15 janeiro 2014

O DESCASO COM ENTULHOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL

O entulho da construção civil – uma montanha diária de resíduos formada por argamassa, areia, cerâmicas, concretos, madeira, metais, papéis, plásticos, pedras, tijolos, tintas, etc – tornou-se um sério problema nas grandes cidades brasileiras. E deveria estar na pauta das administrações municipais, já que a partir de julho de 2004, de acordo com a resolução 307 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), as prefeituras estarão proibidas de receber os resíduos de construção e demolição no aterro sanitário. Cada município deverá ter um plano integrado de gerenciamento de resíduos da construção civil.
BOTA - FORAS DE ENTULHO DA CONSTRUÇÃO CIVIL
BOTA - FORAS DE ENTULHO DA CONSTRUÇÃO CIVIL

 “Há muitos anos as políticas públicas estão voltadas ao lixo domiciliar e ao esgoto. Ignora-se o problema do resíduo da construção”, avalia o professor Vanderley John, do Departamento de Engenharia de Construção Civil da Escola Politécnica da USP. Envolvido com o estudo de resíduos da construção desde 1997, o professor é coordenador de um projeto de pesquisa desenvolvido em conjunto pela Escola Politécnica da USP e o Sinduscon SP. Integrado ao Programa de Tecnologia Para Habitação (Habitare), da FINEP, o projeto visa desenvolver normas técnicas para facilitar a reciclagem, além de metodologias de controle de qualidade dos produtos gerados. Outra meta é investigar novas aplicações para estes resíduos.
De acordo com o professor, resultados de pesquisas anteriores demonstram que as características dos resíduos de construção são muito variáveis. As tecnologias existentes não conseguem medir as características dos resíduos em tempo real de forma que mesmo agregados reciclados de excelente qualidade são empregados em funções menos exigentes, desvalorizando o produto. Assim, uma das metas mais ambiciosas da pesquisa é desenvolver um conjunto de tecnologias de caracterização dos resíduos que torne possível a identificação rápida e segura das oportunidades de reciclagem mais adequadas para cada lote. O objetivo é ampliar o mercado para os produtos reciclados e valorizar a fração de boa qualidade.
A expectativa da equipe é exportar a tecnologia para o mercado internacional, especialmente o Europeu, que está em franco desenvolvimento. De acordo com o professor, mesmo em paises europeus, como a Holanda, os métodos de controle de qualidade dos agregados reciclados ainda são precários. Ainda hoje são adotados métodos de caracterização da composição através de catação manual das diferentes frações, em um trabalho tedioso, caro e demorado. No projeto em andamento, este processo artesanal será substituído por um processo informatizado, de tratamento e análise de imagens digitais, geradas por câmeras de baixo custo.

Reciclagem de entulho
Reciclagem de entulho

Para desenvolvimento das metodologias, estão sendo estudados agregados reciclados reais de duas centrais de produção de agregado reciclado em São Paulo – um delas em Itaquera, e outra em Vinhedo . "Os resultados preliminares confirmam a grande variabilidade desse entulho. Mesmo em cidades bastante próximas, os resíduos se mostraram bastantes diversos em sua composição", avalia o engenheiro Sérgio C. Angulo, cujo doutorado é uma das pesquisas em desenvolvimento no âmbito do projeto. Segundo o pesquisador, talvez a constatação mais importante seja de que a qualidade média dos agregados é muito superior ao esperado.
As pesquisas neste campo vêm também gerando diversas publicações e trazendo colaborações na produção de documentos na área de reaproveitamento de resíduos da construção. Atualmente a equipe participa da redação de um texto para subsidiar documentos da Câmara Ambiental da Indústria e de São Paulo. Também participou da elaboração de uma norma para orientação das atividades em áreas de transbordo e outro para áreas de triagem de resíduos da construção – os documentos já foram encaminhados à Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Em breve o grupo deve enviar à associação um novo documento, que tem como abordagem o reaproveitamento do resíduo da construção como pavimento.

