17 junho 2014

ALGUÉM ME DESCONFIGUROU

Admirável Chip Novo

ALGUEM ME DESCONFIGUROU
ALGUÉM ME DESCONFIGUROU




Pane no sistema alguém me desconfigurou
Aonde estão meus olhos de robô?
Eu não sabia, eu não tinha percebido
Eu sempre achei que era vivo
Parafuso e fluído em lugar de articulação
Até achava que aqui batia um coração
Nada é orgânico é tudo programado
E eu achando que tinha me libertado
Mas lá vem eles novamente, eu sei o que vão fazer:
Reinstalar o sistema

Pense, fale, compre, beba
Leia,vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga
Tenha, more, gaste, viva

Pense, fale, compre, beba
Leia,vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga

Não senhor, Sim senhor, Não senhor, Sim senhor

Pane no sistema alguém me desconfigurou
Aonde estão meus olhos de robô?
Eu não sabia, eu não tinha percebido
Eu sempre achei que era vivo
Parafuso e fluído em lugar de articulação
Até achava que aqui batia um coração
Nada é orgânico é tudo programado
E eu achando que tinha me libertado

Mas lá vem eles novamente, eu sei o que vão fazer:
Reinstalar o sistema

Pense, fale, compre, beba
Leia,vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga
Tenha, more,gaste, viva

Pense, fale, compre, beba
Leia,vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga

Não senhor, Sim senhor, Não senhor, Sim senhor

Mas lá vem eles novamente, eu sei o que vão fazer:
Reinstalar o sistema

FONTE: VAGALUME

30 maio 2014

AÇÕES ESTRUTURANTES PARA UM SISTEMA DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS

AÇÕES ESTRUTURANTES DO NOVO SISTEMA DE GESTÃO DE ENTULHOS


AÇÃO 1 – Rede de Eco pontos – Unidades de Pequenos Volumes. 
A definição física e estruturantes da rede de unidades de recebimento para pequenos volumes, aqui denominadas de ECO PONTOS, é desenvolvida através das informações colhidas durante o diagnóstico do município, mostrados anteriormente. Conhecendo-se a localização das deposições irregulares, a quantidade de construção em m²  em áreas do município e o perfil dos agentes geradores e coletores dos pequenos volumes, é possível definir os limites dos polos de captação e a localização dos pontos de entrega voluntária, respeitando-se, tanto quanto sejam tecnicamente possível e financeiramente viáveis, os atuais fluxos de coleta e lançamento desses resíduos.



ECOPONTOS DE RESÍDUOS SÓLIDOS
AÇÕES ESTRUTURANTES PARA UM SISTEMA DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS

 
Os “polos de captação de resíduos” são áreas de características diferenciadas, com dimensão tal que permita o deslocamento dos pequenos coletores de seu perímetro até o respectivo ponto de entrega voluntária - Eco ponto, inibindo, assim, o despejo irregular dos resíduos, pela facilidade conferida à sua entrega num local  para isso designado. Sempre que possível esse ponto deve estar situado nas proximidades do centro geométrico do “polo de captação” a que irá servir, e, de preferência, onde já ocorra uma deposição irregular. 

Disciplinam-se, com isso, atividades que já ocorrem espontaneamente.
Para a definição dos limites dos polos, foram levados em conta os seguintes fatores:

  • A capacidade de deslocamento dos pequenos coletores – os carroceiros (equipados com carrinhos, carroças e outros pequenos veículos) em cada viagem, ou seja, algo entre 1,5 km e 2,5 km, totalizando um raio máximo de 5,0 Km; 

  • A altimetria da região, para que os coletores não sejam obrigados a subir subidas íngremes com os veículos carregados, para realizar o descarte dos resíduos; 

  • As barreiras naturais que impedem ou dificultam o acesso ao ponto de entrega.
Podendo o eco-ponto fazer um levantamento da área que o eco ponto irá servir e demostrar em mapa

Os pontos de entrega voluntária - Ecopontos devem ocupar áreas públicas ou áreas privadas cedidas em parceria, ou, ainda, áreas alugadas ou arrendadas para tal finalidade — de preferência utilizando “retalhos de formato irregular” resultantes do arruamento urbano, com área estimada entre 400 m² e 800 m².

