22 maio 2014

O QUE FAZER COM OS RESIDUOS PNEUMÁTICOS

 RESÍDUOS PNEUMÁTICOS


Apesar da Resolução n0 258 do Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA, estabelecer medidas ambientalmente adequadas para o descarte de pneus velhos, a Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP) estima que 100 milhões de pneus estão jogados em terrenos vazios, rios e aterros no país. Além das medidas que entrou em vigor em janeiro de 2002, a resolução do CONAMA estabelece metas a serem cumpridas por empresas fabricantes e importadoras de pneus até 2005. 
A disposição inadequada de pneus é considerada pela resolução como passivo ambiental, que resulta em sério risco ao meio ambiente e à saúde pública. Tendo essa questão do descarte de pneus em vista, foi desenvolvida uma pesquisa na Faculdade de Saúde Pública da USP, que analisou 4 diferentes processos de reaproveitamento de pneus em larga escala para estabelecer suas vantagens e desvantagens para diferentes objetivos. 


O QUE FAZER COM OS  RESIDUOS PNEUMÁTICOS

DESCARTE DE PNEUS
Morais, Carla Mayumi Passeroti, cita que o objetivo foi levantar e analisar processos capazes de consumir pneus regularmente e em grandes quantidades, enquadrando-se dentro das leis ambientais vigentes. Os processos escolhidos, recauchutagem ou reforma, pirólise, utilização como combustível em fornos de cimento e como componente em asfalto, possuem essas capacidades e também obedecem outros critérios colocados pela pesquisa. 
De acordo com a pesquisa, a recauchutagem, apesar de ser um processo que minimiza a geração do resíduo sólido, possui a tendência de ser utilizada apenas para pneus de carga, devido ao preço elevado dos pneus novos. Já para os pneus de passeio, a reforma não compensa financeiramente para os usuários, já que esses tipos de pneus novos têm se tornado muito barato. Assim, essa forma de reaproveitamento é indicada na pesquisa para veículos de carga, apesar de ser um processo limitado, já que só pode ser realizado no máximo três vezes. 


ITENS QUE COMPÕE M UM PNEU QUE PODE SER USADO PARA RECAUCHUTAGEM OU RECICLAGEM

Outro processo analisado foi a pirólise, que substitui cerca de 5% do xisto betuminoso, mineral usado para obtenção de óleo e gás natural, por grânulos de pneus. De acordo com a pesquisadora, o óleo e o gás resultantes desse processo apresentam características muito semelhantes ao material obtido só do xisto betuminoso. "Algumas características foram até acentuadas, como a viscosidade, o que é um fator positivo", 

explica a pesquisadora. Por outro lado, a pirólise que é realizada pela Petrobrás-Six mostrou-se uma solução regional, tendo em vista que a unidade Six é a única do país a realizar tal procedimento, o que torna inviável a utilização de pneus vindo de regiões mais distantes, devido ao custo do frete

ETAPAS DO REATOR PIROLÍTICO


Outro reaproveitamento considerado positivo pela pesquisa foi a utilização de pedaços de pneus para fabricação do asfalto ecológico, utilizado em pequena escala por concessionárias de rodovias nacionais. Além de retirar de circulação aproximadamente mil pneus por quilômetro construído, o asfalto ecológico em comparação com o comum, possui maior elasticidade, resultando em processos de trincamentos das pistas mais lentos e um aumento da durabilidade em 39%. Apesar desses fatores, a pesquisa afirma que essa forma de reaproveitamento necessita de mais pesquisas para sua utilização e maior incentivo para o uso. 

O QUE FAZER COM OS  RESIDUOS PNEUMÁTICOS
ASFALTO ECOLÓGICO
A pesquisa considerou que a utilização de pneus como combustível para fornos de cimento é hoje a melhor alternativa de reaproveitamento de pneus velhos, porque tem um potencial de absorção de grande quantidade de resíduos, sem utilizar processos químicos preliminares, que encareceriam o processo. Outra vantagem do processo é que ele oferece uma solução de maior abrangência, já que pode ser realizado em cerca de 66 cimenteiras, espalhadas por várias regiões do país. A pesquisadora ainda ressalta que existe grande interesse por parte dessas indústrias em incentivar a pesquisa nessa área, porque o uso de pneus em seus processos representa economia no custo de produção. Adicionando pneus como parte do combustível nos fornos, algumas indústrias obtiveram economia de até 20%, pois são materiais de baixo custo e fácil obtenção.
O QUE FAZER COM OS  RESIDUOS PNEUMÁTICOS
PNEU EM FORNO DE CIMENTO

A questão do aproveitamento dos pneus após seu uso nos veículos sempre foi controversa. Empregados e produzidos em larga escala na indústria automobilística, são um dos marcos da poluição urbana e, em muitos casos, servem como criadouro para os mosquitos da dengue. 
Baseado em estudos e pesquisas sobre a reciclagem e o reaproveitamento de pneumáticos as Prefeituras Municipais tem de buscar a inovação através da inclusão dos pneumáticos nos Ecopontos, com definições 
técnicas e racionais sobre o tema.

