRINCÍPIOS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

O artigo 4º da POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL, LEI No 9.795, DE 27 DE ABRIL DE 1999, estabelece oito princípios básicos, a saber:

I - o enfoque humanista, holístico, democrático e participativo;

II - a concepção do meio ambiente cm sua totalidade, considerando a interdependência entre o meio natural, o sócio-econômico e o cultural, sob o enfoque da sustentabilidade;

IIl - o pluralismo de idéias e concepções pedagógicas, na perspectiva da inter, multi e
transdisciplinaridade;

IV - a vinculação entre a ética, a educação, o trabalho e as práticas sociais;

V - a garantia de continuidade e permanência do processo educativo;

VI - a permanente avaliação crítica do processo educativo;

VII - a abordagem articulada das questões ambientais locais, regionais, nacionais e globais;

VIII - o reconhecimento e o respeito à pluralidade e à diversidade individual e cultural Espaço de divulgação gratuita de Educação e Cultura Ambiental:

http://www.madeinforest.com/?empresa/paises/tip/universidade
Plataforma de Desenvolvimento Sustentável Made in Forest : www.madeinforest.com
Fonte: Made In Forest / Fabio Biocati

O DESCARTE INCORRETO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS

O Brasil perde R$ 8 bilhões por ano por deixar de reciclar os resíduos que poderiam ter outro fim, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), e a inclusão socioprodutiva de catadores de materiais recicláveis é um desafio da Política Nacional de Resíduos Sólidos, na qual os municípios têm a obrigação de prover a infraestrutura para sua correta destinação; as empresas, a responsabilidade de apoiar a reciclagem de materiais gerados na pré e na pós-produção; e os cidadãos, a responsabilidade de consumir conscientemente e dar a destinação correta às embalagens dos produtos adquiridos.


O DESCARTE INCORRETO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS
CORES DOS RECIPIENTES DOS RESÍDUOS

 Abordando experiências na gestão e na formação de cooperativas de catadores para implementar projetos e soluções no controle dos resíduos, o Instituto de Projetos e Pesquisas Socioambientais (Ipesa) lança hoje (10 de setembro), no Auditório de Geografia da USP, o livro "Do Lixo à Cidadania: Guia para a Formação de Cooperativas de Catadores de Materiais Recicláveis", uma publicação para formação de cooperativas de catadores,.
A obra, destinada a gestores municipais, ONGs, associações, incubadoras, universidades, pesquisadores, empreendedores sociais, empresários e entidades apoiadoras, além das próprias organizações de catadores, mostra alternativas sobre como lidar com o lixo de maneira organizada e sustentável.
Renato Stockler/Na Lata

"Com o livro, esperamos estimular municípios a desenvolver sistemas de coleta seletiva com inclusão e contratação de organizações de catadores, e contribuir para a profissionalização desses agentes, como instrumento de apoio ao desenvolvimento de uma política de sucesso na gestão de resíduos sólidos", afirma Julio Ruffin Pinhel, coordenador do Programa Resíduos Sólidos do Ipesa.
Com uma tiragem de 10 mil exemplares, o livro será destinado gratuitamente aos mais de 5.500 mil municípios do território nacional com o objetivo de estimular governantes, organizações e a população a desenvolverem sistemas de coleta seletiva, com inclusão e contratação de organizações de catadores.
Título: Do Lixo à Cidadania: Guia para a Formação de Cooperativas de Catadores de Materiais Recicláveis. Além da versão impressa, os interessados poderão acessar a publicação e diversos outros conteúdos no hotsite da publicação www.dolixoacidadania.org.br
Escrita em parceria com a Editora Peirópolis, a publicação tem apoio do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) e é patrocinada pela Ambev e pela Natura.
Autores dos textos:
Augusto Jackie do Nascimento Lopes Vieira
Beatriz Castro Maroni
Fernando Pessoa de Albuquerque
Julio Ruffin Pinhel
Lisa Yázigi de Barros Santos
Luciana Lopes
Marcela Bacchin Cardo
Gina Rizpah Besen
Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR)
Editora: Peirópolis
Páginas: 240