Existem vários problemas relacionados ao descarte clandestino dos resíduos de construção e demolição e que quase sempre são jogados no primeiro terreno baldio existente nas proximidades do centro gerador deste resíduo e que causam graves problemas ambientais ao município, tais como:

Geralmente estes resíduos são transportados por carroceiros, caçambeiros ou por veículos tipo pick-up e 
despejados diretamente em áreas próximas a áreas hídricas, causando degradação direta a estes, via os rios, riachos, lagos ou mananciais mais próximos aos centros geradores, causando problemas de aterramento 
destes recursos e contribuindo para o assoreamento destas bacias, e: 

  • Causam problemas de desvios de riachos, rios através do aterramento clandestino podendo causar alagamentos das áreas do entorno,
  • Causam problemas de deslizamentos nas áreas de descarte pela forma de manejo operacional utilizada pelos carroceiros e pelos caçambeiros,
  • Causam certamente a obstrução nas redes de drenagem urbana e nas bocas de lobo relacionadas aos alagamentos das áreas circunvizinhas,
  • Causam aterramentos ou assoreamentos em canais abertos originados nas áreas circunvizinhos,
  • Com o descarte clandestino nestas áreas certamente traz problemas de destruição da fauna e da flora existente próximo às áreas de mananciais,
  • Causam problemas de poluição do ar, através de emissão de particulados pelo seu descarte clandestino causando com isto problemas de saúde relacionados a doenças respiratórias da população do entorno destas áreas de descarte,
Diante deste quadro de degradação ambiental e de falta de consciência dos geradores de dos moradores do Município, faz-se necessário a utilização de programas alternativos de conscientização ambiental relacionados ao tema assim como uma fiscalização mais estruturada no sentido de se buscar um melhor controle sobre a geração e a destinação final destes resíduos buscando-se uma alternativa adequada de controle das áreas atualmente degradadas por estes resíduos.

Podendo o município elaborar um mapa com as suas secretarias e seus recursos hídricos e o entorno que elas servem para dar mais precisão ao planejamento municipal e regional.

Como mostrado anteriormente existe uma relação muito peculiar entre o descarte inadequado dos resíduos da construção e demolição e os principais recursos hídricos do município, tais como os rios  que servem o município e região e seus afluentes, o que pode se demostrar em fotos para o diagnóstico anteriores e que de forma bastante direta nos direciona a formação de bacias de captação de resíduos da construção e demolição além de outros elementos como a quantidade de construção existente em cada uma das regionais do Município, enfocada nos alvarás expedidos pela SEMAM e nos levantamentos de resíduos retirados pela EMLURB nestas áreas.

Deve-se elaborar um Mapa com os Pólos de Recebimento de RCD’s e  FIGURAS  com as Bacias de Captação de Resíduos da Construção e Demolição, de volumosos e de pneumáticos do município e região.

Em função dos pólos de recebimentos de resíduos e das bacias de captação de resíduos busca-se aqui como elementos técnicos importantes a definição da quantidade de unidades de pequenos volumes, da constância de colocação destes resíduos descartados pela população e de outros elementos, denominadas de Ecopontos, que mediante estudos realizados na SEINM e Região , das áreas públicas possíveis de estudos para escolha das áreas definitivas,  devendo-se demostrar em Mapas das áreas.

A seguir deverá ser definidos e dimensionados, conforme os critérios técnicos mostrados anteriormente,  mostrando em um Mapa da Área.

De acordo com os dados (DO TRABALHO DE PLANEJAMENTO) de expedição de alvarás de construção da SER do Município e região nos últimos anos  antes de elaborar o projeto, devera levantar uma porcentagem em KG
 m² e as condições de retiradas anuais de RCD’s e volumosos pela EMLURB e o perfil dos 
agentes geradores, podendo assim ver quantos ECO PONTOS NECESSITA A ÁREA.
E assim depois dos dados levantados ver quantos ECO PONTOS devem ser distribuídos no município e região.

Demostrando em mapa todas as áreas públicas existentes de forma a se visualizar cada uma das áreas identificadas no estudo citado. 

  • As áreas públicas poderão ser bens dominais, áreas institucionais subutilizadas ou, ainda trechos de áreas verdes que se encontrem deteriorados, sem capacidade de exercer seu papel.

  • O projeto de cada Eco ponto - Unidades de recebimentos de pequenos volumes incorpora os seguintes aspectos:

  • Ë um projeto arquitetônico que utiliza parâmetros de arrojo e leveza em suas definições;

  • Ë um projeto que incorpora em sua definição arquitetônica a utilização de áreas especificas como o uso de áreas internas do município, atualmente subutilizados ou invadidos,

  • Ë um projeto de certa forma inovadora com relação a sua implantação onde se alia a utilização de volumosos e pneumáticos contribuindo para a melhoria da saúde publica, 

  • Em outros projetos específicos, prever a colocação de uma cerca viva nos limites da área, para reforçar a imagem de qualidade ambiental do equipamento público; 

  • Diferenciar os espaços para a recepção dos resíduos que tenham de ser triados (resíduos da construção, resíduos volumosos, pneumáticos, resíduos secos da coleta seletiva, etc.), para que a remoção seja realizada por circuitos de coleta, com equipamentos adequados operacionalmente a cada tipo de resíduo.

