13 novembro 2015

ENERGIAS RENOVÁVEIS - 7º DOS 17 ITENS DO PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O DESENVOLVIMENTO

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 7 (ODS 7), intitulado Energia Acessível e Limpa, é uma das metas centrais da Agenda 2030 das Nações Unidas. O seu propósito fundamental é assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia para todas e todos. Uma vez que o consumo de energia baseada em combustíveis fósseis é o principal motor das mudanças climáticas globais, a transição rumo a energias renováveis e limpas — como a solar, eólica, hidráulica e de biomassa — é apontada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) como um pilar obrigatório para erradicar a pobreza e proteger o meio ambiente.  As principais diretrizes estabelecidas pelo ODS 7 da ONU desdobram-se nas seguintes metas globais para o ano de 2030:  Acesso Universal: Garantir que todas as populações tenham acesso a serviços energéticos modernos, superando a dependência de métodos poluentes para cozinhar e se aquecer.  Aumento de Renováveis: Ampliar de forma substancial a participação das fontes limpas e inesgotáveis na matriz energética global.  Eficiência Energética: Dobrar a taxa mundial de melhoria na eficiência, promovendo o consumo responsável e o desperdício zero.  Cooperação Internacional: Facilitar o investimento em infraestrutura tecnológica e pesquisas voltadas à transição ecológica, especialmente em nações em desenvolvimento.  As diretrizes globais do ODS 7 ganharam contornos específicos no Brasil. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão responsável por adequar as metas da ONU à realidade brasileira, propôs ajustes que levam em consideração o fato de o Brasil já possuir uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo, mas ainda enfrentar desafios severos no custo da tarifa de energia.

Energias renováveis

Garantir acesso à energia barata, confiável, sustentável e renovável para todos





O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 7 (ODS 7), intitulado Energia Acessível e Limpa, é uma das metas centrais da Agenda 2030 das Nações Unidas. O seu propósito fundamental é assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia para todas e todos. Uma vez que o consumo de energia baseada em combustíveis fósseis é o principal motor das mudanças climáticas globais, a transição rumo a energias renováveis e limpas — como a solar, eólica, hidráulica e de biomassa — é apontada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) como um pilar obrigatório para erradicar a pobreza e proteger o meio ambiente.

As principais diretrizes estabelecidas pelo ODS 7 da ONU desdobram-se nas seguintes metas globais para o ano de 2030:

Acesso Universal: Garantir que todas as populações tenham acesso a serviços energéticos modernos, superando a dependência de métodos poluentes para cozinhar e se aquecer.

Aumento de Renováveis: Ampliar de forma substancial a participação das fontes limpas e inesgotáveis na matriz energética global.

Eficiência Energética: Dobrar a taxa mundial de melhoria na eficiência, promovendo o consumo responsável e o desperdício zero.

Cooperação Internacional: Facilitar o investimento em infraestrutura tecnológica e pesquisas voltadas à transição ecológica, especialmente em nações em desenvolvimento.

As diretrizes globais do ODS 7 ganharam contornos específicos no Brasil. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão responsável por adequar as metas da ONU à realidade brasileira, propôs ajustes que levam em consideração o fato de o Brasil já possuir uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo, mas ainda enfrentar desafios severos no custo da tarifa de energia.

Abaixo estão as metas adaptadas pelo Ipea e, em seguida, as fontes renováveis que sustentam esse objetivo.

7.1 Até 2030, assegurar o acesso universal, confiável, moderno e a preços acessíveis a serviços de energia  7.2 Até 2030, aumentar substancialmente a participação de energias renováveis na matriz energética global  7.3 Até 2030, dobrar a taxa global de melhoria da eficiência energética   7.a Até 2030, reforçar a cooperação internacional para facilitar o acesso a pesquisa e tecnologias de energia limpa, incluindo energias renováveis, eficiência energética e tecnologias de combustíveis fósseis avançadas e mais limpas, e promover o investimento em infraestrutura de energia e em tecnologias de energia limpa  7.b Até 2030, expandir a infraestrutura e modernizar a tecnologia para o fornecimento de serviços de energia modernos e sustentáveis para todos nos países em desenvolvimento, particularmente nos países menos desenvolvidos, nos pequenos Estados insulares em desenvolvimento e nos países em desenvolvimento sem litoral, de acordo com seus respectivos programas de apoio.