Reciclagem e reaproveitamento
Para recuperação e regeneração é necessária a separação da borracha vulcanizada de outros componentes 
(como metais e tecidos, por exemplo). Os pneus são cortados em lascas e purificados por um sistema de peneiras. As lascas são moídas e depois submetidas à digestão em vapor d’água e produtos químicos, como álcalis e óleos minerais, para desvulcanizá-las. O produto obtido pode ser então refinado em moinhos até a 
obtenção de uma manta uniforme ou extrudado para obtenção de grânulos de borracha. 
A borracha regenerada apresenta duas diferenças básicas do composto original: possui características físicas inferiores, pois nenhum processo consegue desvulcanizar a borracha totalmente, e tem uma composição indefinida, já que é uma mistura dos componentes presentes. No entanto, este material tem várias utilidades: 
cobrir áreas de lazer e quadras de esporte, fabricar tapetes para automóveis; passadeiras; saltos e solados de sapatos; colas e adesivos; câmaras de ar; rodos domésticos; tiras para indústrias de estofados; buchas para eixos de caminhões e ônibus, entre outros. 

O QUE FAZER COM OS  RESIDUOS PNEUMÁTICOS
MATERIAL DE PNEU RECICLADO



OUTRAS FORMAS DE RECICLAGEM E REAPROVEITAMENTO DOS PNEUS

Proteção de construções à beira mar – nos diques e cais; barragens e contenção de encostas, onde são 
geralmente colocados inteiros; 

Recauchutagem – são adicionadas novas camadas de borracha nos pneus "carecas" ou sem friso. A recauchutagem aumenta a vida útil do pneu em 40% e economiza 80% de energia e matéria-prima em relação à produção de pneus novos

Reaproveitamento energético (fornos de cimento e usinas termoelétricas) - cada quilograma de pneu libera entre 8,3 a 8,5 kilowatts por hora de energia. Esta energia é até 30% maior do que a contida em 1 quilo de madeira ou carvão. As indústrias de papel e celulose e as fábricas de cal também são grandes usuárias de pneus em caldeiras, usando a carcaça inteira e aproveitando alguns óxidos contidos nos metais dos pneus radiais.

O QUE PODE SER FEITO 

Manter os pneus em lugar abrigado ou cobri-los para evitar que a água entre e se acumule.
Antes de jogar pneus num aterro, furar as carcaças para deixar escorrer a água ou cortá-las em muitos 
pedaços, para diminuir seu volume.

RECICLAR, porque: economiza energia - para cada meio quilo de borracha feita de materiais reciclados, são economizados cerca de 75% a 80% da energia necessária para produzir a mesma quantidade de borracha virgem (nova); economiza petróleo (uma das fontes de matéria-prima); reduz o custo final da borracha em mais de 50%. 

 REDUZIR o consumo dos pneus, mantendo-os adequadamente cheios e alinhados, fazendo rodízio e balanceamento a cada dez mil quilômetros e procurar usar pneus com tiras de aço, que têm uma durabilidade 90% maior do que o normal. 

O reaproveitamento de pneus inservíveis se constitui em todo o mundo em um desafio muito difícil, dadas as 
suas peculiaridades de durabilidade (em torno de 600 anos), quantidade, volume e peso e, principalmente, grande dificuldade de lhes propiciar uma nova destinação ecológica e economicamente viável.

A verdadeira reciclagem consiste em reutilizar determinado rejeito de forma útil e economicamente viável, e no caso do Asfalto ecológico, melhorando as características do asfalto tradicional. No nosso caso, a borracha introduzida no asfalto não é apenas um produto a mais, inerte, colocado apenas para rechear, na realidade a borracha é um grande melhorador do asfalto reconhecido mundialmente.

Ante a constatação da crescente quantidade de pneus descartados, as Prefeituras Municipais poderá fortalecer a parceria com  tem condições de reutilizar os pneus para ter um sentido de que sejam viabilizados a utilização a melhoria dos ligantes asfálticos usados em pavimentação. 

A parceria poderá transformar-se em uma realidade tecnológica de melhoria dos asfaltos, uma realidade ecológica por proporcionar uma destinação adequada aos pneus inservíveis e uma realidade econômica, pois a reciclagem do pneu cria um nicho comercial responsável pela geração de emprego e renda para a sociedade e para  Município e Estado. 

O Asfalto Ecológico é uma atividade comercial que amplia o horizonte da vida útil de nossas ruas e rodovias, pois aumenta a durabilidade do asfalto.

A incorporação de borracha de pneus inservíveis em revestimentos asfálticos de pavimentos rodoviários e urbanos tem sido empregada há algumas décadas no exterior. Podemos citar aplicações importantes no Canadá, Portugal, Austrália e principalmente nos Estados Unidos da América. Pesquisas e aplicações de inúmeras técnicas utilizando asfalto borracha são uma realidade inconteste nos estados americanos do Arizona, Califórnia e Flórida.

Historicamente, o asfalto borracha começou na década de 40, quando a Companhia de Reciclagem de Borracha, U.S. Rubber Reclaiming Company, introduziu no mercado um produto composto de material asfáltico e borracha desvulcanizada reciclada denominada RamflexTM. 