  • Aproveitar desnível existente, ou criar um platô, para que a descarga dos resíduos pesados — resíduos da construção — seja feita pelo usuário diretamente no interior de caçambas metálicas estacionárias, facilitando a sua entrega voluntária; 

  • Garantir os espaços corretos para as manobras dos veículos que utilizarão a instalação — como pequenos veículos de geradores e coletores, além dos veículos de carga responsáveis pela remoção posterior dos resíduos acumulados; 

  • Preparar placa, totem ou outro dispositivo de sinalização que informe à população do entorno e a eventuais transeuntes sobre a finalidade dessa instalação pública, como local correto para o descarte do RCD, de resíduos volumosos e pneumáticos.

É essencial que se instale no ponto de entrega uma pequena guarita, com sanitário, para facilitar a presença 
contínua de funcionários – administrativos para controle do tipo e quantidade/qualidade dos resíduos que chegam a unidade e um zelador/vigia que fique diuturnamente para guarda da unidade local, que acompanhe 
o uso correto do equipamento público e as condições de higiene local. Os bons resultados obtidos em vários municípios com esse tipo de equipamento público estão vinculados à presença dos funcionários, representante da ação direta da administração pública na solução dos problemas ocasionados por esses resíduos. 

Se o Município tem algum tipo de Ecopontos definido pela Administração Municipal. Devera descrever a sua localização e incorporar a arquitetura dele e seu tipo de funcionamento, para ver o que se deve fazer com ele para incorporar a uma arquitetura específica e inovadora, onde alia-se a utilização destes equipamentos públicos a um novo cenário social, aproveitando seus espaços anteriormente subutilizados que correm sempre riscos sociais de ocupações irregulares.

Os itens para levantamento de custos para a implantação dos ECO PONTOS PADRÕES - Ponto de Entrega esta a seguir no quadro,  onde inclua-se o custeio de educação ambiental e de ação social, necessário para o êxito deste programa. 


ITEM
DESCRIÇÃO
VALOR
01
SERVIÇOS GERAIS
R$.........
02
MOVIMENTAÇÃO DE TERRA
R$.........
03
FUNDAÇÃO
R$.........
04
SUPERESTRUTURA
R$.........
05
ALVENARIA
R$.........
06
REVESTIMENTO
R$.........
07
PAVIMENTAÇÃO
R$.........
08
ESQUADRIAS
R$.........
09
PINTURA
R$.........
10
INSTALAÇÕES ELÉTRICAS
R$.........
11
INSTALAÇÕES HIDRO-SANITÁRIAS
R$.........
12
COBERTURA
R$.........
13
DIVERSOS
R$.........
14
PAISAGISMO
R$.........
15
LIMPEZA
R$.........
16
Ação social e educação ambiental
R$.........
CUSTO PARA UM
ECOPONTOS
R$.........
CUSTO PARA TODOS
ECOPONTOS
R$.........
Frank e Sustentabilidade
Frank e Sustentabilidade
Frank e Sustentabilidade

A rede de Ecopontos – Unidades de Recebimentos para pequenos volumes é a expressão física do serviço público de coleta. Esta unidade é composta por toda uma infra-estrutura básica necessária ao bom funcionamento, dentre eles a instalação de uma linha telefônica local, onde o município também crie um serviço de disque - coleta (“disque coleta para pequenos volumes”) – um canal de contato dos geradores com pequenos coletores cadastrados atuantes na região, os quais devem ser incentivados a agrupar-se ao seu redor. A implantação deste serviço certamente vai implicar em uma grande redução das possibilidades de descarte irregular dos resíduos em áreas clandestinas.

Convém, ainda, para uma operação correta e eficiente do ponto de entrega, dar treinamento aos funcionários que ficará responsável pela unidade e capacita-lo para recebimento dos resíduos e controle administrativo da unidade. Estes são os aspectos operacionais importantes para abordagem nesse treinamento: 

  • O limite estabelecido para o volume máximo das cargas individuais de resíduos que possam ser recebidos gratuitamente na unidade. Em diversos Municípios, a prática considera de pequeno volume as quantidades limitadas a 1 m³

  • Impedimento do descarte de resíduos orgânicos domiciliares, de resíduos industriais e de resíduos dos serviços de saúde; 

  • A organização racional dos resíduos recebidos, para possibilitar a organização de circuitos de coleta que devem ser executados com o auxílio de equipamentos e meios de transporte adequados.