Diagnósticos

A alta taxa de geração de resíduos de construção e demolição e a histórica indiferença com o problema transformam o cumprimento à exigência do Conama em um enorme desafio. Estimativas indicam que o lixo resultante da construção, manutenção e demolição de casas e edifícios representa 40 a 60% do resíduo sólido urbano das grandes cidades. Os diagnósticos do problema realizados em diferentes projetos de pesquisa vêm levantando dados importantes para as cidades brasileiras. Segundo o professor, ainda que seja parcialmente clandestino, o negócio dos resíduos da construção gira anualmente, somente no município de São Paulo, cerca de 70 a 100 milhões de reais em atividades de transporte, área de aterros, além das despesas da prefeitura na remoção dos resíduos ilegalmente depositados, operação de central de transbordo e de um aterro de resíduos de construção.

Deposição Clandestina

Na grande maioria dos municípios, a maior parte desse lixo é depositado em bota-fora clandestinos, nas margens de rios e córregos ou em terrenos baldios. Esse destino inadequado provoca o entupimento e o assoreamento de cursos d'água, de bueiros e galerias, estando diretamente relacionado às constantes enchentes e à degradação de áreas urbanas, além de propiciar o desenvolvimento de vetores. Os bota-fora e os locais de disposições irregulares são também locais propícios para roedores, insetos peçonhentos (aranhas e escorpiões) e insetos transmissores de endemias, como a dengue.
Fonte do texto: www.escolher-e-construir.eng.br

O PROBLEMA DE ENTULHOS GERADOS PELA CONSTRUÇÃO CIVIL


A quantidade de entulho gerado nas construções que são realizadas nas cidades brasileiras demonstra um enorme desperdício de material. Os custos deste desperdício são distribuídos por toda a sociedade, não só pelo aumento do custo final das construções como também pelos custos de remoção e tratamento do entulho.

Na maioria das vezes, o entulho é retirado da obra e disposto clandestinamente em locais como terrenos baldios, margens de rios e de ruas das periferias. As prefeituras comprometem recursos, nem sempre mensuráveis, para a remoção ou tratamento desse entulho: tanto há o trabalho de retirar o entulho da margem de um rio como o de limpar galerias e desassorear o leito de córregos onde o material termina por se depositar.

A quantidade de entulho gerado nas construções que são realizadas nas cidades brasileiras demonstra um enorme desperdício de material. Os custos deste desperdício são distribuídos por toda a sociedade, não só pelo aumento do custo final das construções como também pelos custos de remoção e tratamento do entulho. Na maioria das vezes, o entulho é retirado da obra e disposto clandestinamente em locais como terrenos baldios, margens de rios e de ruas das periferias. As prefeituras comprometem recursos, nem sempre mensuráveis, para a remoção ou tratamento desse entulho: tanto há o trabalho de retirar o entulho da margem de um rio como o de limpar galerias e desassorear o leito de córregos onde o material termina por se depositar.


Termos Social ligando os entulhos a Sociedade 

O custo social total é praticamente impossível de ser determinado, pois suas consequências geram a degradação da qualidade de vida urbana em aspectos como transportes, enchentes, poluição visual, proliferação de vetores de doenças, entre outros. De um jeito ou de outro, toda a sociedade sofre com a deposição irregular de entulho e paga por isso. Como para outras formas de resíduos urbanos, também no caso do entulho o ideal é reduzir o volume e reciclar a maior quantidade possível do que for produzido.

A quantidade de entulho gerada nas cidades brasileiras é muito significativa e pode servir como um indicador do desperdício de materiais. Os resíduos de construção e demolição consistem em concreto, estuque, telhas, metais, madeira, gesso, aglomerados, pedras, carpetes etc. Muitos desses materiais e a maior parte do asfalto e do concreto utilizado em obras podem ser reciclados. Esta reciclagem pode tornar o custo de uma obra mais baixo e diminuir também o custo de sua disposição.

Note-se ainda que a demanda por habitação de baixo custo também torna interessante a viabilização de materiais de construção a custos inferiores aos existentes, porém sem abrir mão da garantia de qualidade dos materiais originalmente utilizados. Desta forma, o intuito do estudo, cujos resultados parciais são apresentados aqui, é o desenvolvimento de técnicas que garantam a qualidade de elementos construtivos produzidos com agregado derivado de entulho a custos inferiores aos agregados primários.