No entanto, Charles H. MacDonald, é considerado o pai do Asfalto Borracha nos Estados Unidos. No ano de 1963, ele desenvolveu um material altamente elástico para ser utilizado na manutenção de pavimentos asfálticos. O produto era composto de ligante asfáltico e 25% de borracha moída de pneu (de 0,6 a 1,2 mm), misturados a 190º C durante vinte minutos, para ser utilizado em remendos, conhecidos como “band-aid”.

A modificação ou melhoria dos ligantes asfálticos utilizados em pavimentação, com adição de borracha de 
pneus, é considerada uma alternativa atraente para o melhoramento das propriedades dos materiais betuminosos, já que o resultado final é um revestimento com características técnicas superiores às verificadas em misturas asfálticas convencionais.

A borracha constituinte do pneu possui excelentes propriedades físicas e químicas para ser incorporada ao ligante convencional, trazendo uma série de melhorias que se refletem diretamente na durabilidade do pavimento, a saber: a incorporação de agentes anti-oxidantes e inibidores da ação de raios ultravioleta que diminuem, sensivelmente, o envelhecimento do CAP, o aumento da resistência à ação química de óleos e combustíveis, a diminuição da suscetibilidade térmica e o aumento da deformação de tração admissível (melhorando o comportamento à fadiga).

VANTAGENS TÉCNICAS DO ASFALTO BORRACHA 

Segundo Zanzotto & Svec (1996) e Asphalt Rubber Pavement Association, o ligante modificado por borracha
granulada de pneus ou simplesmente asfalto borracha, apresenta as seguintes características: 

Redução da suscetibilidade térmica: misturas com ligante asfalto borracha são mais resistentes às
  • variações de temperatura, quer dizer, o seu desempenho tanto a altas como a baixas temperaturas é 
  • melhor quando comparado com pavimentos construídos com ligante convencional; 
  •  aumento da flexibilidade, devido a maior concentração de elastômeros na borracha de pneus; 
  •  melhor adesividade aos agregados; 
  •  aumento da vida útil do pavimento; 
  •  maior resistência ao envelhecimento: a presença de anti-oxidantes e carbono na borracha de pneus 
  • auxilia na redução do envelhecimento por oxidação; 
  •  maior resistência a propagação de trincas e a formação de trilhas de roda; 
  •  permite a redução da espessura do pavimento; 
  •  proporciona melhor aderência pneu-pavimento; 
  •  redução do ruído provocado pelo tráfego entre 65 e 85%
O Departamento de Transportes da Califórnia (CALTRANS) vem utilizando de forma sistemática o asfalto 
borracha por via úmida e desde 1987, as espessuras das camadas asfálticas com borracha, tem sido reduzidas em relação às necessárias para pavimentos convencionais.

O CALTRANS também reporta que em termos gerais os pavimentos com asfalto borracha possuem um desempenho muito bom, requerendo menos manutenção e tolerando deflexões superiores àquelas suportadas pelos pavimentos com asfalto convencional.

Por outro lado, relativamente ao envelhecimento do ligante asfáltico durante a usinagem e a sua vida útil, podemos relatar que este é minimizado com a utilização de asfalto borracha, tendo em vista dois fatores: 

  • a espessura de película sobre o agregado é superior àquela encontrada com CAPs convencionais (devido a maior viscosidade do ligante), tal fato garante um menor envelhecimento do ligante durante a usinagem; 
  •   a recuperação elástica do ligante após a simulação de envelhecimento no ensaio RTFOT, aponta ganho desta característica ao invés de perda que ocorre com os demais ligantes convencionais e modificados por outros polímeros (Morilha e Trichês, 2003). 
Este ganho de recuperação elástica após a simulação de usinagem é muito importante e muito provavelmente, este fenômeno também ocorre durante a usinagem no campo, proporcionando uma mistura asfáltica mais flexível mesmo após a oxidação que ocorre em todo o processo de fabricação e aplicação da massa asfáltica. 
Portanto este é mais um fator que contribui para o aumento da durabilidade da mistura asfáltica e conseqüentemente do revestimento. 

VANTAGENS ECOLÓGICAS E SOCIAIS DO ASFALTO BORRACHA

O aspecto ecológico e social deve ser reforçado como um benefício muito importante e adicional às melhorias que podemos observar na modificação do asfalto tradicional com a adição da borracha moída de pneus. Sob esta ótica, podemos citar os seguintes benefícios gerados:

Surgimento e fortalecimento de empresas especializadas na reciclagem de pneus para convertê-los em asfalto borracha;

Benefícios diretos ao setor público pela criação de novas fontes de tributos a ingressar no erário público, e adicionalmente serão criados novos empregos diretos nas empresas recicladoras e indiretos ligados ao processo de angariação e movimentação de pneus inservíveis;

Inibição maior aos focos de criação de insetos prejudiciais à saúde e até letais ao ser humano;

Redução da poluição visual causada pelo descarte de pneus em locais impróprios;

Diminuição do assoreamento de rios, lagos e baías, causados, em parte, pelo indevido descarte de pneus; 

Diminuição do número de pneus usados em depósitos, com a conseqüente redução do risco de incêndios incontroláveis e a não deposição de pneus, sob qualquer formato, em aterros sanitários.