Os circuitos de coleta destinados a cobrir a rede de pontos de entrega voluntária permitirão a concentração de cargas de mesma natureza e, por conseguinte, a transformação de pequenos em grandes volumes, viáveis para o manejo nas instalações específicas da outra rede que, em conjunto, irá compor o sistema municipal de manejo e gestão sustentável dos resíduos de construção e resíduos volumosos. 

RESÍDUOS VOLUMOSOS 

Os resíduos volumosos mais comuns nesta atividade são os gerados pelo serviço de poda e cortes de árvores, os móveis descartados (sofás, geladeiras, fogões, colchões, etc) e os Pneumáticos, que em função de suas características normalmente são descartados em terrenos baldios próximo aos locais geradores e que quase sempre são transportados pelos carroceiros para destinos não adequados, causando enormes transtornos operacionais aos serviços de coleta regular além de trazer danos estéticos e ambientais a população envolvida neste processo.

Os carroceiros após passarem por um amplo programa de cadastramento para conhecimento de quantidade, tipo de carroças transportadoras, quantidades transportadas e tipo de resíduos transportados, serão submetidos a um programa de educação ambiental que atendam especificamente as suas necessidades de um novo e estruturante programa, composto de:

  • Cursos de educação ambiental relacionados aos RCD’s,

  • Cursos de relacionamentos interpessoais,

  • Cursos de legislação específica de trânsito adaptado a sua realidade, e,

  • Outros que sejam necessários.
As carroças serão padronizadas e serão desenvolvidos treinamentos específicos para os carroceiros quanto a abordagem a comunidade, ao seu deslocamento dentro da malha urbana e a entrega dos materiais aos Ecopontos.
Fonte do  texto:Plano de gerenciamento de resíduos da construção civil no município de Fortaleza-CE / Trabalho adaptado por Frank e Sustentabilidade para Passos - MG e Região.

29 maio 2014

AÇÕES PARA IMPLANTAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO DOS ENTULHOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL

AÇÕES PARA IMPLANTAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO  DOS ENTULHOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL EM PASSOS - MG E REGIÃO


No Plano de Gestão de Resíduos da Construção Civil se faz necessário o desenvolvimento e a implantação das PROPOSIÇÕES listadas a seguir: 


Ações estruturantes para implantação de um plano de gestão de entulhos da construção civi
Ações estruturantes para implantação de um plano de gestão de entulhos da construção civil


A Primeira Ação, aqui denominada PROPOSIÇÃO 1, que se estrutura através de um Programa Municipal para pequenos geradores e assume o caráter de um serviço público com a implantação de uma rede de serviços por meio da qual os pequenos geradores e transportadores devem assumir suas responsabilidades na destinação correta dos resíduos da construção civil, volumosos e pneumáticos decorrentes de sua própria atividade. Para tanto, inclui um conjunto de pontos de entrega para pequenos volumes, aqui denominados de ECO PONTOS – (Ponto Ecológico de Pequenos Volumes) cuja construção e o gerenciamento serão pela administração municipal ou pela iniciativa privada, dependendo de definições político-administrativo e gerenciais. 
 A Segunda Ação, aqui denominada PROPOSIÇÃO 2, que dá sustentabilidade aos Projetos de gerenciamento, obrigatórios para os grandes geradores de resíduos, materializa-se numa rede de serviços abrangendo todas os elos da cadeia operativa relacionada ao transporte, manejo, transformação e disposição final dos grandes volumes de resíduos da construção civil. Inclui, além dos serviços, as instalações físicas para a realização das diversas operações, viabilizando aos agentes de maior porte o exercício de suas responsabilidades com relação aos seus resíduos. 
Caracteriza-se como um conjunto de atividades privadas regulamentadas pelo poder público municipal.
Nesta Ação o grande marco será a implantação de Unidades de Triagem e Reciclagem de Resíduos da Construção e Demolição, que deverão ser implantadas e operadas pela iniciativa privada/poder público. 

Nesta Ação o grande marco será a implantação de  Unidades de Triagem e Reciclagem de Resíduos da Construção e Demolição, que deverão ser implantadas e operadas pela iniciativa privada/poder público. 


