04 agosto 2016

RECICLAGEM NO CANTEIRO DE OBRA E SELO VERDE


A reciclagem de resíduos no canteiro de obras é um componente crítico para a obtenção de selos verdes (certificações de sustentabilidade) na construção civil. Ela transforma entulhos em recursos reaproveitáveis, reduzindo custos, impactos ambientais e garantindo a conformidade com leis como a resolução CONAMA 307.

A construção civil é um setor de grande potencial para a implantação de tecnologias sustentáveis, e as características dos empreendimentos têm contribuído para se disseminar o uso de programas de certificações sustentáveis. Para o desenvolvimento da indústria da construção sustentável envolve a adoção de boas práticas e um processo integrado de concepção, construção e operação de edificações e de espaços construídos (GBC BRASIL, 2015).

O CREA fiscaliza para garantir que toda obra, inclusive as que buscam selos verdes, tenha um responsável técnico habilitado (engenheiro, tecnólogo, etc.), garantindo a segurança e o cumprimento das normas técnicas.

A reciclagem de resíduos no canteiro de obras é um componente crítico para a obtenção de selos verdes (certificações de sustentabilidade) na construção civil. Ela transforma entulhos em recursos reaproveitáveis, reduzindo custos, impactos ambientais e garantindo a conformidade com leis como a resolução CONAMA 307.  A construção civil é um setor de grande potencial para a implantação de tecnologias sustentáveis, e as características dos empreendimentos têm contribuído para se disseminar o uso de programas de certificações sustentáveis. Segundo o órgão certificador Green Building Council Brasil (GBC BRASIL, 2015), existem atualmente, no Brasil, 279 edifícios certificados com o selo LEED (sigla, em inglês, para Leadership in Energy and Environmental Design), concedido pela entidade às construções que atendam a padrões de sustentabilidade. Para esse Conselho, o desenvolvimento da indústria da construção sustentável envolve a adoção de boas práticas e um processo integrado de concepção, construção e operação de edificações e de espaços construídos (GBC BRASIL, 2015).Existem atualmente vários programas de selagem de certificação ambiental que se destacam por levar em conta práticas sustentáveis em todas as fases do empreendimento, considerando as fases de projeto, de execução e de ocupação. A implantação dos selos de certificação sustentável traz benefícios não apenas ambientais, mas econômicos e sociais. As construções que levam em conta os “critérios verdes” ganham com a diminuição de custos operacionais, melhora na saúde dos ocupantes, uso racional dos recursos naturais, entre outras vantagens (HALLIDAY, 2010).   Cada um dos selos ambientais possui características que orientam a seu favor a escolha feita pelas empresas na construção civil. Não há necessidade, contudo, do selo para que o canteiro de obras implemente práticas de sustentabilidade. Há, porém, a necessidade de que os métodos e práticas sejam mais divulgados para a sua efetiva implantação durante a fase de construção do empreendimento. Segundo Costa e Moraes (2013), no Brasil as grandes construtoras perceberam que a aplicação de métodos de gestão sustentável durante todo o ciclo do empreendimento, inclusive durante a fase de construção, no canteiro de obras é uma maneira de garantir a melhoria do desempenho ambiental das edificações aqui vamos ver termos ligados a reciclagem dos entulhos no Canteiro de obras


O selo verde é um diferencial de mercado (concedido por certificadoras específicas), enquanto o CREA garante a qualidade técnica, legalidade e segurança necessárias para que a construção sustentável seja viável e segura.

Existem atualmente vários programas de selagem de certificação ambiental que se destacam por levar em conta práticas sustentáveis em todas as fases do empreendimento, considerando as fases de projeto, de execução e de ocupação. A implantação dos selos de certificação sustentável traz benefícios não apenas ambientais, mas econômicos e sociais. As construções que levam em conta os “critérios verdes” ganham com a diminuição de custos operacionais, melhora na saúde dos ocupantes, uso racional dos recursos naturais, entre outras vantagens (HALLIDAY, 2010).

