A
construção civil é um dos setores que mais gera resíduos sólidos no mundo,
respondendo por uma parcela significativa do lixo urbano e industrial, com
volumes que podem chegar a mais de 50% dos resíduos totais, incluindo entulhos
de concreto, madeira, metais, e gerando também grandes impactos em emissões de
CO2. No Brasil, são milhões de metros cúbicos anuais, com potencial de
reciclagem de até 90% desses materiais, destacando a urgência de práticas de
gestão e sustentabilidade.
| A USINA DE RECICLAGEM PARA ENTULHO DEVE VIRAR REALIDADE |
Todo município precisa de um ponto de descarte de entulho como uma Usina de triagem e reciclagem do entulho não deveriam ser descartados em aterros eles podem ser reaproveitados reutilizados trazendo inclusão social em seu município e educação ambiental o entulho não é responsabilidade somente do governo é de quem o gera, e quem o gera tem que dar o destino correto para ele e contratar as pessoas certas com competência e ética para cuidar deles faça a sua parte lute por isso assim a sua natureza e seu município será mais saudável......etc.
Pode se
fabricar tijolos ecológicos utilizando Resíduos da Construção Civil (RCC) em
uma usina de reciclagem. O processo é viável tecnicamente e contribui
significativamente para a sustentabilidade, reduzindo o impacto ambiental do
setor. As
usinas de reciclagem de entulho (URE) processam materiais descartados, como
restos de concreto, cerâmica, tijolos e argamassa. Esse material é triturado e
peneirado para obter a granulometria desejada.
A
gestão e o uso dos RCCs são regulamentados por legislações como a Política
Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010) e a Resolução CONAMA nº
307/2002, que incentivam a reciclagem e a reutilização desses materiais.
Na
construção civil, os resíduos gerados são diversos, classificados em classes
(A, B, C, D) pela CONAMA, incluindo Classe A (recicláveis como concreto,
tijolos), Classe B (plástico, papel, metal, vidro), Classe C (gesso, sem
tecnologia de reciclagem viável), e Classe D (perigosos como tintas, solventes,
amianto), além de outros como madeira, solo, argamassa, tubulações, fiação,
resinas, colas e óleos.
Tipos
de Resíduos por Classe (CONAMA 307/2002)
Classe A (Reutilizáveis/Recicláveis): Podem ser reaproveitados na própria obra ou em outras construções o exemplos destes resíduos são concreto, argamassa, tijolos, blocos cerâmicos, telhas, solos, revestimentos cerâmicos, tubos de concreto.
Classe B (Recicláveis para outras destinações): Materiais com potencial de reciclagem em outros setores, exemplos dos resíduos são os Plásticos (embalagens, tubulações), papéis, papelão, metais (ferros, arames), vidros, gesso (após atualização da norma).
Classe C (Sem tecnologia de reciclagem): Resíduos sem viabilidade econômica para reciclagem o exemplos dos resíduos são Gesso (antes da atualização), estopas, lixas, panos, pincéis (não contaminados), espumas, telas de proteção.
Classe D (Perigosos): Nocivos à saúde ou ao meio ambiente o exemplos dos resíduos são Tintas, solventes, vernizes, óleos, telhas de amianto, materiais contaminados de hospitais/clínicas, resíduos de asfalto.

Aqui acima na imagem uma maquete de uma CENTRAL DE RECICLAGEM DE RCC ENTULHOS DE Passos - MG um lugar que deveria dar mais valor a reciclagem reutilização e o reaproveitamento de entulhos como da coleta seletiva e a reciclagem por ter fundação de ensino com cursos de gestão ambiental, engenharia, civil, ambiental agronomia, direito...entre vários outros que são matérias que dão força para a sustentabilidade ambiental e direitos e princípios humanos e éticos se ninguém correr a traz muitos vão ficar sem empregos depois dos estudos completados......