Ações estruturantes para implantação de um plano de gestão de entulhos da construção civi
Ações estruturantes para implantação de um plano de gestão de entulhos da construção civil



ESTRATÉGIA DE IMPLANTAÇÃO DAS AÇÕES DO PLANO DE GESTÃO 

O serviço público de coleta prestado para a captação dos pequenos volumes necessita ser organizado de forma a atender a toda a área urbanizada, com a instalação dos ECO PONTOS - Unidades de Recebimentos de Pequenos Volumes e Pneumáticos, nos bairros, estabelecidos de acordo com “locais adequados de captação”, ou seja, as zonas homogêneas que atraiam a maior parcela possível do RCD gerado em sua área de abrangência.
Após  estudos e pelo planejamento adequado do Município e região, defini-se a seguintes redes de recebimentos, denominados de POLOS DE RECEBIMENTOS.
Estes Ecopontos serão implantados preferencialmente em áreas públicas, em locais que já incorporem fluxos já reconhecidos para os resíduos, ou seja, em locais onde já existe uma constância de uso pela população em descartá-los, procurando-se aqui não alterar este fluxo. Entretanto também podem ser instalados em áreas privadas formalmente cedidas à administração municipal, através de documentação jurídica legalmente estabelecida, fazendo-se com que as novas instalações ocupem, preferencialmente, locais já inventariados como atuais deposições irregulares, ou ainda que se localizem em sua vizinhança imediata. Este sistema é importante, pois manterá um período mais longo de vida útil do sistema.
Os locais onde serão implantadas os Ecopontos devem ser divulgados entre a população da redondeza (geradora potencial de RCD), bem como aos carroceiros (coletores desses resíduos que recolhem pequenos volumes), como instalação permanente (ou duradoura) e adequada para o descarte de resíduos. A concentração de pequenos volumes nos pontos de entrega permitem maior eficiência à sua remoção adequada, com o estabelecimento de circuitos de coleta pela EMLURB – Empresa Municipal de Limpeza 
Urbana.

Uma campanha de esclarecimentos através de constantes divulgações deve ser feita com a população do entorno dos Ecopontos, mostrando que, se mal dispostos, esses resíduos facilitam a proliferação de vetores e comprometem a qualidade ambiental, e que esses pontos funcionam também como locais intermediários para o descarte de resíduos volumosos (móveis e utensílios inservíveis, podas da arborização privada, embalagens de grande porte e pneumáticos) — parcela importante dos resíduos sólidos urbanos que após esta implantação vão ser melhor gerenciados, trazendo assim, um melhor controle sobre os resíduos inservíveis e consequentemente uma melhoria da qualidade da prestação de serviços aquela comunidade.

O ecoponto trata-se de um local apropriado para o recebimento de resíduos inertes e materiais inservíveis não recolhidos pela coleta convencional, onde se encaixa o resíduo sólido de construção civil, os resíduos volumosos e os pneumáticos, onde os mesmos serão depositados em caixas estacionárias dispostas nos Ecopontos. 

Numa etapa futura serão agregados aos Ecopontos a utilização deste equipamento público/privado como elemento de suporte ao programa de coleta seletiva do Município, onde após a população do entorno do Eco ponto estar familiarizada e fizer uso do equipamento após ampla divulgação e campanhas realizadas possam também trazer voluntariamente os resíduos inorgânicos reciclados de forma a dar uma maior sustentação ao programa implementado.

O Projeto dos Ecopontos foram desenvolvidos para atender os geradores e transportadores de pequena quantidade de resíduos, volumes inferiores a 1m³, individuais para cada local específico, onde se busca a melhor racionalidade com uma arquitetura moderna aliadas a uma boa operação do sistema, levando-se em conta características como topografia, aclive, declive, ergometria, etc. 

Geralmente estes resíduos são transportados por veículos tais como pick-up, carrinhos de mão ou carroças. 
Os condutores de veículos à tração animal serão os grandes usuários destas unidades, pois têm como principal atividade o transporte de resíduos de natureza semelhante. O local servirá, ainda, como ponto de contato com os mesmos.

Outra ação importante a ser implantada por parte do poder público municipal é a implantação de um serviço tipo Disk-carroça por intermédio de linha telefônico colocado a disposição da população, para que quando 
alguém precisar de seus serviços possam utilizar os serviços com rapidez e qualidade. Após o carregamento 
das caixas, os resíduos serão transportados por caminhões, dotados com dispositivos poli guindaste, até o seu destino final.