Redução da demanda de petróleo (asfalto), por dois motivos: pela substituição de parte do asfalto por borracha moída de pneus e também pela maior durabilidade que será alcançada na vida útil de nossas estradas. Não podemos esquecer que o petróleo, e por conseqüência o asfalto, é uma fonte não renovável de energia. 

As conseqüências ecológicas, econômicas e sociais acima aliadas ao benefício técnico do novo ligante asfáltico criado com a borracha reciclada são muito interessantes e compõe um panorama muito benéfico para a sociedade.
Fonte:Plano de gerenciamento de resíduos da construção civil no município de Fortaleza-CE / Trabalho adaptado por Frank e Sustentabilidade

21 maio 2014

DADOS E ITENS PARA SE MONTAR E ADMINISTRAR UM ECOPONTO DE ENTULHO

DADOS E ITENS PARA SE MONTAR E ADMINISTRAR UM ECO PONTO DE ENTULHO

DADOS E ITENS PARA SE MONTAR E ADMINISTRAR UM ECOPONTO DE ENTULHO
Foto 1

A rede de Ecopontos – Unidades de Recebimentos para pequenos volumes ( Foto 1 ) é a expressão física do serviço público de coleta. Esta unidade é composta por toda uma infra-estrutura básica necessária ao bom funcionamento, dentre eles a instalação de uma linha telefônica local, onde o município também crie um serviço de disque - coleta (“disque coleta para pequenos volumes”) – um canal de contato dos geradores com pequenos coletores cadastrados atuantes na região, os quais devem ser incentivados a agrupar-se ao seu redor. A implantação deste serviço ( Foto 2 - Caricatura  de um Ecoponto ) certamente vai implicar em uma grande redução das possibilidades de descarte irregular dos resíduos em áreas clandestinas. 


DADOS E ITENS PARA SE MONTAR E ADMINISTRAR UM ECOPONTO DE ENTULHO

Foto 2 - Caricatura  de um Ecoponto 

Convém, ainda, para uma operação correta e eficiente do ponto de entrega, dar treinamento aos funcionários que ficará responsável pela unidade e capacita-lo para recebimento dos resíduos e controle administrativo da unidade. Estes são os aspectos operacionais importantes para abordagem nesse treinamento: 

 O limite estabelecido para o volume máximo das cargas individuais de resíduos que possam ser recebidos gratuitamente na unidade. Em diversos Municípios, a prática considera de pequeno volume as quantidades limitadas a 1 m3. 

 Impedimento do descarte de resíduos orgânicos domiciliares, de resíduos industriais e de resíduos dos serviços de saúde;

 A organização racional dos resíduos recebidos, para possibilitar a organização de circuitos de coleta que devem ser executados com o auxílio de equipamentos( Foto 3 ) e meios de transporte adequados.


DADOS E ITENS PARA SE MONTAR E ADMINISTRAR UM ECOPONTO DE ENTULHO
Foto 3



Os circuitos de coleta destinados a cobrir a rede de pontos de entrega voluntária permitirão a concentração de cargas de mesma natureza e, por conseguinte, a transformação de pequenos em grandes volumes, viáveis para o manejo nas instalações específicas da outra rede que, em conjunto, irá compor o sistema municipal de manejo e gestão sustentável dos resíduos de construção e resíduos volumosos

RESÍDUOS VOLUMOSOS

Os resíduos volumosos mais comuns nesta atividade são os gerados pelo serviço de poda e cortes de árvores, os móveis descartados (sofás, geladeiras, fogões, colchões, etc) e os Pneumáticos, que em função de suas características normalmente são descartados em terrenos baldios próximo aos locais geradores e que quase sempre são transportados pelos carroceiros para destinos não adequados, causando enormes transtornos operacionais aos serviços de coleta regular além de trazer danos estéticos e ambientais a população envolvida neste ( Foto 3 ) processo. 

Os carroceiros após passarem por um amplo programa de cadastramento para conhecimento de quantidade, tipo de carroças transportadoras, quantidades transportadas e tipo de resíduos transportados, serão submetidos a um programa de educação ambiental que atendam especificamente as suas necessidades de um novo e estruturante programa, composto de:

DADOS E ITENS PARA SE MONTAR E ADMINISTRAR UM ECOPONTO DE ENTULHO
Foto 4
  • Cursos de educação ambiental relacionados aos RCD’s, 
  •  Cursos de relacionamentos interpessoais, 
  •  Cursos de legislação específica de trânsito adaptado a sua realidade, e, 
  •  Outros que sejam necessários.

As carroças serão padronizadas e serão desenvolvidos treinamentos específicos para os carroceiros quanto a abordagem a comunidade, ao seu deslocamento dentro da malha urbana e a entrega dos materiais aos 
Ecopontos.
Fonte para Adaptação da publicação: Plano de gerenciamento de resíduos da construção civil no município de Fortaleza-CE

20 maio 2014

SISTEMA DE GESTÃO SUSTENTÁVEL PARA OS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL E RESÍDUOS VOLUMOSOS.

SISTEMA DE GESTÃO SUSTENTÁVEL PARA OS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL E RESÍDUOS VOLUMOSOS.


