01 março 2015

ARMAZENAMENTO DE ENTULHOS E OUTROS ARTIGOS PARA A GESTÃO DE ENTULHOS DE ACORDO COM A RESOLUÇÃO 307 DO CONAMA

Resoluções

RESOLUÇÃO Nº 307, DE 5 DE JULHO DE 2002  
Estabelece diretrizes,critérios procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil.
O CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE - CONAMA, no uso das competências que lhe foram conferidas pela Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, regulamentada pelo Decreto nº 99.274, de 6 de julho de 1990, e tendo em vista o disposto em seu Regimento Interno, Anexo à Portaria nº 326, de 15 de dezembro de 1994, e Considerando a política urbana de pleno desenvolvimento da função social da cidade e da propriedade urbana, conforme disposto na Lei nº 10.257, de 10 de julho de 2001;


descarte incorreto de entulhos
DESCARTE INCORRETO DE ENTULHOS


Considerando a necessidade de implementação de diretrizes para a efetiva redução dos impactos ambientais gerados pelos resíduos oriundos da construção civil;

Considerando que a disposição de resíduos da construção civil em locais inadequados contribui para a degradação da qualidade ambiental;

Considerando que os resíduos da construção civil representam um significativo percentual dos resíduos sólidos produzidos nas áreas urbanas; Considerando que os geradores de resíduos da construção civil devem ser responsáveis pelos resíduos das atividades de construção, reforma, reparos e demolições de estruturas e estradas, bem como por aqueles resultantes da remoção de vegetação e escavação de solos;

Considerando a viabilidade técnica e econômica de produção e uso de materiais provenientes da reciclagem de resíduos da construção civil; e Considerando que a gestão integrada de resíduos da construção civil deverá proporcionar benefícios de ordem social, econômica e ambiental, resolve:

Art. 1º Estabelecer diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil, disciplinando as ações necessárias de forma a minimizar os impactos ambientais.

Art. 2º Para efeito desta Resolução, são adotadas as seguintes definições:

I - Resíduos da construção civil: são os provenientes de construções, reformas, reparos e demolições de obras de construção civil, e os resultantes da preparação e da escavação de terrenos, tais como: tijolos, blocos cerâmicos, concreto em geral, solos, rochas, metais, resinas, colas, tintas, madeiras e compensados, forros, argamassa, gesso, telhas, pavimento asfáltico, vidros, plásticos, tubulações, fiação elétrica etc., comumente chamados de entulhos de obras, caliça ou metralha;


ARMAZENAMENTO DE ENTULHOS
ARMAZENAMENTO DE ENTULHOS


II - Geradores: são pessoas, físicas ou jurídicas, públicas ou privadas, responsáveis por atividades ou empreendimentos que gerem os resíduos definidos nesta Resolução;

III - Transportadores: são as pessoas, físicas ou jurídicas, encarregadas da coleta e do transporte dos resíduos entre as fontes geradoras e as áreas de destinação;

IV - Agregado reciclado: é o material granular proveniente do beneficiamento de resíduos de construção que apresentem características técnicas para a aplicação em obras de edificação, de infra - estrutura, em aterros sanitários ou outras obras de engenharia;

V - Gerenciamento de resíduos: é o sistema de gestão que visa reduzir, reutilizar ou reciclar resíduos, incluindo planejamento, responsabilidades, práticas, procedimentos e recursos para desenvolver e implementar as ações necessárias ao cumprimento das etapas previstas em programas e planos;

VI - Reutilização: é o processo de reaplicação de um resíduo, sem transformação do mesmo;

VII - Reciclagem: é o processo de reaproveitamento de um resíduo, após ter sido submetido à transformação;

VIII - Beneficiamento: é o ato de submeter um resíduo à operações e/ou processos que tenham por objetivo dotá-los de condições que permitam que sejam utilizados como matéria-prima ou produto;

IX - Aterro de resíduos da construção civil: é a área onde serão empregadas técnicas de disposição de resíduos da construção civil Classe "A" no solo, visando a reservação de materiais segregados de forma a possibilitar seu uso futuro e/ou futura utilização da área, utilizando princípios de engenharia para confiná-los ao menor volume possível, sem causar danos à saúde pública e ao meio ambiente;

X - Áreas de destinação de resíduos: são áreas destinadas ao beneficiamento ou à disposição final de resíduos.

Art. 3º Os resíduos da construção civil deverão ser classificados, para efeito desta Resolução, da seguinte forma:

I - Classe A - são os resíduos reutilizáveis ou recicláveis como agregados, tais como:

a) de construção, demolição, reformas e reparos de pavimentação e de outras obras de infra - estrutura, inclusive solos provenientes de terraplanagem;

b) de construção, demolição, reformas e reparos de edificações: componentes cerâmicos (tijolos, blocos, telhas, placas de revestimento etc.), argamassa e concreto;

c) de processo de fabricação e/ou demolição de peças pré-moldadas em concreto (blocos, tubos, meios-fios etc.) produzidas nos canteiros de obras;

II - Classe B - são os resíduos recicláveis para outras destinações, tais como: plásticos, papel/papelão, metais, vidros, madeiras e outros;

III - Classe C - são os resíduos para os quais não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitam a sua reciclagem/recuperação, tais como os produtos oriundos do gesso;

IV - Classe D - são os resíduos perigosos oriundos do processo de construção, tais como: tintas, solventes, óleos e outros, ou aqueles contaminados oriundos de demolições, reformas e reparos de clínicas radiológicas, instalações industriais e outros.

Art. 4º Os geradores deverão ter como objetivo prioritário a não geração de resíduos e, secundariamente, a redução, a reutilização, a reciclagem e a destinação final.

§ 1º Os resíduos da construção civil não poderão ser dispostos em aterros de resíduos domiciliares, em áreas de "bota fora", em encostas, corpos d`água, lotes vagos e em áreas protegidas por Lei, obedecidos os prazos definidos no art. 13 desta Resolução.

§ 2º Os resíduos deverão ser destinados de acordo com o disposto no art. 10 desta Resolução.



Art. 5º É instrumento para a implementação da gestão dos resíduos da construção civil o Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil, a ser elaborado pelos Municípios e pelo Distrito Federal, o qual deverá incorporar:

I - Programa Municipal de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil; e


II - Projetos de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil.


Art 6º Deverão constar do Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil:



I - as diretrizes técnicas e procedimentos para o Programa Municipal de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil e para os Projetos de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil a serem elaborados pelos grandes geradores, possibilitando o exercício das responsabilidades de todos os geradores.