Cada Unidade será composta de: caixas estacionárias ; guarita; área de descarga e de coleta e estacionamento. A área total de cada Ecoponto é diversificada em função das características dos locais disponíveis no município, através de levantamento realizado no setor de Cadastro do Município, em torno de Área definida por pesquisa pelo município em m². Assim cada Eco ponto pode apresentar uma definição arquitetônica diferenciada e dentre estes a figura a seguir ilustra a concepção de um destes projetos. 

A Metodologia utilizada para a escolha dos Ecopontos base-a em:

  • Verificar os locais onde há maior quantidade de construções por regionais referentes aos  últimos anos de antes de da pesquisa para se elaborar o plano segundo dados oriundos dos alvarás de construções expedidos pela SEMAM. 
  •  Definir as bacias de captação de resíduos da construção e demolição, e, 
  •   Pesquisar as possíveis áreas públicas pertencentes ao Município para posterior implantação dos Ecopontos
Os resíduos provenientes da construção civil dos grandes e médios geradores serão destinados às Usinas de Reciclagem de Entulho. Os resíduos destinados a Usina de Reciclagem de Entulho, que deverão chegar á unidade após serem reciclados, isto é, sem impurezas, do tipo com presença de material orgânico e outros. Os resíduos que não se encaixem nestas categorias serão removidos para um destino final adequado. 

Ao mesmo tempo, estes ECO PONTOS em uma etapa posterior, quando da conscientização da comunidade envolvida podem e devem ser utilizados como alternativa para a implantação ou expansão da coleta seletiva da parcela seca dos resíduos domiciliares (papéis, plásticos, vidros e metais) gerados na área do entorno destas unidades — o que dá resultados de maior alcance para os investimentos destinados à implantação dessas instalações.


PROCESSOS DE IMPLANTAÇÃO DOS ECO PONTOS

A implantação dos Ecopontos deverá ocorrer de forma gradativa, concomitante com dois outros processos: o primeiro dedicado à recuperação de todos os locais de deposição irregular presentes na bacia de captação da área de instalação desta unidade, possibilitando o resgate da qualidade urbanística; e o segundo, dedicado à promoção de informação concentrada, seguida de fiscalização renovada, com vistas à alteração de cultura e adesão de todos ao compromisso com o correto descarte e destinação dos resíduos. A implantação gradativa e monitorada destas unidades vai certamente proporcionar uma melhor análise das possibilidades de otimização da distribuição das unidades e a consequente redução dos investimentos. 

GRANDES GERADORES

Outra proposição importante é a ação privada regulamentada — utilizada para solucionar o problema dos 
grandes volumes de resíduos, recolhidos e transportados por coletores que utilizam veículos de maior capacidade volumétrica e de carga — que eliminam os impactantes bota foras existentes, que acabam sendo substituídos por um número menor de áreas mais adequadas e duradouras, projetadas para triagem do conjunto do RCD gerado, reciclagem da maior parcela possível e viável e o transbordo da fração não reaproveitável para outras instalações, onde possa receber destino adequado. 



Ações estruturantes para implantação de um plano de gestão de entulhos da construção civil
Ações estruturantes para implantação de um plano de gestão de entulhos da construção civil

O Poder Público Municipal através de um processo de Concessão Pública deve promover a instalação  (da) Unidade de Reciclagem de Entulhos da Construção Civil, totalmente implantado e operado pelos parceiros geradores – responsáveis e onde o município se coloca como parceiro para adquirir o material reciclado nestas unidades para uso em sub-base de vias municipais locais, em habitações populares do programa municipal de habitação popular, podendo para tanto ceder através de processo legal, áreas para instalação destas unidades.

Outro ponto importante neste processo diz respeito ao monitoramento e a fiscalização destas atividades por parte do município de forma a atender aos critérios ambientais.

Atualmente não existe no município de Passos  MG e Região uma Unidade de Reciclagem de Entulhos da Construção Civil, Usina de Reciclagem para receber uma média dos RCD’s gerados no município e região e que precisam também entrar neste processo de gestão municipal de resíduos da construção e demolições de forma ordenada e controlada.

Cabe aqui ressaltar que em função do volume atualmente gerado no Município e Região, uma porcentagem não sem dados por/ano, se faz necessário quantas unidades a implantar de  Usinas de Reciclagem de Entulhos, e  qual a capacidade de processamento em  ton/hora, prevendo-se assim o crescimento futuro aliado ao completo cumprimento da Resolução no que diz respeito á reutilização e reciclagem destes resíduos por parte dos agentes envolvidos.

Assim o destino dado ao RCD vai priorizar as soluções de reutilização e reciclagem ou, quando inevitável, adotar a alternativa existente de dispor apenas os rejeitos em áreas adequadas e devidamente licenciadas.