A definição e a implantação de um Sistema de Gestão Sustentável para os resíduos da construção e demolição no município é de extrema importância e se torna uma ação de maior relevância no que diz respeito ao controle da gestão urbana e o desenvolvimento sustentável. 
 RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL E RESÍDUOS  VOLUMOSOS.
BOTA - FORA DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL E RESÍDUOS  VOLUMOSOS.

O sistema de gestão sustentável dos resíduos de construção e demolição, de resíduos volumosos e de pneumáticos de um município tem que ser composto pelos seguintes elementos: 


Área de manejo para Pequeno Volume - Rede de Ecopontos,  Áreas para manejo de grandes volumes, como: 
  •  Áreas de Transbordo e Triagem de Resíduos – ATTR’s, 
  •  Áreas de Reciclagem de Resíduos da Construção e Demolição, 
  •  Aterros de Reservação.  
  •  Programa de Informação Ambiental e Conscientização, através do Programa de Ação Social  e Educação Ambiental; 
  •  Programa de Fiscalização e Monitoramento.
Estão mostradas abaixo ,o as principais iniciativas que vão estruturar o novo sistema de gestão sustentável de uma Prefeitura, para a superação dos atuais problemas e a definição das responsabilidades, deveres e direitos dos agentes envolvidos neste processo.
O novo sistema inclui ações centrais, com a implantação de duas redes de novas áreas de apoio (Rede de gestão de pequenos volumes e Redes de gestão de grandes volumes) e o desenvolvimento de dois programas específicos importantes, totalizando assim 04(quatro) importantes ações. Todas essas iniciativas têm como objetivo uma alteração significativa na gestão dos resíduos de construção e demolição, resíduos volumosos e pneumáticos em um Município.
SISTEMA DE GESTÃO PARA RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO E RESÍDUOS 
VOLUMOSOS 
FACILITAR DISCIPLINAR INCENTIVAR 
O descarte atores redução, segregação 
correto fluxos e reciclagem 

DISCIPLINAR INCENTIVAR 
 atores  
 fluxos 

INCENTIVAR 
 redução, segregação 
 e reciclagem

                                                                         AÇÃO 1                                                                                      
ÁREA PARA 
GESTÃO DE GRANDES VOLUMES 
(Área de triagem e transbordo, área de 
reciclagem, aterros para reservação ) 
(Ação privada regulamentada)

AÇÃO 2
      REDE PARA 
GESTÃO DE PEQUENOS VOLUMES 
(ECOPONTOS - distribuídos pela zona 
urbana) (serviço público de coleta)

AÇÃO 3 
AÇÃO SOCIAL E EDUCAÇÃO AMBIENTAL 

AÇÃO 4 
PROGRAMA DE MONITORAMENTO E FISCALIZAÇÃO 


Esse conjunto de ações forma uma unidade integrada, cuja formulação se alicerça no reconhecimento do fluxo cumprido pelos resíduos envolvidos, bem como no respeito aos limites de atuação de cada agente social envolvido nesse fluxo de atividades. A implementação das ações pode ser realizada de forma evolutiva, com metas de curto e médio prazo bem controladas. 
A implantação da rede de eco pontos e da área para manejo de grandes volumes (áreas de triagem e transbordo, áreas de reciclagem, áreas no aterro para reservação) e criar as condições de infra-estrutura para o exercício das responsabilidades a serem definidas no novo modelo de gestão. O objetivo é facilitar o descarte do RCD sob condições e em locais adequados; o disciplinamento dos atores e dos fluxos; e o incentivo à minimização da geração e à reciclagem, a partir da triagem obrigatória dos resíduos recolhidos. 
Os esforços precisam ser acompanhados de um programa de informação e conscientização, através do Programa de Ação Social e Educação Ambiental, específico e capaz de mudar o atual comportamento, descompromissado, para uma nova postura no manejo desses resíduos, na qual os geradores e coletores tenham compromisso com a qualidade ambiental da cidade. O processo de educação ambiental deve ser implementado, abrangendo o conjunto de atores, sempre acompanhado de um programa de monitoramento e fiscalização, que seja rigoroso e capaz de ampliar a adesão (ainda que compulsória) às novas áreas de apoio ofertadas e difundir a necessidade de compromissos por parte de geradores, coletores e receptores de resíduos. 
Este programa deve abranger também os carroceiros, com treinamentos e cursos específicos sobre legislações específicas (ambiental, trânsito, etc) e relacionamento interpessoal, fundamentais para desenvolver um sistema de inter relações entre eles e a comunidade. 