II - o cadastramento de áreas, públicas ou privadas, aptas para recebimento, triagem e armazenamento temporário de pequenos volumes, em conformidade com o porte da área urbana municipal, possibilitando a destinação posterior dos resíduos oriundos de pequenos geradores às áreas de beneficiamento;

III - o estabelecimento de processos de licenciamento para as áreas de beneficiamento e de disposição final de resíduos;

IV - a proibição da disposição dos resíduos de construção em áreas não licenciadas;


V - o incentivo à reinserção dos resíduos reutilizáveis ou reciclados no ciclo produtivo;


VI - a definição de critérios para o cadastramento de transportadores;


VII - as ações de orientação, de fiscalização e de controle dos agentes envolvidos;


VIII - as ações educativas visando reduzir a geração de resíduos e possibilitar a sua segregação.


Art 7º O Programa Municipal de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil será elaborado, implementado e coordenado pelos municípios e pelo Distrito Federal, e deverá estabelecer diretrizes técnicas e procedimentos para o exercício das responsabilidades dos pequenos geradores, em conformidade com os critérios técnicos do sistema de limpeza urbana local.



Art. 8º Os Projetos de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil serão elaborados e implementados pelos geradores não enquadrados no artigo anterior e terão como objetivo estabelecer os procedimentos necessários para o manejo e destinação ambientalmente adequados dos resíduos.


§ 1º O Projeto de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil, de empreendimentos e atividades não enquadrados na legislação como objeto de licenciamento ambiental, deverá ser apresentado juntamente com o projeto do empreendimento para análise pelo órgão competente do poder público municipal, em conformidade com o Programa Municipal de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil.

§ 2º O Projeto de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil de atividades e empreendimentos sujeitos ao licenciamento ambiental, deverá ser analisado dentro do processo de licenciamento, junto ao órgão ambiental competente.

Art. 9º Os Projetos de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil deverão contemplar as seguintes etapas:


I - caracterização: nesta etapa o gerador deverá identificar e quantificar os resíduos;



II - triagem: deverá ser realizada, preferencialmente, pelo gerador na origem, ou ser realizada nas áreas de destinação licenciadas para essa finalidade, respeitadas as classes de resíduos estabelecidas no art. 3º desta Resolução;


III - acondicionamento: o gerador deve garantir o confinamento dos resíduos após a geração até a etapa de transporte, assegurando em todos os casos em que seja possível, as condições de reutilização e de reciclagem;

IV - transporte: deverá ser realizado em conformidade com as etapas anteriores e de acordo com as normas técnicas vigentes para o transporte de resíduos;

V - destinação: deverá ser prevista de acordo com o estabelecido nesta Resolução.


Art. 10. Os resíduos da construção civil deverão ser destinados das seguintes formas:



I - Classe A: deverão ser reutilizados ou reciclados na forma de agregados, ou encaminhados a áreas de aterro de resíduos da construção civil, sendo dispostos de modo a permitir a sua utilização ou reciclagem futura;


II - Classe B: deverão ser reutilizados, reciclados ou encaminhados a áreas de armazenamento temporário, sendo dispostos de modo a permitir a sua utilização ou reciclagem futura;


III - Classe C: deverão ser armazenados, transportados e destinados em conformidade com as normas técnicas especificas.


IV - Classe D: deverão ser armazenados, transportados, reutilizados e destinados em conformidade com as normas técnicas especificas.


Art. 11. Fica estabelecido o prazo máximo de doze meses para que os municípios e o Distrito Federal elaborem seus Planos Integrados de Gerenciamento de Resíduos de Construção Civil, contemplando os Programas Municipais de Gerenciamento de Resíduos de Construção Civil oriundos de geradores de pequenos volumes, e o prazo máximo de dezoito meses para sua implementação.


Art. 12. Fica estabelecido o prazo máximo de vinte e quatro meses para que os geradores, não enquadrados no art. 7º, incluam os Projetos de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil nos projetos de obras a serem submetidos à aprovação ou ao licenciamento dos órgãos competentes, conforme §§ 1º e 2º do art. 8º.


Art. 13. No prazo máximo de dezoito meses os Municípios e o Distrito Federal deverão cessar a disposição de resíduos de construção civil em aterros de resíduos domiciliares e em áreas de "bota fora".

Art. 14. Esta Resolução entra em vigor em 2 de janeiro de 2003.



JOSÉ CARLOS CARVALHO
Presidente do Conselho
Publicada DOU 17/07/2002

28 fevereiro 2015

PROCESSAMENTOS PADRÃO E ITENS, QUE COMPÕE UMA USINA DE RECICLAGEM DE ENTULHOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL

Processamento dos resíduos da construção civil

Há algum tempo, soluções para o emprego do entulho reciclado vêm sendo pesquisadas e desenvolvidas, e algumas delas já estão sendo empregadas com sucesso em algumas cidades brasileiras como Belo Horizonte.

A reciclagem transforma as montanhas desordenadas de material de construção, em pilhas de matéria-prima, que servem tanto para obras prediais como para obras públicas. Há dois caminhos para transformar as perdas em lucro: um para a iniciativa privada, e outro para as prefeituras.

No Brasil, existem em operação cerca de nove unidades de beneficiamento de resíduos da construção, implantadas a partir de 1991, sendo a experiência mais significativa a da Prefeitura de Belo Horizonte, que dispõe de duas usinas de reciclagem de entulho com capacidade para processar até 400 toneladas diárias (MANUAL DE GERENCIAMENTO INTEGRADO DE RESÍDUOS SÓLIDOS, 2001).

A reciclagem de entulho tem, como principal objetivo, transformar os custos sociais em custos públicos ou privados. A reciclagem visa melhoria do meio-ambiente pela redução do número de áreas de deposição clandestina, conseqüentemente reduzindo os gastos da administração pública com gerenciamento de entulho. Não existem pontos propriamente “negativos”, mas alguns aspectos devem ser levados em consideração para aumentar as chances de sucesso dos programas de reciclagem, como a informação aos consumidores. Embora, de forma geral, o entulho seja considerado pela NBR 10004 como resíduos inertes, a sua composição química e o risco de contaminação ambiental estão relacionados diretamente com os materiais utilizados na obra que os originou.