O custo social total é praticamente impossível de ser determinado, pois suas consequências geram a degradação da qualidade de vida urbana em aspectos como transportes, enchentes, poluição visual, proliferação de vetores de doenças, entre outros. De um jeito ou de outro, toda a sociedade sofre com a deposição irregular de entulho e paga por isso. Como para outras formas de resíduos urbanos, também no caso do entulho o ideal é reduzir o volume e reciclar a maior quantidade possível do que for produzido.  A quantidade de entulho gerada nas cidades brasileiras é muito significativa e pode servir como um indicador do desperdício de materiais. Os resíduos de construção e demolição consistem em concreto, estuque, telhas, metais, madeira, gesso, aglomerados, pedras, carpetes etc. Muitos desses materiais e a maior parte do asfalto e do concreto utilizado em obras podem ser reciclados. Esta reciclagem pode tornar o custo de uma obra mais baixo e diminuir também o custo de sua disposição.  Note-se ainda que a demanda por habitação de baixo custo também torna interessante a viabilização de materiais de construção a custos inferiores aos existentes, porém sem abrir mão da garantia de qualidade dos materiais originalmente utilizados. Desta forma, o intuito do estudo, cujos resultados parciais são apresentados aqui, é o desenvolvimento de técnicas que garantam a qualidade de elementos construtivos produzidos com agregado derivado de entulho a custos inferiores aos agregados primários.


Os estudos realizados com vistas ao emprego de agregados de entulho na fabricação de elementos de concreto dentro das condições de fabricação (traços) já utilizados na prefeitura da Universidade de São Paulo permitiram atingir as seguintes conclusões, para as amostras ensaiadas:

a reciclagem de entulho para os fins visualizados é viável;

os parâmetros de resistência à tração e flexão dos elementos de concreto com entulho são semelhantes e chegam a superar aqueles obtidos para elementos de concreto feitos com agregado primário;

os parâmetros de resistência à compressão do concreto de entulho podem atingir valores compatíveis ao concreto com agregado primário.

Reciclagem

Apesar de causar tantos problemas, o entulho deve ser visto como fonte de materiais de grande utilidade para a construção civil. Seu uso mais tradicional - em aterros - nem sempre é o mais racional, pois ele serve também para substituir materiais normalmente extraídos de jazidas ou pode se transformar em matéria-prima para componentes de construção, de qualidade comparável aos materiais tradicionais.


É possível produzir agregados - areia, brita e bica corrida para uso em pavimentação, contenção de encostas, canalização de córregos, e uso em argamassas e concreto. Da mesma maneira, pode-se fabricar componentes de construção - blocos, briquetes, tubos para drenagem, placas.


As prefeituras devem iniciar a implantação de um programa fazendo um levantamento da produção de entulho no município, estimando os custos diretos e indiretos causados pela deposição irregular. Com base nestas informações será possível determinar a tecnologia a ser empregada, os investimentos necessários e a aplicação dos resíduos reciclados.




A reciclagem de entulho pode ser realizada com instalações e equipamentos de baixo custo, apesar de existirem opções mais sofisticadas tecnologicamente.


 Havendo condições, pode ser realizado na própria obra que gera o resíduo, eliminando os custos de transporte. É possível contar com diversas opções tecnológicas, mas todas elas exigem áreas e equipamentos destinados à seleção, trituração e classificação de materiais. As opções mais sofisticadas permitem produzir a um custo mais baixo, empregando menos mão-de-obra e com qualidade superior. Exigem, no entanto, mais investimentos e uma escala maior de produção. Por estas características, adequam-se, normalmente, as cidades de maior porte.

A construção civil é atualmente o grande reciclador de resíduos provenientes de outras indústrias. A escória granulada de alto forno e cinzas são matéria prima comum nas construções.

Coleta do Entulho

Para resolver o problema do entulho é preciso organizar um sistema de coleta eficiente, minimizando o problema da deposição clandestina. É necessário estimular, facilitando o acesso a locais de deposição regular estabelecidos pela prefeitura.

A partir de uma coleta eficaz é possível introduzir práticas de reciclagem para o reaproveitamento do entulho. Para cidades maiores, é importante que a coleta de entulho seja realizada de forma desconcentrada, com instalações de recebimento de entulho em várias regiões da cidade.