 O conjunto único de ações que define o sistema de gestão sustentável dos resíduos de construção e resíduos volumosos e que deve ser gerenciado por um NÚCLEO GESTOR, que garanta a sua eficiência, a manutenção de sua simplicidade e do caráter facilitador, o exercício das responsabilidades e a busca de resultados nas interações em parcerias, com a implementação de um processo de monitoramento e melhoria contínua, reduzindo significativamente no município a necessidade das antigas ações corretivas.
O Núcleo Gestor será formalizado por Órgãos responsáveis no município podendo ter como parceiros o SINDUSCON, o CREA e ONG’s, de forma a se ter um melhor controle sobre estes resíduos. 
O oferecimento de áreas de captação próximas às zonas geradoras caracteriza esses locais como solução definitiva (ou duradoura) para o problema; e, por não elevar os custos, preserva as condições de trabalho dos coletores (carroceiros) – agentes importantes como parte do sistema global de limpeza urbana. Além disso, esses locais conferem condições de sustentabilidade ao desenvolvimento urbano, expressas inclusive pela melhoria ambiental e de qualidade de vida nos bairros residenciais.
A triagem do RCD em classes diferenciadas, obrigatória para os resíduos recebidos, tal como estabelece a Resolução 307 do CONAMA (ver quadro abaixo) propicia as condições iniciais indispensáveis para a reciclagem, induzida ainda pelo incentivo ao uso de agregados reciclados em obras públicas.
O avanço da reciclagem significa redução dos custos de limpeza pública e das obras públicas onde os reciclados forem utilizados, e, consequentemente, preservação da vida útil das áreas de aterro remanescentes, com o alívio do ritmo de seu esgotamento. 

Classes em que deve ser enquadrado o RCD a ser triado

Classe
Integrantes
Destinação
A
Resíduos reutilizáveis ou recicláveis como agregados, tais como componentes  cerâmicos argamassas, concreto e outros,  inclusive solos.
Deverão ser reutilizados ou reciclados na forma de agregados; ou encaminhados a área de aterros de resíduos da construção civil, onde
deverão ser dispostos de modo a permitir sua posterior reciclagem, ou a futura utilização ou reciclagem futura
B
 
Resíduos recicláveis para outras destinações tais como: plástico, papel, e papelão, metais, vidro, madeira e outros.




Deverão ser reutilizados, reciclados ou encaminhados às áreas de armazenamento temporário, sendo disposto de modo a permitir a sua utilização ou reciclagem futura.
C

Resíduos para os quais não foram  desenvolvidas tecnologias ou aplicações economicamente viáveis para reciclagem / recuperação, tais como os restos de
produtos fabricados com gesso.




Deverão ser armazenados, transportados e receber destinação adequada, em conformidade com as normas técnicas especificas.
D

Resíduos perigosos oriundos da construção civil, tais como tintas, solventes, óleos e outros, como amianto, ou aqueles efetivos ou potencialmente contaminados, oriundos de obras e clínicas radiológicas, instalações,
indústrias e outras.




Deverão ser armazenados, transportados e receber destinação adequada, em conformidade com as normas técnicas especificas.
Obs: conforme definições da Resolução 307 do CONAMA. 

A triagem dos resíduos em classes é passo fundamental para a sua gestão adequada, razão pela qual devem ser incentivadas as práticas de “desmontagem seletiva” (desconstrução planejada das edificações) em substituição à demolição sem critérios, principalmente em edificações que contenham resíduos das classes C e D. Por outro lado, a transição do modelo vigente para o sistema definido deve ocorrer de forma gradativa, considerando que o desejável é a reciclagem da totalidade dos resíduos de construção gerados. 
Com a implantação gradativa e articulada do conjunto de ações anteriormente proposto, começa um processo, também gradativo, de erradicação das deposições irregulares e fechamento dos bota foras existentes —– o que elimina os episódios de agressão à paisagem urbana, de comprometimento de ambientes naturais importantes e, no caso dos bota-foras, de riscos quanto à estabilidade. Esse processo pode incluir, ainda, a transição daqueles bota-foras que satisfaçam aos requisitos técnicos essenciais para a nova forma de aterros de resíduos da construção civil, definida na Resolução 307 do CONAMA.

FONTE PARA ADAPTAÇÃO: PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA-CE

19 maio 2014

NA SUA CIDADE TEM ECOPONTOS DE RESÍDUOS SÓLIDOS

NA SUA CIDADE TEM ECO PONTOS DE RESÍDUOS SÓLIDOS COMO OS ENTULHOS


NA SUA CIDADE TEM ECOPONTOS OS RESÍDUOS SOLIDOS
NA SUA CIDADE TEM ECO PONTOS DE RESÍDUOS SÓLIDOS

 ECO PONTO - Estação de Entrega Voluntária de Inservíveis

O entulho gerado por construções, demolições e pequenas reformas em prédios ou residências, que são jogados de maneira ilegal em avenidas, ruas e praças, têm gerado sérios problemas ambientais para as cidades e para a população, que está perdendo espaços de lazer e recreação.

Para combater este tipo de crime, a Prefeitura tem que tomar iniciativas, através da Secretaria Municipal de Serviços (SES), para aumentar a oferta de áreas para deposição regular dos resíduos da construção e demolição de pequenos geradores, além de facilitar e incentivar a reciclagem desses materiais.