Para a implantação de um programa de reciclagem de resíduos da construção civil é imprescindível elaborar um levantamento da produção de entulho no município, estimando os custos diretos e indiretos causados pela deposição irregular. Atualmente existem duas formas de processamento: a automática e a semi-automática. A automática consiste em um equipamento robusto, de grande potência, capaz de receber e triturar o entulho de obras sem uma separação prévia das ferragens que ficam retidas nos blocos de concreto. O material ferroso vai para uma prensa e posterior comercialização dos fardos, enquanto o material inerte cai numa peneira giratória que efetua a segregação do material nas suas várias porções granulométricas. (MANUAL DE GERENCIAMENTO INTEGRADO DE RESÍDUOS SÓLIDOS, 2001).

Uma usina de reciclagem de entulho geralmente é composta por:

 1) Prédio para a administração local; 
 2) Guarita de entrada;
 3) Cabine de comando;
 4) Pátio de recepção com balança; 

 
ITENS QUE COMPÕE UMA USINA DE RECICLAGEM DE ENTULHOS PARA UM PROCEDIMENTO PADRÃO
FACHADA DE UMA USINA DE RECICLAGEM FEITA PARA PASSOS MG - EM CONCLUSÃO DE CURSO DE 2008 SOMENTE PARA APRESENTAR O TRABALHO E SUA IMPORTÂNCIA COMO GESTÃO

5) Calha de alimentação;

USINA DE RECICLAGEM DE ENTULHOS POR VÁRIOS ÂNGULOS, COMO CALHA ALIMENTADORA, PÁTIO DE ESTOCAGEM DE ENTULHO E MATERIAL RECICLADO
USINA DE RECICLAGEM DE ENTULHOS POR VÁRIOS ÂNGULOS, COMO CALHA ALIMENTADORA, PÁTIO DE ESTOCAGEM DE ENTULHO E MATERIAL RECICLADO

 6) Correia transportadora;

CORREIA TRANSPORTADORA DO ENTULHO RECICLADO
CORREIA TRANSPORTADORA DO ENTULHO RECICLADO

 7) Britador;

EQUIPAMENTO QUE COMPÕE UMA USINA DE RECICLAGEM DE ENTULHOS FIXA O BRITADOR
EQUIPAMENTO QUE COMPÕE UMA USINA DE RECICLAGEM DE ENTULHOS FIXA O BRITADOR

 8) Pátio de estocagem.

PÁTIO DE ESTOCAGEM DE ENTULHOS PARA PRÉ - TRIAGEM PARA A SUA RECICLAGEM
PÁTIO DE ESTOCAGEM DE ENTULHOS PARA PRÉ - TRIAGEM PARA A SUA RECICLAGEM


A Central deve receber somente resíduos inertes, não existindo, portanto, a possibilidade de este material liberar poluentes. Caso chegue até a usina algum material contaminado, como, por exemplo, matéria orgânica, este é recusado e devolvido ao fornecedor para ser disposto no aterro sanitário disponível no município. (Estudo da reciclagem de resíduos gerados pela construção civil. SP. 9p, 1999).

A sequência de operação de uma usina de reciclagem mais usual é:

  • O entulho trazido pelos caminhões de coleta é pesado na balança da usina de reciclagem, de onde é encaminhado para o pátio de recepção;

  • No pátio de recepção o entulho é vistoriado superficialmente por um encarregado para verificar se a carga é compatível com o equipamento de trituração. Caso o resultado seja negativo, o material é encaminhado ao aterro sanitário;

  • Sendo o material compatível com o equipamento, o veículo faz a descarga no pátio, onde se processa a separação manual dos materiais que não fazem parte das etapas de reciclagem do entulho como plásticos, metais e pequenas quantidades de matéria orgânica. A separação, apesar de manual, é feita com auxílio de uma pá carregadeira que revira o material descarregado de modo a facilitar a segregação dos que não serão utilizados pela equipe de serventes;
 
EQUIPAMENTO PARA SEQUENCIAS DA RECICLAGEM DE ENTULHO
EQUIPAMENTO PARA SEQUENCIAS DA RECICLAGEM DE ENTULHO
  • Os materiais segregados são classificados em comercializáveis (sucata ferrosa) e não comercializáveis (material restante), sendo depositados em locais separados para armazenamento e destinação futura;

  • Não são aceitos materiais de grande porte, com dimensões maiores que a boca do alimentador, assim como blocos de concreto com ferragens embutidas que podem prejudicar a operação do moinho e quebrar os martelos. 

  • O entulho de pequenas obras, que normalmente vem ensacado, é desensacado manualmente, prosseguindo-se com a operação de alimentação e trituração;

  • Estando o entulho livre dos materiais não reaproveitados, este é levemente umedecido através de um sistema de aspersão, de forma a minimizar a quantidade de poeira gerada na trituração. Em seguida, é colocado pela pá carregadeira no alimentador vibratório que faz dosagem correta do material que passará no britador;
 
 sequência de operação de uma usina de reciclagem de entulho
TRIAGEM DO ENTULHO MANUAL
  • Passando pelo alimentador, o material segue para o britador, onde é triturado. Do britador o material segue numa pequena esteira rolante equipada com separador magnético, onde é feita a separação de resíduos de ferro que escaparam da triagem e foram introduzidos ao britador;

  • Após esta separação inicial, o material é encaminhado à peneira vibratória, que faz a separação do material em granulometrias selecionadas;

  • Da peneira, cada uma das frações é transportada para o seu respectivo pátio de estocagem por meio de uma esteira transportadora convencional de velocidade constante.

  • As esteiras transportadoras são montadas sobre rodízios, de forma a permitir o seu deslocamento lateral em semicírculo no pátio de estocagem. O deslocamento dos resíduos se faz sobre piso cimentado, dimensionado para suportar os esforços da correia. A operação de deslocamento da correia é feita manualmente pelos serventes alocados no pátio de estocagem e realizada toda vez que a pilha de entulho atinge a altura máxima permitida pela declividade da esteira. De uma forma geral, os agregados obtidos na reciclagem do entulho são mais porosos que os naturais, o que implica uma absorção de água mais elevada. Por outro lado, os agregados reciclados apresentam componentes de algumas propriedades relevantes para o desempenho de matérias de construção. Entre esses componentes, destacam-se as partículas de cimento não inertizadas, que ainda irão reagir, que funcionarão como iniciador de cristalização (acelerando a formação de nova rede cristalina), e partículas finas de material cerâmico, como significativo potencial pozolânico, que irão reagir com a cal hidratada. 