 Essa alternativa poderá ser executada em duas hipóteses. A primeira para a correção de nível de terrenos, para uma ocupação futura dos mesmos (disposição definitiva) e a segunda para a reservação (disposição temporária) dos resíduos de concretos, alvenarias, argamassas, asfalto e de solos limpos, visando ao seu aproveitamento futuro em unidades chamadas de Áreas de Transbordo e Triagem. 

As áreas para manejo dos grandes volumes a serem implantadas, serão operadas por agentes privados, os responsáveis pela geração e coleta da maior parte dos resíduos. É importante o estabelecimento de parcerias com entidades de representação de empresas coletoras e construtoras eventualmente existentes, para a constituição de uma estrutura de gestão compartilhada. Essas parcerias, já experimentadas em alguns municípios brasileiros, podem avançar para o estabelecimento de convênios no âmbito local, com a eventual cessão de áreas públicas para as instalações de triagem, transbordo ou reciclagem, nos termos estabelecidos pelas Leis Orgânicas Municipais.

Outro ponto importante é a reciclagem dos RCD’s para fins de utilização em materiais de construção que possam ser utilizadas como política social de habitação pelo Municípios e região.

Mesmo que, em alguns municípios, a presença das administrações públicas se faça mais necessária, é importante que os custos decorrentes do manejo correto dos resíduos, exigido pela Resolução 307 do CONAMA, sejam apurados de forma eficaz e transparente e transferidos para os geradores e transportadores dos resíduos. Essa é uma condição básica de sustentabilidade para a nova política de gestão a ser implantada no município de Passos - MG e Região e deverá ser apurado o seu custo após a sua implantação, mediante os ajustes finais necessários a um bom planejamento.

AÇÕES INCENTIVADORAS

 sistema gestor, para a instalação destas unidades, tais como:
A Prefeitura Municipal e a dos municípios da região devem  introduz algumas ações incentivadoras, como forma de interação ao

  • Facilitar o acesso a alternativas tecnológicas adequadas para a destinação de resíduos mais problemáticos, como os RCD’s, os volumosos e pneumáticos;
  • Incentivar o consumo de agregados resultantes da adequada reciclagem de RCD em determinados tipos de obras públicas; (sub-base de pavimentação asfaltica; pavimentação em blocos articulados; tijolos para construções, nivelamento de terrenos e uso em habitações populares); 
  • A consolidação das novas áreas a serem implantadas pressupõe o exercício de uma fiscalização rigorosa do sistema e de um monitoramento eficaz.
Pode-se então relacionar algumas das condições para a municipalidade atingir progressivamente suas metas:

  • eliminar os bota-foras; 
  •  coibir a presença de coletores irregulares e descompromissados com o sistema implantado; 
  •  disciplinar a ação dos geradores e garantir o uso adequado dos equipamentos de coleta e das instalações de apoio.

Fonte:Plano de gerenciamento de resíduos da construção civil no município de Fortaleza-CE / Trabalho adaptado por Frank e Sustentabilidade para Passos - MG

27 maio 2014

A LEGISLAÇÃO VIGENTE PARA ENTULHOS ESTA NA RESOLUÇÃO 307 DO CONAMA

A LEGISLAÇÃO VIGENTE PARA ENTULHOS ESTA NA RESOLUÇÃO 307 DO CONAMA

Esta Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA estabelece as diretrizes, os critérios e os procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil, para a efetiva redução dos impactos ambientais gerados pelos resíduos oriundos da construção civil. Os motivos para a criação desta resolução foram os seguintes: 

A LEGISLAÇÃO VIGENTE PARA ENTULHOS ESTA NA RESOLUÇÃO 307 DO CONAMA
A LEGISLAÇÃO VIGENTE PARA ENTULHOS ESTA NA RESOLUÇÃO 307 DO CONAMA