7.1 Até 2030, assegurar o acesso universal, confiável, moderno e a preços acessíveis a serviços de energia

7.2 Até 2030, aumentar substancialmente a participação de energias renováveis na matriz energética global

7.3 Até 2030, dobrar a taxa global de melhoria da eficiência energética


7.a Até 2030, reforçar a cooperação internacional para facilitar o acesso a pesquisa e tecnologias de energia limpa, incluindo energias renováveis, eficiência energética e tecnologias de combustíveis fósseis avançadas e mais limpas, e promover o investimento em infraestrutura de energia e em tecnologias de energia limpa

7.b Até 2030, expandir a infraestrutura e modernizar a tecnologia para o fornecimento de serviços de energia modernos e sustentáveis para todos nos países em desenvolvimento, particularmente nos países menos desenvolvidos, nos pequenos Estados insulares em desenvolvimento e nos países em desenvolvimento sem litoral, de acordo com seus respectivos programas de apoio.


🌿 Lista Detalhada das Energias Renováveis do ODS 7As fontes renováveis são aquelas que se regeneram naturalmente em uma escala de tempo humana. De acordo com os parâmetros do Ipea e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), as principais fontes integradas a esse ecossistema são:

Energia Hidrelétrica (Hídrica): Obtida da força dos rios. É a base histórica da eletricidade do Brasil, correspondendo a mais de 60% da nossa geração interna.

Energia Eólica: Gerada pelo vento por meio de aerogeradores. É a fonte que mais cresce no Nordeste brasileiro, assumindo papel crucial nos períodos de seca das hidrelétricas.

Energia Solar (Fotovoltaica e Térmica): Captação da luz e calor do sol através de painéis ou coletores. Cresce aceleradamente tanto em grandes usinas quanto em sistemas distribuídos (telhados residenciais e comerciais).


🌿 Lista Detalhada das Energias Renováveis do ODS 7As fontes renováveis são aquelas que se regeneram naturalmente em uma escala de tempo humana. De acordo com os parâmetros do Ipea e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), as principais fontes integradas a esse ecossistema são:  Energia Hidrelétrica (Hídrica): Obtida da força dos rios. É a base histórica da eletricidade do Brasil, correspondendo a mais de 60% da nossa geração interna.  Energia Eólica: Gerada pelo vento por meio de aerogeradores. É a fonte que mais cresce no Nordeste brasileiro, assumindo papel crucial nos períodos de seca das hidrelétricas.  Energia Solar (Fotovoltaica e Térmica): Captação da luz e calor do sol através de painéis ou coletores. Cresce aceleradamente tanto em grandes usinas quanto em sistemas distribuídos (telhados residenciais e comerciais).
ENERGIAS RENOVÁVEIS

Biomassa e Biocombustíveis: Energia gerada pela queima de matéria orgânica (como o bagaço da cana-de-açúcar, resíduos agrícolas e lenha sustentável). O Brasil é referência no uso do etanol e do biodiesel na matriz de transportes.