  • Assim, a matéria-prima obtida pode ser novamente utilizada na indústria da construção civil como, por exemplo, em: base e sub-base de rodovias, peças pré-moldadas não estruturadas, briquetes para calçadas, blocos muros e alvenaria de casas populares, agregados miúdos para revestimento, agregados para a construção de meios-fios, bocas-de-lobo e sarjetas, entre outros. (Manual de Gerenciamento Integrado, IPT: Instituto de Pesquisas Tecnológicas, 1995).

Cuidados ambientais 

A estação de reciclagem é composta por vários equipamentos pequenos e modernos, desenvolvidos obedecendo aos critérios de segurança para operar em área urbana. Não oferece riscos para a área ambiental, nem qualquer incômodo à população. O alimentador do britador deve estar equipado com aspersores de água, visando minimizar a emissão de partículas, e revestido com borracha, de forma a reduzir o nível de ruído, respeitando assim, os limites estabelecidos assim pela legislação vigente.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Dentro de uma visão sistêmica de equacionamento dos problemas urbanos gerados pelo gerenciamento inadequado do entulho, ou ausência de planejamento, a reciclagem desse material assume grande importância ao proporcionar benefícios a toda sociedade e ao meio ambiente.

A utilização dos resíduos contribui para uma melhoria do ambiente urbano e reduz os gastos públicos para gerenciá-los, entretanto, para que o processo de reciclagem de entulho seja eficiente e eficaz, é necessário rever continuamente o sistema implantado, buscando solucionar as falhas que venham ocorrer no processo.

Como foi pesquisado é possível produzir agregados como areias e britas para uso em pavimentação, contenção de encostas, canalização de córregos, e uso em argamassas e concretos não estruturais. Da mesma maneira, podem-se fabricar componentes de construção como blocos, briquetes, placas, meios-fios, entre outros. Para todas estas aplicações é necessário obter uma similaridade de desempenho em relação a produtos convencionais, com custos competitivos. De qualquer forma, a compatibilidade entre as aplicações e os materiais e componentes produzidos deve ser avaliada, para que a estrutura final não seja prejudicada. 

Após estudo de caso do sistema de gerenciamento de entulho na cidade de Belo Horizonte, verifica-se que é de extrema importância a criação de usinas de reciclagem de entulho com pontos de recebimento de resíduos localizados estrategicamente, objetivando a qualidade de vida na malha urbana.

BIBLIOGRAFIA
ESTEFANO, M. J.; ASSIS, C. S. Estudo da reciclagem de resíduos gerados pela construção civil. SP. 9p, 1999. 
JOHN, V. M. Desenvolvimento sustentável, construção civil, reciclagem e trabalho multidisciplinar. Texto Técnico. Disponível em: <http://www.reciclagem.pcc.usp.br/des_sustentavel.htm>, acesso em abril/2012. 
LIXO MUNICIPAL – Manual de Gerenciamento Integrado, IPT: Instituto de Pesquisas Tecnológicas, 1995. 
MANUAL DE GERENCIAMENTO INTEGRADO DE RESÍDUOS SÓLIDOS – Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, IBAM, Secretaria Especial de Desenvolvimento Urbano da Presidência da República – SEDUC, 2001. 
PINTO, Tarcísio de Paula. Entulho de Construção: Problema Urbano que Pode Gerar Soluções. Construção, São Paulo, Ed. Pini , no 2325, ago. 1992. 
ZORDAN, S. E. Entulho da indústria da construção civil. Texto técnico. Disponível em:<http://www.reciclagem.pcc.usp.br/entulhoindcivil.htm>, acesso em abril/2012. 
 NOTAS DE RODAPÉ
1Caroline Moreira Nogueira: Graduando do curso de Engenharia Ambiental do Centro Universitário Newton Paiva.
1Guilherme Campolina: Graduando do curso de Engenharia Ambiental do Centro Universitário Newton Paiva.
1Laís Lorena Ribeiro: Graduando do curso de Engenharia Ambiental do Centro Universitário Newton Paiva.
1Luiz Eduardo de Melo Guadanini: Graduando do curso de Engenharia Ambiental do Centro Universitário Newton Paiva.
1Matheus Lopo Madureira Barbosa: Graduando do curso de Engenharia Ambiental do Centro Universitário Newton Paiva.
2 Érika Silva Fabri:
Coordenadora do Curso de Engenharia Ambiental do Centro Universitário Newton Paiva
Engenheira Ambiental
Engenheira de Segurança do Trabalho
Mestre em Ciências Naturais
Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Evolução Crustal e Recursos Naturais/Departamento de Geologia/UFOP


 Fotos de Frank Dias Ferreira tiradas da usina Alpha Ambiental em Taubaté - SP, usina associada a ABRECON (Associação Brasileira de Reciclagem da Construção Civil), em um curso de gerenciamento de uma usina de reciclagem de entulhos
Fonte do texto:newtonpaiva.br

27 fevereiro 2015

IMPACTOS GERADOS PELOS ENTULHOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL EM UM MUNICÍPIO

Impactos gerados pelos entulhos 
 
A quantidade de entulho gerado nas cidades brasileiras é significativa e pode servir como um indicador do desperdício de material. No gerenciamento dos resíduos da construção civil executado por um município, é inerente a existência de áreas de deposição irregular como solução para o descarte de resíduos da construção civil e demolições. 

 Os impactos deste processo emergencial são plenamente visíveis. O acúmulo de materiais inertes de construção em áreas urbanas produz impacto visual, compromete a qualidade do solo para uso em jardinagem, serve de abrigo para vetores de doenças, roedores e animais peçonhentos e pode ainda afetar o tráfego de veículos e pedestres. Apesar da dificuldade na quantificação do custo destes impactos é evidente o comprometimento da qualidade ambiental do espaço urbano.

 
IMPACTOS GERADOS PELOS ENTULHOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL EM UM MUNICIPIO
IMPACTOS GERADOS PELOS ENTULHOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL EM UM MUNICÍPIO
Há ainda o potencial poluidor de materiais tóxicos presentes nos entulhos, como chumbo e outros metais presentes em tubulações antigas e tintas. A deposição deste material em aterros ou terrenos baldios pode favorecer a contaminação do solo e do lençol freático.

A eliminação e mitigação destes impactos vão além da criação de alguns pontos de bota-foras, que são aterros executados com resíduos da construção civil, localizados em pontos distantes da cidade e que em sua maioria foco dos problemas supra citados . Diante destes fatos é possível concluir a necessidade de uma intervenção que aponte para o traçado de novos métodos para a gestão pública de resíduos de construção civil e demolição.