Ecopontos, que são locais de entrega voluntária de pequenos volumes de entulho (até 1 m³), grandes objetos (móveis, poda de árvores etc.) e resíduos recicláveis. Nos Ecopontos, o município poderá dispor o material gratuitamente em caçambas distintas para cada tipo de resíduo. A intenção de um ECO PONTO  é aumentar o número a limpeza urbana, levando para a população conhecimento que o lixo depositado irregularmente causa ao município e a saúde da população a sua cidade tem eco pontos para RESÍDUOS SÓLIDOS COMO OS ENTULHOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL QUE SÃO 54%  DO LIXO GERADO EM UM MUNICÍPIO.
Os Eco pontos podem funcionar de segunda à sábado das 6h às 22h e aos domingos e feriados das 6h às 18h.

17 maio 2014

17 DE MAIO DIA MUNDIAL DA RECICLAGEM


17 DE MAIO DIA MUNDIAL DA RECICLAGEM
17 DE MAIO DIA MUNDIAL DA RECICLAGEM

No dia 17 de maio é comemorado o Dia Mundial da Reciclagem! 




17 DE MAIO DIA MUNDIAL DA RECICLAGEM
17 DE MAIO DIA MUNDIAL DA RECICLAGEM


mas toda hora é hora de reciclar! 

Reciclar é o último dos 5 R’s da sustentabilidade, sendo a opção depois de tentarmos Recusar, reduzir, repensar no nosso consumo e reutilizar o que for possível. Você sabia que o Brasil perde R$ 8 bilhões por ano por não reciclar tudo que poderia?




17 DE MAIO DIA MUNDIAL DA RECICLAGEM
17 DE MAIO DIA MUNDIAL DA RECICLAGEM


 Mais de 900 cidades brasileiras têm coleta seletiva de lixo, mas isso ainda não é o suficiente! Para melhorar essa situação podemos seguir a filosofia dos cinco R’s mais à risca. Nós separamos algumas dicas para vocês sobre reutilização e redução de consumo no dia a dia: 
Reutilize embalagens de margarina e doces para guardar restos de comida

 Use guardanapos de pano em vez de papel 

Evite imprimir documentos que podem ser digitalizados

 Reutilize camisetas e cortinas como panos de limpeza

 Guarde água da chuva para regar plantas e lavar calçadas 

Faça o mesmo com a água que sai da máquina de lavar quando ela está enxaguando as roupas.

 Descarte corretamente o óleo de cozinha usado

 Doe objetos que você não usa para instituições de caridade Use latas, vidros de conserva e garrafas para fazer luminárias, vasos de plantas e revisteiros

 Utilize saco de papel em vez de saco plástico no banheiro

 Sempre carregue uma eco-bag.

 Descarte lixo eletrônico

 O objetivo disso tudo é vivermos em um mundo mais sustentável, causando menos impacto negativo no meio ambiente.  Faça sua parte

PROJETO CARROCEIROS - COMPANHEIROS DO AMANHÃ

PROJETO CARROCEIROS - COMPANHEIROS DO AMANHà

Objetivo Geral

Buscar a recuperação da qualidade do meio ambiente urbano, tornando o carroceiro agente de ações comunitárias, visando à diminuição da poluição urbana e do assoreamento de cursos d’água e dos sistemas de drenagem pluvial. 

Objetivos Específicos 

  • Possibilitar o cadastro, o conhecimento do universo da classe e estimular o associativismo dos carroceiros;

Modelo de Panfleto de um carroceiro de limpeza geral e Entulhos


  •  Permitir o esclarecimento e a orientação aos carroceiros quanto ao manejo, ao bem-estar, à alimentação e a prevenção de doenças dos animais; 

PROJETO CARROCEIROS - COMPANHEIROS DO AMANHÃ
PROJETO CARROCEIROS - COMPANHEIROS DO AMANHÃ



Orientação aos carroceiros
  •  Propiciar a Geração de material a baixo custo com a utilização da reciclagem do entulho coletado pelo carroceiro;  
  •  Possibilitar a discussão e acompanhamento da execução de políticas públicas voltadas para ações de educação ambiental e regulamentação com outros órgãos pertinentes
Estrutura do Programa

A metodologia do Projeto Carroceiros Companheiros contempla ações que objetivam a aproximação do carroceiro com o poder público para possibilitar conhecimento mútuo e uma relação de parceria e cooperação. 
Este projeto deve ser desenvolvido em duas frentes: técnica e social, onde os trabalhos do projeto são realizados de forma integrada, sendo a abordagem em cada uma das frentes direcionada aos aspectos específicos relacionados ao trabalho, à interferência na limpeza urbana, à discussão e à proposição de alternativas.

Passemos a explicar e detalhar cada uma das frentes envolvidas neste projeto técnico-social.