O Biogás de Aterro como Vertente da Biomassa

O gás gerado em aterros sanitários — conhecido tecnicamente como biogás — é uma das formas mais estratégicas e sustentáveis de biomassa na atualidade. A biomassa compreende toda matéria orgânica de origem vegetal ou animal que pode ser convertida em energia. No contexto urbano, o lixo doméstico descartado diariamente nas cidades atua como a matéria-prima essencial para esse processo.[Resíduos Orgânicos Urbanos]

Biomassa e Biocombustíveis: Energia gerada pela queima de matéria orgânica (como o bagaço da cana-de-açúcar, resíduos agrícolas e lenha sustentável). O Brasil é referência no uso do etanol e do biodiesel na matriz de transportes.  O Biogás de Aterro como Vertente da Biomassa  O gás gerado em aterros sanitários — conhecido tecnicamente como biogás — é uma das formas mais estratégicas e sustentáveis de biomassa na atualidade. A biomassa compreende toda matéria orgânica de origem vegetal ou animal que pode ser convertida em energia. No contexto urbano, o lixo doméstico descartado diariamente nas cidades atua como a matéria-prima essencial para esse processo.[Resíduos Orgânicos Urbanos].↓ (Aterro Sanitário / Ausência de Oxigênio)  [Decomposição por Bactérias]  ↓ (Geração do Biogás)  [Captura por Drenos Verticais]   ↓ (Purificação e Queima)  [Eletricidade, Calor ou Biometano para Veículos]  ⚙️ Como Ocorre a Transformação? O processo de geração e integração desse combustível ocorre em quatro etapas principais: Decomposição Anaeróbia: Dentro das células do aterro sanitário, a matéria orgânica (restos de alimentos, papéis, resíduos de jardim) é compactada e isolada do ar. Bactérias específicas decompõem essa matéria na ausência de oxigênio. Composição do Gás: O resultado dessa digestão bacteriana é o biogás, uma mistura rica composta por cerca de 50% a 60% de metano, além de dióxido de carbono CO² e traços de outros gases. Captura e Beneficiamento: Em vez de deixar o metano escapar para a atmosfera, o aterro instala uma rede de drenos e tubulações que sugam o gás. Esse biogás passa por filtros para remoção de umidade e impurezas.  Conversão Energética: O gás purificado é direcionado para motogeradores, onde a queima do metano gera energia elétrica e térmica. Quando purificado ao extremo, transforma-se em biometano, um biocombustível idêntico ao gás natural fóssil, pronto para abastecer frotas de ônibus e caminhões.  🌍 Por que ele consolida as metas do ODS 7 A inclusão do biogás de aterro na matriz de biomassa brasileira resolve dois problemas simultâneos: transforma um passivo ambiental crônico (o lixo urbano) em um ativo energético limpo, contínuo e descentralizado, reduzindo a pegada de carbono das cidades ao evitar a liberação direta de metano na atmosfera.


↓ (Aterro Sanitário / Ausência de Oxigênio)

[Decomposição por Bactérias]

↓ (Geração do Biogás)

[Captura por Drenos Verticais]

 ↓ (Purificação e Queima)

[Eletricidade, Calor ou Biometano para Veículos]

⚙️ Como Ocorre a Transformação? O processo de geração e integração desse combustível ocorre em quatro etapas principais: Decomposição Anaeróbia: Dentro das células do aterro sanitário, a matéria orgânica (restos de alimentos, papéis, resíduos de jardim) é compactada e isolada do ar. Bactérias específicas decompõem essa matéria na ausência de oxigênio. Composição do Gás: O resultado dessa digestão bacteriana é o biogás, uma mistura rica composta por cerca de 50% a 60% de metano, além de dióxido de carbono CO² e traços de outros gases. Captura e Beneficiamento: Em vez de deixar o metano escapar para a atmosfera, o aterro instala uma rede de drenos e tubulações que sugam o gás. Esse biogás passa por filtros para remoção de umidade e impurezas.

ENERGIAS RENOVÁVEIS - ODS 7 PARA 2030

Conversão Energética: O gás purificado é direcionado para motogeradores, onde a queima do metano gera energia elétrica e térmica. Quando purificado ao extremo, transforma-se em biometano, um biocombustível idêntico ao gás natural fóssil, pronto para abastecer frotas de ônibus e caminhões.