Outro fator de grande relevância é a influência dos resíduos da construção civil nos aterros sanitários municipais. A grande quantidade de entulho coletado pode reduzir significativamente a vida útil dos aterros, e encontrar novas áreas para disposição é uma tarefa cada vez mais difícil nos centros urbanos.
 
A NÃO RECICLAGEM E REAPROVEITAMENTO DOS ENTULHOS ACARRETA TAMBÉM EM DESPERDICÍCOIS DOS RECURSOS NATURAIS
FACHADA FEITA PARA UM TRABALHO DE GESTÃO DE ENTULHOS EM PASSOS MG ONDE TEM FACULDADE DE ENGENHARIA COM MATÉRIAS TEÓRICAS MAS SEM CONDIÇÕES  PRATICAS
É importante ressaltar que a não reciclagem ou reaproveitamento dos resíduos da construção civil acarreta também o desperdício dos recursos naturais não-renováveis, uma vez que, quanto maior a quantidade de matéria-prima natural utilizada, maior será o volume de material retirado e, por conseqüência, maior será a degradação das áreas ambientais em que se localizam estes materiais como: fundo de rios, encostas, áreas de mineração, entre outros.
 Fonte do texto:newtonpaiva.br

26 fevereiro 2015

ETAPAS PARA UMA RECICLAGEM DE ENTULHOS DE RDC EM UMA ESTAÇÃO DE RECICLAGEM

ETAPAS PARA UMA RECICLAGEM DE ENTULHOS DE RDC EM UMA ESTAÇÃO DE RECICLAGEM

Abaixo tem um Designer de uma Fachada de usina de reciclagem para entulhos de construção civil feita para Passos - MG, foi feita em um trabalho de conclusão de curso de Engenharia Civil trabalho de iniciativa de levar a reciclagem de entulhos para o interior do Estado e mostrar a sua falta de gestão o alto índice de entulho em um município sem gestão e a falta de estrutura das faculdades de engenharia com este termo a a falta de iniciativa para se adaptar com novos equipamentos materiais e ensinos para dar gestão a este assunto,  tendo assim também o interior o direito de ter a  evolução como as capitais dos estado e ainda neste trabalho mostra  os seus vários tipos de danos ambientais por descarte incorreto na natureza e a sua perda por não ser administrado e valorizado para a reciclagem Trabalho feito por Frank Dias Ferreira conclusão de curso 2008.


ETAPAS PARA UMA RECICLAGEM DE ENTULHOS DE RDC EM UMA ESTAÇÃO DE RECICLAGEM
FACHADA DE UM ESTAÇÃO DE RECICLAGEM DE ENTULHOS FEITA PARA O INTERIOR DO ESTADO DE MG

As Estações de Reciclagem de Entulho têm como objetivo transformar os resíduos da construção civil em agregados reciclados, que podem substituir a brita e a areia em elementos da construção civil que não tenham função estrutural. As estações estão em terrenos públicos localizados estrategicamente, com área mínima de 6.000m², que devem ser cercados e dotados de pontos de aspersão de água, de forma a reduzir o excesso de poeira. Para evitar a pressão sonora, as calhas dos equipamentos britadores são revestidas de borracha e as pás - carregadeiras dispõem de silenciadores. Essas unidades recebem os resíduos transportados por caminhões e empresas de caçambas desde que apresentem, no máximo, 10% de outros materiais (papel, plástico, metal etc.) e ausência de terra, matéria orgânica, gesso e amianto.

Os resíduos de construção e demolição respondem por significativa parcela dos rejeitos gerados nos grandes centros urbanos. Belo Horizonte iniciou, em 1995, um programa de reciclagem de entulho, que incluiu a instalação de três usinas. Hoje estão em funcionamento duas, a da Pampulha, criada em 1996, e a da BR-040, criada em 2006. Esse material representa 26% do total de resíduos destinados no município e respondem por 80% da coleta de materiais recicláveis. Em 2013, foram produzidas 109 toneladas por dia de material britado nas usinas de reciclagem.

Conheça as etapas do processo de reciclagem do entulho:

Recepção: O material é inspecionado na portaria para verificar a sua composição e o grau de contaminação. O material aceito é classificado em:

- Classe A – resíduos de peças fabricadas com concreto (lajes, pilares, blocos, pavimentação), argamassas, fibrocimento, pedras ornamentais, sem a presença de impurezas. Destinam-se à preparação de argamassa e concreto não estruturais, utilizados na fabricação de bloquetes para calçamento, blocos de vedação, guias para meio-fio, dentre outros .

- Classe B – resíduos predominantemente cerâmicos (tijolos, telhas, azulejos etc.). Destinam-se à base e à sub - base de pavimentação de vias, drenos, camadas drenantes e material de enchimento de rip - rap.
A parcela rejeitada pela inspeção é destinada ao aterro sanitário de Macaúbas, em Sabará.

Seleção: Os materiais recicláveis são separados manualmente dos rejeitos que, se forem reaproveitáveis, serão devidamente destinados para reciclagem. Cerca de 90% de todo o material recolhido são utilizados em obras públicas e 10% são vendidos para empresas privadas.

Operação de britagem: Os resíduos são levados pela pá-carregadeira até o alimentador vibratório do britador de impacto e, por gravidade, para a calha simples e ao transportador de correia. Após a britagem, há eliminação de pequenas partículas metálicas ferruginosas pela ação de um eletroímã sobre o material reciclado conduzido pelo transportador de correia.

Estocagem em pilhas: O material reciclado é acumulado sob o transportador de correia.

Expedição: É o procedimento realizado com o auxílio de pá - carregadeira, dispondo o material reciclado em veículos apropriados.