PROJETO CARROCEIROS - COMPANHEIROS DO AMANHÃ
PROJETO CARROCEIROS - COMPANHEIROS DO AMANHÃ

Na primeira frente, a técnica a atuação da secretaria responsável, a SEMAN ou EMLURB, visa informar, educar e conscientizar o carroceiro as implicações negativas da deposição indiscriminada de entulho na malha urbana. Nesse sentido, devem ser elaboradas orientações técnicas e ambientais sobre deposição de entulho, poda, pneumáticos, objetos volumosos como móveis e eletrodomésticos nas unidades denominadas de Ecopontos e/ou em outros locais autorizados pela fiscalização. 
Na segunda frente, a de atividades da frente social, busca-se o conhecimento dos carroceiros, sua forma de interação entre eles e com a comunidade, com o objetivo de incentivá-los a se organizarem como classe profissional. Para tanto, eles são informados sobre as vantagens do trabalho cooperado, a importância da sua atuação de forma responsável e profissional com a comunidade, entre outros benefícios. 
Pode-se ainda desenvolver em áreas pré-determinadas algumas capineiras, que possam gerar capins para que sejam utilizados pelos animais de forma comunitária, trazendo consigo uma solução de alimentação e nutrição dos animais envolvidos no processo. 
Para receber o apoio do programa, esses pequenos coletores deverão se cadastrar no novo sistema e assumir total compromisso de que farão a correta disposição dos resíduos nos pontos de entrega. Esse tipo de programa promove a inclusão social dos pequenos coletores do RCD gerado na cidade e, ainda, faz com que esses trabalhadores passem de degradadores ambientais a novos e valiosos agentes da limpeza urbana.

PROJETO CARROCEIROS - COMPANHEIROS DO AMANHÃ
PROJETO CARROCEIROS - COMPANHEIROS DO AMANHÃ

Uma central para triagem e reciclagem de entulhos onde se pode agregar todos trabalhos para a redução dos entulhos e bota foras em um município; fachada feita para um trabalho de conclusão de curso para levar a reciclagem para o interior do estado em Passos MG onde se tem cursos de engenharias,  gestão Ambiental, Assistência Social e outros, e o que se pode ver  é que falta de uma central de triagem e reciclagem de entulhos em um município que paga para estudar vários anos e segue áreas como a da reciclagem, reutilização, reaproveitamento, sustentabilidade etc, fica somente com  a teoria dos estudos sem praticar por falta de um local na região; e para se formar em uma faculdade precisa se ter um ano de pratica antes de sair e os que seguem está área saem sem praticar........continuando a baixo segue a trabalho sobre assistência social  projeto carroceiros  - companheiros do amanha......    
Criar um banco de áreas para aterramento aprovadas pela SEMAM

Para ampliar as possibilidades de disposição do RCD classe A, poderá ser criado um banco de áreas para aterramento - composto de lotes ou pequenas glebas urbanas, públicas ou particulares, que necessitem de aterramento de seus relevos, em caráter definitivo e de forma adequada, com vistas à implantação posterior de outra atividade urbana.
A implantação desse banco de áreas deve conter, além do cadastro das áreas disponíveis para aterramento, critérios corretos para atender à demanda de materiais limpos, definição das responsabilidades e procedimentos para o licenciamento e execução do aterramento.

Também deve ser exigido dos responsáveis pelas obras o uso exclusivo dos Resíduos Classe A, adequadamente triados nas instalações do novo sistema de gestão.

PROJETO CARROCEIROS - COMPANHEIROS DO AMANHà


PROJETO CARROCEIROS - COMPANHEIROS DO AMANHÃ
PROJETO CARROCEIROS - COMPANHEIROS DO AMANHÃ

SINDUSCON - MG um sindicato que ainda não existe na região de Passos - MG, e está fazendo falta para ajudar a trazer a educação ambiental para os municípios da região e para as construtoras na área da construção civil.  

Pode-se desenvolver uma parceria com o SINDUSCON – Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado, para especificamente no Município de Passos - MG, se desenvolver via convênio entre o Sindicato e a Prefeitura, uma parceria que nas novas edificações com áreas superiores a 1.000 m2 e nos edifícios acima de 02 pavimentos, seja o empreendedor obrigado a quando na realização do tapume da obra, divulgar o Programa de Gerenciamento da Construção Civil através de chamamentos de educação ambiental devidamente desenvolvido pelas Secretarias SEMAM. algo que não existe com o nome especifico na cidade de Passos - MG.

Também se sugere a possibilidade dos parceiros participarem do Programa Selo Verde que é conferido aos parceiros que apóiam iniciativas de caráter ambiental. O selo verde seria utilizado pelas empresas de construção civil em seus produtos como marketing ambiental. Uma comissão formada pelo SINDUSCON, Prefeitura de Passos - MG, Câmara de Passos - MG, e outros parceiros, fariam a melhor forma de escolher anualmente as empresas que teriam jus ao selo verde.

PROJETO CARROCEIROS - COMPANHEIROS DO AMANHÃ
ESTILO DE SELO VERDE EM MINAS GERAIS PARA MOSTRAR SUSTENTABILIDADE

 COMUNIDADE 

A primeira e a principal parceria desenvolvida no estabelecimento e na implantação de qualquer programa desenvolvido em um município sem dúvida é com a população, com a comunidade envolvida no projeto, no sentido de se estabelecer uma maior interação entre o poder público e a comunidade. 
Um importante projeto para diminuir a distância entre estes dois atores é sem dúvida a implantação de um amplo programa de comunicação social aos munícipes, através de um atendimento a população.

Fonte das Imagens de Frank e Sustentabilidade e outras de imagens no google onde podem encontra - lãs e os seus endereços
Fonte de Parte do Texto :Plano de gerenciamento de resíduos da construção civil no município de Fortaleza-CE / Trabalho adaptado por Frank e Sustentabilidade para Passos - MG