Cada um dos selos ambientais possui características que orientam a seu favor a escolha feita pelas empresas na construção civil. Não há necessidade, contudo, do selo para que o canteiro de obras implemente práticas de sustentabilidade. Há, porém, a necessidade de que os métodos e práticas sejam mais divulgados para a sua efetiva implantação durante a fase de construção do empreendimento. Segundo Costa e Moraes (2013), no Brasil as grandes construtoras perceberam que a aplicação de métodos de gestão sustentável durante todo o ciclo do empreendimento, inclusive durante a fase de construção, no canteiro de obras é uma maneira de garantir a melhoria do desempenho ambiental das edificações aqui vamos ver termos ligados a reciclagem dos entulhos no Canteiro de obras


Termos de pesquisas sobre a reciclagem no Canteiro de Obras

A reciclagem no canteiro de obras, com responsabilidade ambiental e redução de custo, é uma alternativa para a minimização de resíduos (PINTO, 2000). Há várias pesquisas brasileiras revelando a perda de materiais em processos construtivos, como:

Cimento,

Cal, 

Areia,

Concreto,

Argamassa,

Ferro,

Componentes de vedação e madeira ETC.

Geralmente, os resíduos no canteiro de obra são gerados por quebras de produtos e ruptura de embalagens durante descargas, armazenagem e transporte; quebras durante execução de serviços, por falta de planejamento durante a modulação da obra; quebras em serviços já executados, em função de erros de execução e projeto; e perdas de materiais, por falta de capacitação de mão-de-obra e de gestão na operacionalização das atividades do canteiro de obra.  A composição dos resíduos varia de acordo com a fase e o tipo da obra; normalmente, os resíduos recicláveis são compostos:   Areias (7,1%),   Pedras (11,5%),  Argamassas (29,15%),  Vítreos (3,34%),  Cerâmicas (32,14%)   Metais (1,76%)  Pinto (1999) chama a atenção sobre a responsabilidade social em relação aos resíduos gerados no ambiente urbano, no qual o setor da construção exerce suas atividades e realiza seus negócios. Propõe a gestão dos RCD nos próprios canteiros de obras, pois seria uma forma adequada para cumprir essa responsabilidade, já que, ao confinar a maioria dos resíduos no seu local de origem, evitaria a remoção dos resíduos para fora do canteiro. O projeto do canteiro de obras deverá ser considerado um instrumento fundamental para o gerenciamento da obra, designando áreas de segregação e processamento que possibilitem a valorização dos resíduos gerados. Elas seriam projetadas utilizando materiais como portões antigos, grades, portas e chapas diversas, com dimensões que permitiriam acumulação e manejo interno para análise de parcelas reutilizáveis. Pinto (2000) apresenta uma sugestão de organização em baias para a valorização de resíduos no canteiro de obras
RECICLAGEM NO CANTEIRO DE OBRA

Geralmente, os resíduos no canteiro de obra são gerados por quebras de produtos e ruptura de embalagens durante descargas, armazenagem e transporte; quebras durante execução de serviços, por falta de planejamento durante a modulação da obra; quebras em serviços já executados, em função de erros de execução e projeto; e perdas de materiais, por falta de capacitação de mão-de-obra e de gestão na operacionalização das atividades do canteiro de obra.

A composição dos resíduos varia de acordo com a fase e o tipo da obra; normalmente, os resíduos recicláveis são compostos:

 Areias (7,1%),

 Pedras (11,5%),

Argamassas (29,15%),

Vítreos (3,34%),

Cerâmicas (32,14%) 

Metais (1,76%)

Pinto (1999) chama a atenção sobre a responsabilidade social em relação aos resíduos gerados no ambiente urbano, no qual o setor da construção exerce suas atividades e realiza seus negócios. Propõe a gestão dos RCD nos próprios canteiros de obras, pois seria uma forma adequada para cumprir essa responsabilidade, já que, ao confinar a maioria dos resíduos no seu local de origem, evitaria a remoção dos resíduos para fora do canteiro. O projeto do canteiro de obras deverá ser considerado um instrumento fundamental para o gerenciamento da obra, designando áreas de segregação e processamento que possibilitem a valorização dos resíduos gerados. Elas seriam projetadas utilizando materiais como portões antigos, grades, portas e chapas diversas, com dimensões que permitiriam acumulação e manejo interno para análise de parcelas reutilizáveis. Pinto (2000) apresenta uma sugestão de organização em baias para a valorização de resíduos no canteiro de obras (Tabela 1).