Atualmente, a Prefeitura de Belo Horizonte possui duas Estações de Reciclagem de Entulho:
Uma em Pampulha, outra na BR 040
  


ETAPAS PARA UMA RECICLAGEM DE ENTULHOS DE RDC EM UMA ESTAÇÃO DE RECICLAGEM
Usina Alfa Ambiental em Taubaté - SP Associada a ABRECON - Associação Brasileira de Reciclagem Construção Civil 
Curso Prático e teórico que tive que pagar a parte para seguir os procedimentos e etapas da gestão do entulho em uma estação de reciclagem de Entulho da Construção Civil para conhecer as minhas teorias por algumas horas que estudo a anos e ainda não é respeitada como deveria ser desde antes de um aluno formar na faculdade porque um aluno de ensino superior tem o direito e o dever de praticar as suas teorias por um ano antes que saia graduado da faculdade.
A gestão, Administração e Sustentabilidade ainda e muito fraca nesta área praticamente não andando e quem seguiu este campo fica sem sustentabilidade financeira e não pode parar de insistir porque se não terá jogado muitos anos da sua vida fora.  
Fonte da parte do Texto: pbh.gov.br

25 fevereiro 2015

A MANUTENÇÃO DOS EQUIPAMENTOS DE UMA USINA DE RECICLAGEM DE ENTULHOS DE RDC

A MANUTENÇÃO DOS EQUIPAMENTOS DE UMA USINA DE RECICLAGEM DE ENTULHOS DE RDC

Existem diversos tipos de equipamentos destinados a reciclagem de entulho a venda no mercado. A grande maioria são equipamentos de mineração convencionais desenvolvidos para britagem de rochas naturais. Boa parte dos equipamentos vendidos com a denominação “para reciclar entulho” pertenceram a antigas pedreiras, passando por reformas nas trincas, eixos, peças desgastadas e pintura, sendo praticamente impossível retornar à integridade estrutural de um equipamento novo.

A MANUTENÇÃO DOS EQUIPAMENTOS DE UMA USINA DE RECICLAGEM DE ENTULHOS
A MANUTENÇÃO DOS EQUIPAMENTOS DE UMA USINA DE RECICLAGEM DE ENTULHOS

A promessa de um investimento inicial mais baixo costuma parecer atraente para o futuro proprietário de uma Recicladora de Entulho, e na ânsia de vislumbrar um novo bom negócio e investir o mínimo possível, é natural ter uma inclinação pelos equipamentos reformados. Mas qual é o verdadeiro custo de um equipamento reformado?

O que vamos analisar agora são os outros custos diretamente associados ao ato de britar entulho que podem surgir em consequência desta escolha:

1) Manutenção corretiva

A manutenção corretiva ocorre quando há falha ou quebra. Equipamentos usados ou reformados têm maior ocorrência deste tipo de manutenção por terem maior tendência a apresentarem desalinhamento de peças, fissuras reparadas e vibrações anormais.
A manutenção corretiva é imprevisível e gera longos períodos sem produção e custos de reparo não programados.

2) Falta de padronização nos reparos e manutenção

Equipamentos reformados podem sofrer alteração em relação ao projeto original o que implica na indisponibilidade de peças de reposição no mercado, aumentando o tempo de reparos corretivos.
Também pode surgir a necessidade de pedidos de fabricação de peças de reposição especiais para ele. As peças de reposição encomendadas pela primeira vez não foram testadas e podem não apresentar a durabilidade prometida, comprometendo a agenda de manutenção preventiva.

3) Aumento dos custos na gestão operacional

Profissionais hábeis para lidar com as situações anteriores são difíceis de encontrar e consequentemente requerem maiores salários.
Treinar uma nova equipe para lidar com as situações anteriores também leva tempo e enquanto não estiverem devidamente treinados, a sua recicladora não estará operando com toda a capacidade.

4) Tempo sem produzir

As situações anteriores implicam em tempo sem produzir. Tempo é custo fixo não coberto e produto que não pode ser vendido. Ociosidade na produção é o maior inimigo da recicladora e o principal agente de frustração do novo empresário.

O que o futuro Proprietário da Recicladora deve fazer?

O futuro proprietário da Recicladora de Entulho deve analisar os aspectos anteriores e pesar a escolha do equipamento, para seu caso, esta análise precisa ser feita com cuidado e ao final dela o empresário deve ter a leitura dos riscos do novo negócio dentro de sua expectativa de retorno. Hoje existem equipamentos novos no mercado com preços competitivos e devem ser considerados nesta análise.

Vale lembrar, que o equipamento é apenas um dos aspectos de uma boa operação de reciclagem de entulho. Existem outros desafios da gestão operacional que não dependem da origem do seu equipamento, tais como: gestão de estoque, lidar com chuva, excesso de finos (terra e material pulverolento) e manter os funcionários estimulados.
Fonte: LinkedIn.com

24 fevereiro 2015

ONDE E COMO USAR O AGREGADO DO ENTULHO RECICLADO

Britagem de Entulho

A questão do entulho ou RDC (Resíduo da Construção e Demolição) vem, há tempos, despertando interesse cada vez maior em função da magnitude dos problemas causados pelo seu acúmulo, especialmente nas grandes regiões metropolitanas.
Embora haja uma crescente conscientização quanto aos malefícios causados pela deposição irregular do entulho e a existência de leis como as regulamentações da CONAMA, obrigando todos os agentes geradores de entulho a darem destinação adequada a ele, é certo que as práticas condenáveis de despejar o entulho em terrenos baldios, margens de rios e em ruas da periferia, ainda são generalizadas. Uma importante parcela do entulho acaba também seguindo para os aterros sanitários, comprometendo a vida útil deles.
EQUIPAMENTO MÓVEL PARA BRITAGEM DO ENTULHO
EQUIPAMENTO MÓVEL PARA BRITAGEM DO ENTULHO
O custo social causado pela deposição irregular do entulho é grande, pois, as prefeituras despendem recursos significativos não só para para retirar o entulho mas também para desassorear leitos de córregos, limpar galerias e ainda dar correta destinação ao mesmo. Existem ainda impactos diretos para a população na forma de enchentes, poluição visual e sujeição aos vetores de doenças. Não há dúvidas de que a correta destinação do entulho tornou-se uma das prioridade para toda a sociedade.

Dentre as opções para a destinação do entulho, a sua reciclagem e sua reutilização como agregado é sem dúvida a melhor opção. A solução tradicional de aterrar indiscriminadamente o entulho, que implica em altos custos de transporte e o custo cobrado para a deposição, não nos parece racional, visto que, o entulho pode ser fonte de materiais para a construção civil.

Nos países mais adiantados, já é uma prática (em alguns países obrigatória) de longa data, fazer a reciclagem do entulho atestando totalmente a sua viabilidade tanto técnica como econômica. No Brasil, embora a história da reciclagem do entulho seja mais recente, as várias experiências existentes comprovam a viabilidade de produzir agregados para uso em pavimentação e em concretos não estruturais.  