Em contrapartida, é preciso lembrar que a concentração dos resíduos torna mais barata a sua reciclagem, reduzindo os gastos com transporte, que, em geral, é a questão mais importante num processo de reciclagem. Estabelecer dias de coleta por bairro, onde a população pode deixar o entulho nas calçadas para ser recolhido por caminhões da prefeitura é uma prática já adotada em alguns municípios.

A política de coleta do entulho deve ser integrada aos demais serviços de limpeza pública do município. Pode-se aproveitar programas já existentes ou, ao contrário, a partir do recolhimento de entulho implantar novos serviços como a coleta de "bagulhos" (por exemplo, móveis usados) que normalmente têm o mesmo tipo de deposição irregular e tão danosa quanto o entulho.

Mas o entulho surge não só da substituição de componentes pela reforma ou reconstrução



Muitas vezes é gerado por deficiências no processo construtivo como erros ou indefinições na elaboração dos projetos e na sua execução, má qualidade dos materiais empregados, perdas na estocagem e no transporte. Estes desperdícios podem ser atenuados através do aperfeiçoamento dos controles sobre a realização das obras públicas e também através de trabalhos conjuntos com empresas e trabalhadores da construção civil, visando aperfeiçoar os métodos construtivos, reduzindo a produção de entulho e os desperdícios de material.

No Brasil, entretanto, o reaproveitamento do entulho é restrito, praticamente, à sua utilização como material para aterro e, em muito menor escala, à conservação de estradas de terra. A prefeitura de São Paulo, em 1991, implantou uma usina de reciclagem com capacidade para 100 t/hora, produzindo material utilizado como sub-base para pavimentação de vias secundárias, numa experiência pioneira no Hemisfério Sul.

Estima-se que a construção civil seja responsável por até 50% do uso de recursos naturais em nossa sociedade, dependendo da tecnologia utilizada. Sabe-se também que, na construção de um edifício, o transporte e a fabricação dos materiais representam aproximadamente 80% da energia gasta.

Diferentes Aplicações

As propriedades de certos resíduos ou materiais secundários possibilitam sua aplicação na construção civil de maneira abrangente, em substituição parcial ou total da matéria-prima utilizada como insumo convencional. No entanto, devem ser submetidos a uma avaliação do risco de contaminação ambiental que seu uso poderá ocasionar durante o ciclo de vida do material e após sua destinação final.

Grandes pedaços de concreto podem ser aplicados como material de contenção para prevenção de processos erosivos na orla marítima e das correntes, ou usado em projetos como desenvolvimento de recifes artificiais. O entulho triturado pode ser utilizado em pavimentação de estradas, enchimento de fundações de construção e aterro de vias de acesso.

Importante: em alguns países já há indicação das autoridades de saúde para cuidados a serem tomados quando da manipulação de asfalto, por existirem materiais potencialmente cancerígenos. É recomendado o uso de equipamento de proteção individual (EPI).

Resultados Ambientais

Os principais resultados produzidos pela reciclagem do entulho são benefícios ambientais. A equação da qualidade de vida e da utilização não predatória dos recursos naturais é mais importante que a equação econômica. Os benefícios são conseguidos não só por se diminuir a deposição em locais inadequados (e suas consequências indesejáveis já apresentadas) como também por minimizar a necessidade de extração de matéria-prima em jazidas, o que nem sempre é adequadamente fiscalizado.

Reduz-se, ainda, a necessidade de destinação de áreas públicas para a deposição dos resíduos.

Resultados Econômicos

As experiências indicam que é vantajoso também economicamente substituir a deposição irregular do entulho pela sua reciclagem. O custo para a administração municipal é de US$ 10 por metro cúbico clandestinamente depositado, aproximadamente, incluindo a correção da deposição e o controle de doenças. Estima-se que o custo da reciclagem significa cerca de 25% desses custos. A produção de agregados com base no entulho pode gerar economias de mais de 80% em relação aos preços dos agregados convencionais.



ENTULHOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL GRUPOS E CLASSES


Entulho é o conjunto de fragmentos ou restos de tijolo, concreto, argamassa, aço, madeira, etc., provenientes do desperdício na construção, reforma e/ou demolição de estruturas, como prédios, residências e pontes.