Agora já passou da hora de começar a refletir sobre os nossos projetos e olhar os canteiros de obras nos municípios e começar a dar e procurar sustentabilidade e força para que projetos novos aparecem antes que nós desaparecemos quem sabe um dia você poderá estar curtindo a vida em uma praça a noite feita totalmente de materiais recicláveis que você começou a ajudar a fazer em seu município.O TIJOLO ECOLÓGICO É UM EXEMPLO DE TRASFORMAÇÃO DO ENTULHO EM MATERIAL NOVO
A
transformação de entulho em tijolos ecológicos é uma solução sustentável e
tecnicamente viável para a gestão de resíduos da construção civil (RCC). Esse
processo não só reduz o volume de material descartado em aterros, mas também
cria um produto de construção durável e com menor impacto ambiental.
O tijolo ecológico é aquele produzido a partir de um material chamado “solo cimento”, uma mistura de terra, cimento e água. A proporção de cimento empregada é de apenas 10%. Essa mistura é, então, conformada em prensa hidráulica para o tijolo ganhar forma. O Tijolo Ecológico é um material de construção sustentável, feito de terra, cimento e água, compactado em prensa hidráulica e curado ao ar livre, sem queima em forno, o que reduz drasticamente a emissão de CO2 e o uso de energia, sendo mais limpo e econômico para a construção, com encaixes que facilitam a passagem de tubulações e dispensam argamassa. Ele oferece bom isolamento térmico e acústico, gera menos entulho e pode usar resíduos locais na composição, sendo uma alternativa mais verde e eficiente ao tijolo convencional.
ABAIXO O PROCESSAMENTO E FABRICAÇÃO DO TIJOLO ECOLOGICO
Existem
diversos tipos de tijolos ecológicos, mas os principais no uso da construção
são o Padrão (para paredes gerais), o Canaleta (para passagem de
tubulações/fios) e o Meio Bloco (para acabamentos de vãos), todos baseados em
tecnologia de encaixe (macho-fêmea) que reduz o uso de argamassa, além de
opções com resíduos recicláveis ou de terra crua (Adobe/BTC), variando a
composição e aplicação. Os tijolos ecológicos possuem sistema de encaixe,
eliminando a necessidade de argamassa entre as fiadas. Esse método reduz o
tempo de construção e o desperdício de material. Além disso: A cada três ou
quatro fiadas, é recomendável reforçar a estrutura com ferros verticais e
grauteamento.
O
tijolo ecológico é uma solução moderna que alinha construção civil com
responsabilidade ambiental e economia, sendo ideal para quem buscas de obras
mais limpa e eficiente trazendo uma correta gestão dos entulhos na construção que
é crucial para evitar impactos ambientais, como a contaminação do solo e da
água, e para aproveitar o potencial de reciclagem e reutilização, reduzindo o
volume em aterros.
O tijolo ecológico unitário é mais caro mais contribuem em outros pontos da obra diminuído o valor dela
O tijolo ecológico tem um custo unitário mais caro que o convencional, mas pode
resultar em uma economia total na obra, variando de 20% a 40% no custo final,
pois elimina ou reduz drasticamente gastos com argamassa, chapisco, reboco e
pintura, além de agilizar a construção, compensando o valor inicial mais alto
do tijolo.
Os tijolos ecológicos (de solo cimento) contribuem significativamente para a limpeza e organização do canteiro de obras, principalmente pela redução drástica na geração de resíduos. Os tijolos ecológicos podem baratear muito as obras, gerando economia de até 30% ou mais no custo final, principalmente pela eliminação ou redução drástica de materiais como argamassa, cimento, formas de madeira, e pela diminuição da mão de obra, já que a obra é mais rápida, limpa e não exige reboco convencional. Embora o custo unitário do tijolo possa ser maior, a economia em outros itens e a agilidade compensam o investimento inicial, resultando em uma obra mais econômica e sustentável.