MANEIRA DE USAR  O ENTULHO RECICLADO EM PAVIMENTAÇÃO DE ESTRADAS E RUAS
MANEIRA DE USAR  O ENTULHO RECICLADO EM PAVIMENTAÇÃO DE ESTRADAS E RUAS
A ESTRUTURA PARA USAR O AGREGADO RECICLADO DO ENTULHO NA CONSTRUÇÃO DE RUAS E ESTRADAS
A ESTRUTURA PARA USAR O AGREGADO RECICLADO DO ENTULHO NA CONSTRUÇÃO DE RUAS E ESTRADAS
Aplicação em base de pavimentação e cascalhamento de vias secundárias

Da mesma maneira, pode-se fabricar elementos de construção – blocos, briquetes, tubos para drenagem e placas. Para todas estas aplicações, é possível obtermos similaridade de desempenho em relação a produtos convencionais, com custos competitivos. Para isso, é necessário que os agregados sejam produzidos utilizando tecnologia e controle adequados da composição do entulho.
EXECUÇÃO DE PISOS DE ENTULHO RECICLADO
EXECUÇÃO DE PISOS DE ENTULHO RECICLADO
PRODUÇÃO DE BLOCOS COM AGREGADOS DE ENTULHOS RECICLADO
PRODUÇÃO DE BLOCOS COM AGREGADOS DE ENTULHOS RECICLADO
 Embora possam ser gerados agregados para aplicações nobres como as acima referidas, o grande uso de agregado reciclado no Brasil, é a bica corrida para base de pavimentação e cascalhamento de vias secundárias. Isso se deve principalmente à deficiência na triagem do entulho e/ou necessidade de um processo mais sofisticado para a obtenção de agregados de melhor qualidade, elevando o investimento e dificuldade técnica. Contribui também para a popularização desta aplicação, a excelente característica da bica corrida obtida de entulho para esta finalidade.

Vale ressaltar, que os vários casos de insucesso nas instalações de reciclagem, tiveram causas totalmente alheias à tecnologia aplicada e da qualidade dos agregados gerados. As causas são várias, desde política ocasionando descontinuidade da operação de reciclagem na troca da administração, má localização da planta por falta de planejamento e manejo inadequado do entulho.

Embora ainda não estejamos imunes quanto à questão política, existem disponíveis no mercado tecnologias maduras para o processamento, bem como, consultores de alto gabarito para o correto planejamento e implantação dos projetos de usinas de reciclagem de entulho.

Pode se esperar uma aceleração na implantação de novos projetos de reciclagem de entulho e consumo de agregados reciclados. Várias prefeituras já fazem uso regular, substituindo em parte agregados tradicionais, ou em casos como os 30.000m² de pavimentação no novo campus Leste da USP, totalmente executado com agregado reciclado. O outro fator impulsionador de grande importância, sem dúvida, é a normatização da reciclagem de entulho já publicada pela ABNT no fim de 2004, abrangendo desde manejo do entulho até a definição das propriedades do agregado reciclado para o uso em concreto e pavimentação.
Fonte: Metso.com

23 fevereiro 2015

SEPARAÇÃO DE ELEMENTOS CONTAMINANTES NA TRIAGEM DE ENTULHOS

 SEPARAÇÃO DE ELEMENTOS CONTAMINANTES NA TRIAGEM DE ENTULHOS

A qualidade do agregado produzido é função direta da qualidade do entulho alimentado. Como primeiro passo do processo de produção de agregados, é essencial que seja feita uma adequada triagem do entulho em função da sua composição e a retirada da maior quantidade possível de contaminantes antes de seguir para a britagem. Uma vez o entulho britado, com exceção de materiais magnéticos, é muito difícil ou oneroso fazer a retirada dos contaminantes.
TRIAGEM DE ENTULHOS CORRETA E CONTAMINADA
TRIAGEM  CORRETA DE ENTULHOS (SEM CONTAMINANTES)
TRIAGEM DEFICIENTE
TRIAGEM DEFICIENTE COM CONTAMINANTES
  A forma usual para a separação de contaminantes, é o espalhamento do entulho e catação manual.
A retirada prévia, além de melhorar a qualidade dos produtos, é também importante para a segurança dos equipamentos, em especial os britadores. Materiais como madeira, podem ocasionar quebra em britador de mandíbulas e blocos de de material ferroso podem quebrar barras e revestimento do britador de impacto. Sem contar que as sucatas de materiais como papel, plástico e vidro podem ser revendidos.
 
BRITA SEM ELEMENTOS CONTAMINANTES
BRITA SEM ELEMENTOS CONTAMINANTES

BRITA COM ELEMENTOS CONTAMINANTES
BRITA COM ELEMENTOS CONTAMINANTES


 Existem processos para separação de contaminantes após a britagem, usando principalmente a diferença de densidade. Com este processo é possível a retirada de materiais como papel, plástico e madeira do produto final. Estes processos podem ser tanto a úmido como a seco, sendo este ambientalmente mais amigável. Entretanto, a introdução destes sistemas envolvem investimentos adicionais significativos e pode não ter o retorno em função do baixo custo unitário do agregado reciclado. Sem dúvida, a separação prévia bem criteriosa dos elementos contaminantes ainda é o processo mais indicado para a nossa realidade. 

SISTEMA DE SEPARAÇÃO DE CONTAMINANTES A SECO
SISTEMA DE SEPARAÇÃO DE CONTAMINANTES A SECO
Fonte:metso.com

22 fevereiro 2015

BRITADOR DE IMPACTO, MANDÍBULA, PENEIRAMENTO E EQUIPAMENTOS AUXILIARES NA RECICLAGEM DE ENTULHO

Britadores

A forma usual de produção de agregados a partir do entulho é a britagem. A quantidade de estágios depende da finura do produto final desejado, sendo usual um estágio quando o produto principal é a bica corrida ou dois quando deseja-se produzir maior proporção de fração fina como o pedrisco e a areia.

Dois tipos de britadores são usados para a britagem primária. No Brasil existe uma preferência dos consultores pelos britadores de impacto, possivelmente pelo teor significativo de telhas e ladrilhos. No exterior, os dois tipos de britadores são amplamente usados.
  • Britador de Mandíbula: É mecanicamente mais simples e de menor custo operacional. Gera uma bica corrida com maior tamanho máximo e menor conteúdo de fração fina. Não apresenta problema de cubicidade na britagem de concreto, mas entulho com conteúdo de telhas e ladrilhos podem gerar lamelas indesejáveis. Precisa ser alimentado com menor comprimento das vigas de concreto armado e é desejável possuir placa defletora na boca de descarga para que as barras não caiam “de ponta” na correia transportadora fazendo com que ela rasgue.