O entulho de construção compõe-se, portanto, de restos e fragmentos de materiais, enquanto o de demolição é formado apenas por fragmentos, tendo por isso maior potencial qualitativo, comparativamente ao entulho de construção.


Entulho é o conjunto de fragmentos ou restos de tijolo, concreto, argamassa, aço, madeira, etc., provenientes do desperdício na construção, reforma e/ou demolição de estruturas, como prédios, residências e pontes.  O entulho de construção compõe-se, portanto, de restos e fragmentos de materiais, enquanto o de demolição é formado apenas por fragmentos, tendo por isso maior potencial qualitativo, comparativamente ao entulho de construção.


O processo de reciclagem do entulho, para a obtenção de agregados, basicamente envolve a seleção dos materiais recicláveis do entulho e a trituração em equipamentos apropriados.


Os resíduos encontrados predominantemente no entulho, que são recicláveis para a produção de agregados, pertencem a dois grupos:


Grupo I  são os da Classe A Recicláveis - materiais compostos de cimento, cal, areia e brita: concretos, argamassa, blocos de concreto.

Grupo II são os da Classe B RecicláveisComo os Plásticos, papel, papelão, metais, vidros, madeiras e embalagens vazias de tintas imobiliárias com filme seco de tinta. - materiais cerâmicos: telhas, manilhas, tijolos, azulejos.

Desses materiais, alguns são passíveis de serem selecionados e encaminhados para outros usos. Assim, embalagens de papel e papelão, madeira e mesmo vidro e metal podem ser recolhidos para reutilização ou reciclagem.


Podemos ver os Resíduos por Classes conforme a Resolução do Conama 307/2002 em:


 Classes A B C D DUAS DESTAS CLASSES SÃO RECICLAVEIS e outras duas não e uma destas não recicláveis e vista como perigosos e precisa seguir varia regras para se lidar com eles

Classe A Recicláveis como agregados que pode ser reciclado ou ser reutilizados como agregados britados Como o  concreto, argamassa, tijolos, blocos, telhas, solos provenientes de terraplanagem, e peças pré-moldadas de concreto (tubos, meios-fios).

Classe B Recicláveis para outras destinações são resíduos que podem ser reciclados para usos diferentes de agregados Como os Plásticos, papel, papelão, metais, vidros, madeiras e embalagens vazias de tintas imobiliárias com filme seco de tinta.

Classe C  Não é reciclável por falta de tecnologia economicamente viável de reciclagem: Resíduos para os quais, no momento da regulamentação, não havia tecnologia ou aplicação economicamente viável que permitisse sua reciclagem ou recuperação, embora dentro deles tem material que são recicláveis, mas não é economicamente viável pelo custo sem retorno como o Isopor nesta classe tem o  Gesso e isopor, embora para o gesso já existam tecnologias de reciclagem em desenvolvimento.

Classe D  Não recicláveis é Perigosos apresentam riscos à saúde pública ou ao meio ambiente e precisa seguir vários termos para se lidar com eles como na sua locomoção separação e armazenamento. como as Tintas, solventes, óleos, amianto como as telhas de fibrocimento, e materiais contaminados oriundos de clínicas radiológicas ou instalações industriais.

Precauções para se lidar com eles e o Funcionário usar EPI equipamento de proteção individual como:


Tipos de equipamentos:     Luvas de segurança     Botas de segurança     Máscaras de proteção respiratória     Óculos ou viseiras de proteção     Vestimentas de proteção/Uniformes adequados     Capacete de segurança     Manejo e Armazenamento


Tipos de equipamentos:

 

Luvas de segurança

 

Botas de segurança

 

Máscaras de proteção respiratória

 

Óculos ou viseiras de proteção

 

Vestimentas de proteção/Uniformes adequados

 

Capacete de segurança

 

Manejo e Armazenamento

 

Estes Resíduos quando descartados e trabalhados de modo irregular trazem vários danos à saúde as substâncias tóxicas, libera metais pesados que podem levar a câncer, problemas neurológicos (neurotoxicidade), respiratórios e infecções. Isso atrai vetores de doenças (dengue, chikungunya) e afeta ecossistemas, sendo um risco grave à saúde pública e ao meio ambiente.