🌍 Por que ele consolida as metas do ODS 7 A inclusão do biogás de aterro na matriz de biomassa brasileira resolve dois problemas simultâneos: transforma um passivo ambiental crônico (o lixo urbano) em um ativo energético limpo, contínuo e descentralizado, reduzindo a pegada de carbono das cidades ao evitar a liberação direta de metano na atmosfera.

Energia Oceânica (Marés e Ondas): Produzida a partir do movimento das marés (maremotriz) ou da força das ondas (onda motriz). Ainda está em fase experimental e de projetos-piloto no litoral brasileiro.

Energia Oceânica (Marés e Ondas): Produzida a partir do movimento das marés (maremotriz) ou da força das ondas (onda motriz). Ainda está em fase experimental e de projetos-piloto no litoral brasileiro. Energia Geotérmica: Aproveitamento do calor interno da Terra. Embora muito utilizada em países com atividade vulcânica (como Islândia), no Brasil seu uso é restrito a águas termais para turismo e processos industriais de baixa temperatura.  Conclusão: O Futuro é Renovável e Acessível  A concretização do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 7 (ODS 7) não representa apenas uma transição técnica de matrizes energéticas, mas sim a base para um modelo de desenvolvimento socioeconômico global verdadeiramente sustentável. Garantir que a energia seja, simultaneamente, limpa, moderna e economicamente acessível é o motor necessário para erradicar a pobreza, impulsionar indústrias responsáveis e frear o avanço das mudanças climáticas.  O Brasil ocupa uma posição de liderança natural nessa agenda global. Com uma matriz elétrica predominantemente hídrica e a expansão veloz das fontes eólica e solar, o país demonstra como a natureza pode trabalhar a favor do progresso. A consolidação da biomassa — agora fortemente impulsionada pela inteligência de converter o passivo ambiental dos aterros sanitários em biogás e biometano — prova que a economia circular e a segurança energética caminham juntas.  O grande desafio brasileiro para os próximos anos, alinhado às metas adaptadas pelo Ipea, não é a falta de fontes limpas, mas sim a garantia da modicidade tarifária (tornar a conta de luz justa para o cidadão) e a modernização da infraestrutura para integrar essas novas tecnologias. Investir em energias renováveis é, fundamentalmente, investir na preservação do planeta e na qualidade de vida das próximas gerações.

Energia Geotérmica: Aproveitamento do calor interno da Terra. Embora muito utilizada em países com atividade vulcânica (como Islândia), no Brasil seu uso é restrito a águas termais para turismo e processos industriais de baixa temperatura.

Conclusão: O Futuro é Renovável e Acessível

A concretização do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 7 (ODS 7) não representa apenas uma transição técnica de matrizes energéticas, mas sim a base para um modelo de desenvolvimento socioeconômico global verdadeiramente sustentável. Garantir que a energia seja, simultaneamente, limpa, moderna e economicamente acessível é o motor necessário para erradicar a pobreza, impulsionar indústrias responsáveis e frear o avanço das mudanças climáticas.

O Brasil ocupa uma posição de liderança natural nessa agenda global. Com uma matriz elétrica predominantemente hídrica e a expansão veloz das fontes eólica e solar, o país demonstra como a natureza pode trabalhar a favor do progresso. A consolidação da biomassa — agora fortemente impulsionada pela inteligência de converter o passivo ambiental dos aterros sanitários em biogás e biometano — prova que a economia circular e a segurança energética caminham juntas.

O grande desafio brasileiro para os próximos anos, alinhado às metas adaptadas pelo Ipea, não é a falta de fontes limpas, mas sim a garantia da modicidade tarifária (tornar a conta de luz justa para o cidadão) e a modernização da infraestrutura para integrar essas novas tecnologias. Investir em energias renováveis é, fundamentalmente, investir na preservação do planeta e na qualidade de vida das próximas gerações.