BRITADOR DE MANDIBULA
BRITADOR DE MANDÍBULA
 Britadores de Impacto: Maior custo operacional em função do maior desgaste das barras de impacto. Consegue melhor bitolamento do tamanho máximo e gera um produto com maior teor de finos. Consegue gerar produto com partículas cúbicas mesmo quando alimentado com telhas e ladrilhos. Pode ser alimentado com vigas de concreto armado de maior comprimento pois as barras de ferro se curvam pela ação do rotor e reduz o risco de rasgar a correia. Entretanto, barras muito compridas podem se enrolar no rotor causando a parada da operação. 

BRITADOR DE IMPACTO
BRITADOR DE IMPACTO
 Existem disponíveis ampla gama de tamanhos e capacidade. Um dos pontos importante na definição do tamanho do britador é o tamanho de admissão do bloco. Britadores de admissão muito limitada pode inviabilizar a operação pela necessidade de quebra prévia dos blocos maiores de entulho.

A curva granulométrica é bastante variável em função da enorme heterogeneidade do entulho. Como um guia, seguem gráficos de curvas granulométricas para os dois tipos de britadores.

CURVA TÍPICA DO PRODUTO DE BRITADORES DE MANDÍBULAS
CURVA TÍPICA DO PRODUTO DE BRITADORES DE MANDÍBULAS
CURVA TÍPICA DO PRODUTO DE BRITADORES DE IMPACTO
CURVA TÍPICA DO PRODUTO DE BRITADORES DE IMPACTO
Para a britagem secundária, moinho de martelos tem sido usado tradicionalmente no Brasil, principalmente para fazer areia. Este equipamento apresenta várias vantagens, entre elas, baixo custo de aquisição, alto poder de redução e maior tolerância para corpos estranhos. Entretanto, o seu custo operacional é alto e gera alta quantidade de fração <200mesh o que é indesejável na aplicação em artefatos de concreto.

Em razão destas inconveniências, o uso de moinho de martelos deve ser muito bem avaliado quanto ao custo-benefício, tendo em vista que os agregados reciclados possuem baixo valor unitário.

No exterior, onde as instalações são de maior porte, usam-se normalmente os processos normais de produção de agregados utilizados em pedreiras, sendo comum o uso de rebritadores de cone.

Equipamentos auxiliares

Alimentador vibratório: Serve para receber a descarga de pás-carregadeiras e alimentar o britdor primário. Possui trilhos na extremidade de descarga que faz a separação dos finos, evitando que estes entrem no britador.

Peneira vibratória: Quando deseja-se produzir britas, é necessário o uso de peneiras para se fazer a classificação dos agregados. O equipamento mais utilizado é a peneira vibratória inclinada, normalmente de três decks, a qual permite produzir 4 produtos em circuito aberto ou 3 produtos quando o primeiro deck for usado para fechar o circuito de britagem.
As telas usadas são normalmente de arame, aço trançado, havendo disponíveis telas tipo autolimpante de aço ou de borracha, especialmente recomendável para malhas finas nas quais a ocorrência de entupimento é frequente quando o entulho está úmido.

Transportador de correia: Serve de elemento de ligação entre os equipamentos. Particulamente, o transportador de empilhamento radial é elemento importante no processo pois permite fazer estoque de tipos diferentes de bica corrida.

Extrator magnético: Equipamento que serve para retirada de ferro e aço após a britagem do entulho. Além de separar um elemento contaminante para os agregados, a sucata extraída serve de fonte de renda complementar.

Lay-outs

Existem vários tipos de lay-outs, dependendo do(s) produto(s) que se pretende obter:
  • Produção de bica corrida
PRODUÇÃO DE BICA CORRIDA
PRODUÇÃO DE BICA CORRIDA

  •  Produção de bica corrida e britas
PRODUÇÃO DE BICA CORRIDA E PEDRAS
PRODUÇÃO DE BICA CORRIDA E PEDRAS
  •  Britagem em dois estágios
BRITAGEM EM DOS ESTÁGIOS
BRITAGEM EM DOS ESTÁGIOS
 Forma construtiva

Com relação à forma construtiva, as configurações usuais são:
  • Semi-móveis: os equipamentos são montados sobre estruturas metálicas, reduzindo o investimento em obras civis e facilitando a eventual relocação dos equipamentos. 
PLANTA SEMI - MÓVEL
PLANTA SEMI - MÓVEL

  • Móveis

Conjuntos sobre pneus. Possuem boa mobilidade, podendo ser usados para britagem de entulho depositados em vários pontos. Em vez de fazer o transporte do entulho para uma planta fixa, a instalação vai até os depósitos, reduzindo o custo de transporte. A necessidade de obra civil e elétrica é mínima, facilitando a relocação.

PLANTA SEMI MÓVEL SOBRE PNEUS
PLANTA SEMI MÓVEL SOBRE PNEUS


Conjuntos sobre esteiras: Em função da sua versatilidade, este tipo de configuração está sendo amplamente usado no exterior. Dos cerca de 400 conjuntos Lokotracks fabricados pela Metso anualmente, mais da metada vai para o segmento de reciclagem de entulho.

A grande vantagem deste tipo de equipamento é a sua total mobilidade. É autopropelido, tanto para locomoção como para o funcionamento dos equipamentos através de motor diesel e gerador embarcados no conjunto. Elimina totalmente a necessidade de obra civil e instalação elétrica, o que os torna melhor opção para aqueles que necessitam fazer a relocação do equipamento com frequência, como as empresas de demolição.

CONJUNTO SOBRE ESTEIRAS
CONJUNTO SOBRE ESTEIRAS

CONJUNTO SOBRE ESTEIRAS
CONJUNTO SOBRE ESTEIRAS



Lokotrack Primário

Os conjuntos primários com peneira e circuito fechado possibilitam produzir bica corrida com tamanho máximo controlado




Lokotrack primário com peneirmento e circuito fechado

CONJUNTOS PRIMÁRIOS COM PENEIRAS E CIRCUITO FECHADO
CONJUNTOS PRIMÁRIOS COM PENEIRAS E CIRCUITO FECHADO

CONJUNTOS PRIMÁRIOS COM PENEIRAS E CIRCUITO FECHADO
CONJUNTOS PRIMÁRIOS COM PENEIRAS E CIRCUITO FECHADO

PLANTA MÓVEL EM DOIS ESTÁGIOS
PLANTA MÓVEL EM DOIS ESTÁGIOS
Fonte: Metso.com