 Proposta de organização em baias para

 valorização de


 resíduos no canteiro de obra

Baias de resíduos
Descrição
Destinação
Material e componentes
reutilizáveis
Tijolo, bloco e componentes
diversos
Madeira, metal e plásticos
reutilizáveis
Reutilização em etapas Posteriores
Deslocamento para outros
Canteiros
Argamassa, alvenaria e concreto
Resíduo mineral, incluindo sobras
de areia, pedra e resíduo cerâmico
Trituração e reutilização como
agregado
Madeira
Retalhos inúteis
Classificação por contaminação
e deslocamento para novos
consumidores
Metal
Retalhos inúteis
Classificação e deslocamento
para novos consumidores
(coletor, sucateiro ou
processador)
Plástico, vidro e papel
Embalagens e retalhos inúteis
Classificação e deslocamento
para novos consumidores
(coletor, sucateiro ou
processador)
Solo
Solo limpo
Reutilização do solo orgânico
no paisagismo
Resíduo perigoso
Produto inflamável, químico,
bateria e lâmpada
Remoção adequada
Rejeito
Gesso, gesso acartonado, concreto
celular e solo contaminado
Remoção para bota-fora ou
outro tipo de destinação
Tabela 1 -  Proposta de organização em baias para valorização de resíduos no canteiro de obra (PINTO, 2000)
Formatação da tabela - FRANK E SUSTENTABILIDADE



BAIAS DE RECICLÁVEIS NO CANTEIRO DE OBRAS

As baias de armazenamento são fundamentais na gestão de entulhos no canteiro de obras, pois permitem a segregação (separação) eficiente dos resíduos diretamente na fonte geradora. Elas funcionam como "cômodos" identificados por tipo de material (concreto, madeira, metal, etc.), o que facilita a organização, a segurança e a destinação final ambientalmente correta.

Segregação e Reciclagem: As baias permitem separar materiais Classe A (concreto, tijolo) de materiais recicláveis (metal, madeira) ou perigosos. Isso facilita a logística reversa e aumenta o reaproveitamento dos resíduos, transformando o entulho em agregados reciclados (como britas e areia).

Organização e Limpeza: Evitam a dispersão de resíduos pelo canteiro, reduzindo o acúmulo de sujeira e facilitando o trânsito seguro de trabalhadores.

Segurança no Trabalho: Uma obra organizada com baias de resíduos reduz o risco de acidentes, como tropeços e quedas, e mantém as rotas de fuga desobstruídas.

Redução de Custos e Sustentabilidade: Ao separar os resíduos, é possível vender materiais recicláveis ou reutilizá-los na própria obra. Isso também reduz o volume destinado a aterros, diminuindo custos com transporte.

Conformidade Legal: O uso de baias auxilia a empresa a cumprir as normas ambientais e a legislação (como a Política Nacional de Resíduos Sólidos), evitando multas e passivos ambientais



As baias de armazenamento são fundamentais na gestão de entulhos no canteiro de obras, pois permitem a segregação (separação) eficiente dos resíduos diretamente na fonte geradora. Elas funcionam como "cômodos" identificados por tipo de material (concreto, madeira, metal, etc.), o que facilita a organização, a segurança e a destinação final ambientalmente correta.  Segregação e Reciclagem: As baias permitem separar materiais Classe A (concreto, tijolo) de materiais recicláveis (metal, madeira) ou perigosos. Isso facilita a logística reversa e aumenta o reaproveitamento dos resíduos, transformando o entulho em agregados reciclados (como britas e areia).  Organização e Limpeza: Evitam a dispersão de resíduos pelo canteiro, reduzindo o acúmulo de sujeira e facilitando o trânsito seguro de trabalhadores.  Segurança no Trabalho: Uma obra organizada com baias de resíduos reduz o risco de acidentes, como tropeços e quedas, e mantém as rotas de fuga desobstruídas.  Redução de Custos e Sustentabilidade: Ao separar os resíduos, é possível vender materiais recicláveis ou reutilizá-los na própria obra. Isso também reduz o volume destinado a aterros, diminuindo custos com transporte.  Conformidade Legal: O uso de baias auxilia a empresa a cumprir as normas ambientais e a legislação (como a Política Nacional de Resíduos Sólidos), evitando multas e passivos ambientais
RECICLAGEM NO CANTEIRO DE OBRA

Para as frações minerais (argamassas e concreto, componentes de vedação e revestimentos), as baias devem possuir dimensões mais amplas, tanto pela elevada geração desses resíduos como pela necessidade de processá-los. Para a reciclagem dessas frações minerais, é sugerido o uso de equipamentos simples:

 Masseira moinho,

Britador de mandíbulas,

Moinhos de martelos e moedor de caliça. 