A disposição dos resíduos da construção civil em locais inadequados contribui para a degradação da qualidade ambiental. Estes resíduos representam um significativo percentual dos resíduos sólidos produzidos nas áreas urbanas. 
Os geradores de resíduos da construção civil devem ser responsáveis pelos resíduos das atividades de construção, reforma, reparos e demolições de estruturas e estradas, bem como por aqueles resultantes da remoção de vegetação e escavação de solos.
A viabilidade técnica e econômica de produção e uso de materiais provenientes da reciclagem de resíduos da construção civil, e que a gestão integrada dos resíduos deverá proporcionar benefícios de ordem social, econômica e ambiental.
Apresentam-se abaixo algumas definições sobre os principais elementos descritos na referida resolução:
Resíduos da construção civil: são os provenientes de construções, reformas, reparos e demolições de obras de construção civil, e os resultantes da preparação e da escavação de terrenos, tais como: tijolos, blocos cerâmicos, concreto em geral, solos, rochas, metais, resinas, colas, tintas, madeiras e compensados, forros, argamassa, gesso, telhas, pavimento asfáltico, vidros, plásticos, tubulações, fiação elétrica, etc., comumente chamados de entulhos de obras, caliça ou metralha;
Reutilização: é o processo de reaplicação de um resíduo, sem transformação do mesmo;
Reciclagem: é o processo de reaproveitamento de um resíduo, após ter sido submetido à transformação;
Beneficiamento: é o ato de submeter um resíduo à operações e/ou processos que tenham por objetivo dotá-los de condições que permitam que sejam utilizados como matéria-prima ou produto;
A Resolução 307/2002, aprovada em julho de 2002, também classifica os resíduos em quatro grupos distintos e dá diretrizes para sua disposição, são eles:

CLASSE A: Resíduos reutilizáveis ou recicláveis como agregados, tais como: solos provenientes de terraplenagem, argamassa, blocos, etc. 

CLASSE B:Resíduos recicláveis para outras destinações, tais como plásticos, papel/papelão, metais, vidros, madeiras e outros.
CLASSE C: Resíduos para os quais não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitam a sua reciclagem/recuperação tais como gesso.
CLASSE D: Resíduos perigosos oriundos do processo de construção tais como: tintas, solventes, óleos, resíduos de clínicas radiológicas e indústrias.
Cada classe possui uma destinação final específica de acordo com o impacto que o resíduo pode gerar no meio ambiente, os quais são mostrados adiante: 

Para os da CLASSE A: 
Devem ser reutilizados ou reciclados na forma de agregados, ou encaminhados a áreas de aterro de resíduos da construção civil, sendo dispostos a permitir a sua reutilização ou reciclagem futura. 

CLASSE B: 
Deverão ser reutilizados, reciclados ou encaminhados a áreas de armazenamento temporário, sendo dispostos de modo a permitir a sua utilização ou reciclagem futura. 

CLASSE C: 
Deverão ser armazenados, transportados e destinados em conformidade com as normas técnicas especificas. 

CLASSE D: 
Deverão ser armazenados, transportados, reutilizados e destinados em conformidade com as normas técnicas especificas.
A Resolução 307 do CONAMA, como já descrito, criou instrumentos para a superação dos problemas que vêm se verificando, ao definir responsabilidades e deveres, abrindo caminho para o novo sistema de gestão fosse implementado pelo município e que se torna extremamente necessário. Também impõe aos geradores a obrigatoriedade da redução, reutilização e reciclagem, quando, prioritariamente, a geração dos resíduos não puder ser evitada. Considerando a diversidade das características desses geradores, define diretrizes para que os municípios e o Distrito Federal desenvolvam e implementem políticas específicas de gestão local, na forma de Planos Integrados de Gerenciamento, nos quais expressem as responsabilidades desses geradores diversificados de acordo com as características de cada realidade obedecendo às diretrizes gerais da Resolução.
 As Prefeituras Municipais tem que buscar, através deste Plano a solução para o problema dos pequenos volumes, quase sempre mal dispostos, bem como o disciplinamento da ação dos agentes envolvidos com os 
grandes volumes de resíduos.

O Município tem que ter na  legislação para a gestão dos resíduos sólidos urbanos os seguintes itens:

LEI Nº..............
DECRETO Nº........................

- Os produtores de resíduos vegetais, inertes e de natureza séptica se obrigam a apresentar Plano de Gerenciamento de seus resíduos à Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Controle Urbano-SEMAM, a que competirá a análise de todos os Planos de Gerenciamento de Resíduos do Município, competindo-lhe ainda a emissão do respectivo Termo de Aprovação.

- As empresas credenciadas deverão encaminhar mensalmente, até o dia 10(dez) de cada mês, relação atualizada de clientes onde conste o nome completo ou a razão social, número de inscrição do CPF, endereço completo, data de inicio da prestação de serviço, forma de acondicionamento, tipo e classificação do resíduo, conforme Resolução n0 307 do Conselho Nacional do meio Ambiente (CONAMA), frequência de coleta, quantidade coletada.
Fonte:Plano de gerenciamento de resíduos da construção civil no município de Fortaleza-CE / Trabalho adaptado por  Frank e Sustentabilidade para Passos - MG