Podem ser utilizados equipamentos maiores, alternando-se as características de produção, até mesmo com a mecanização do transporte dos materiais. As características desses equipamentos e o custo aproximado (Tabela 2) tornam-se viáveis ao considerar-se as questões ambientais e sociais já discutidas.

Para a minimização do resíduo gerado em um canteiro de obra, é preciso que os processos construtivos conduzam as diversas etapas do cronograma físico de forma sincronizada, evitando a ocorrência de desperdício incorporado ou desperdício de materiais pelo manuseio ou quebras, impondo-se que se refaçam serviços já executados (GRIGOLI, 2001a; GRIGOLI, 2001b).


Equipamento
Massadeira-moinho
Britador de
Mandíbulas
Moinho martelos
Moedor de caliça
Funcionamento
Trituração a úmido
por ação de rolos
Trituração por
compressão de
mandíbulas
Trituração por
Impacto de martelos
giratórios
Trituração por
mandíbulas e ação
de rolos
laminadores
Produto gerado
Agregados miúdos
para uso como
argamassa
Agregados miúdos e
graúdos
Agregados miúdos e
graúdos
Agregados miúdos e
graúdos
classificados
Dimensão da boca
180 cm de
diâmetro
30 por 20
33 por 10
180 mm de
diâmetro
Capacidade de
produção
M³/h
2,0
2,0 a 3,0
1,4 a 1,8
0,5 a 1,0
Motorização adotado
CV
7,5
15
15
3,0
Peso do equipamento
(Kg)
2.500
1.850
520
280
Altura de alimentação
(M)
120
120
140
140
Preço aproximado
(U$ 1,00= R$ 1,90)
16.000
11.000
9.000
4.500
 Tabela 2 − Características dos equipamentos para reciclagem em canteiros de obras (PINTO, 2000).
 Formatação da tabela - FRANK E SUSTENTABILIDADE

 
LUGARES A SE SE UTILIZAR O RECICLÁVEL DO CANTEIRO DE OBRAS

Entre as possíveis atividades que podem ser executadas com materiais recicláveis de um canteiro de obras, contam-se:

  •  Aterramento de valetas e reconstituição de terreno;

  •  Drenos;

  •  execução de estacas ou sapatas para muros com pequenas cargas;

  • Lastro e contra - piso em áreas comuns externas e passeio público;

  • contra - piso e piso de automóveis,

Em ambientes internos às unidades habitacionais, em enchimento em casa de máquinas e áreas comuns internas;

  • Sistemas de drenagem em estacionamentos,

  • Poço de elevadores e floreiras;

  • Vergas e pequenas colunas de concreto com baixa solicitação;

  • Assentamento de blocos e tijolos;

  • Enchimentos em geral em alvenarias,

  • Correção de lajes desniveladas e escadarias;

  • Chumbamentos de batentes,

  • Contra marcos e esquadrias;

  • Chumbamentos das instalações elétricas, hidráulicas e de telefonia;

  • Revestimentos internos e externos em alvenaria ETC.


vimos termos e Práticas de Obras de construção Sustentável que faz do entulho matéria prima dentro da obras de construção civil e tem as normas e resolução a seguir como as normas principais:


ABNT NBR 15116:2021: Estabelece requisitos e métodos de ensaio para agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil em argamassas e concretos de cimento Portland.

ABNT NBR 15115:2004: Trata da execução de camadas de pavimentação com agregados reciclados.

ABNT NBR 15114:2004: Define diretrizes para áreas de reciclagem de resíduos sólidos.

ABNT NBR 15113:2004: Aplica-se a aterros de resíduos sólidos da construção civil e inertes

A Resolução nº 307 do CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente) regula a gestão desses resíduos no Brasil.


A reciclagem pode ser feita in loco (na própria obra) ou através de estações de triagem e britagem, transformando o entulho em um novo recurso valioso. A adoção dessas práticas reflete uma postura de responsabilidade ambiental, alinhando a construção com as metas globais de redução de resíduos.


A reciclagem pode ser feita in loco (na própria obra) ou através de estações de triagem e britagem, transformando o entulho em um novo recurso valioso. A adoção dessas práticas reflete uma postura de responsabilidade ambiental, alinhando a construção com as metas globais de redução de resíduos. 



Fonte de parte do texto:.ietsp.com.br/ UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS/Nelma Almeida Cunha