 

As obras que mais geram resíduos Classe D (perigosos) são aquelas com uso intensivo de tintas, solventes, óleos, mantas asfálticas tóxicas e materiais contaminados, como reformas e demolições de hospitais, laboratórios, clínicas radiológicas, instalações industriais e pavimentações, além de telhas de fibrocimento (amianto), que exigem destinação especializada devido aos riscos à saúde e ao meio ambiente.

 

Tipos de Obras que geram Resíduos Classe D

 

Reformas e Reparos (Geral)

 

Obras de Infraestrutura e Pavimentação

 

Hospitais e Laboratórios

 

Instalações Industriais

 

Demolições Específicas

 

Apesar de representarem uma porcentagem menor do volume total (cerca de 1%), os resíduos Classe D são os mais críticos devido à sua toxicidade, exigindo segregação, armazenamento e destinação em aterros industriais ou por empresas especializadas para evitar contaminação ambiental e riscos à saúde.



BOTA FORA DE CARROCEIROS



DEVEMOS ESTAR SEMPRE ATENTOS AOS BOTA FORAS – que é o descarte irregular e criminoso de vários resíduos de construção e demolição que polui o ar contamina o solo, degrada áreas verdes são feito muitas vezes por carroceiros que não tem um lugar especifico para descartar os resíduos que recolhem em obras de pequeno porte e sem regulamentações corretas 

14 janeiro 2014

O TRATAMENTO DO CHORUME NOS ATERROS SANITÁRIOS

Saiba qual é o tratamento adequado para o chorume de aterros sanitários





Os aterros sanitários concentram uma grande quantidade de chorume, um líquido altamente poluente que surge no processo de putrefação de toda matéria orgânica descartada no lixo. Esse processo de decomposição inclui substâncias físicas, químicas e biológicas que, misturadas à água, dão origem a esse poluente viscoso de cor escura e odor extremamente forte.

 

LOCAL PARA TRATAMENTO DO CHORUME
LOCAL PARA TRATAMENTO DO CHORUME

 
 Ao ser automaticamente gerado e descartado no solo de maneira imprópria, o chorume pode ocasionar um grande impacto ao meio ambiente, pois possui baixa capacidade de biodegradabilidade. Sua alta carga de metais pesados, como chumbo e mercúrio, e os compostos orgânicos são fortemente tóxicos ao se infiltrarem no solo.
Uma grande concentração de chorume carrega substâncias capazes de atingir o lençol freático e contaminá-lo, acarretando em um ciclo de poluição da água desde a sua origem até os corpos abastecidos por ela. Esse ciclo se torna nocivo à natureza, aos animais e aos seres humanos.
O aterro sanitário é um espaço onde são descartados os resíduos recolhidos nas coletas de lixo. Nele, é aplicada a técnica de aterramento, onde esses resíduos são compactados e acomodados no solo, para em seguida serem cobertos por terra.
Um aterro sanitário é preparado com a impermeabilização, para que o chorume não tenha contato com o solo e a água subterrânea. Conta também com um canal de saída de gás, que drena o gás poluente gerado no processo de decomposição dos resíduos orgânicos e um sistema de drenagem de águas pluviais, para evitar que a água da chuva se junte ao chorume e aumente o seu volume.
Há ainda um sistema de coleta do chorume, que encaminha esse resíduo líquido para outro local, também impermeabilizado, como tanques ou lagoas de armazenamento. Antes de ser lançado na natureza, o efluente deve passar por um tratamento adequado a fim de neutralizar o seu odor e sua carga poluente.
A diversidade dos componentes que geram o chorume, o torna uma composição variável, o que dificulta a criação de um tratamento eficaz sem a realização de uma avaliação das características do lixo e do líquido gerado por ele.

  Por isso, existem diferentes tipos de tratamentos, como os tratamentos primário, oxidativo, biológico, separação com membranas, evaporação, dentre outros. Em um aterro sanitário, os tratamentos mais utilizados são o biológico, químico ou por oxidação.
O tratamento biológico é o mais comum na maioria dos aterros brasileiros e é considerado um dos mais eficientes, além de ser um processo relativamente simples e de baixo custo. É basicamente realizado em três etapas que utilizam lagoas anaeróbicas, aeróbicas e de estabilização.
Primeiro, em uma lagoa anaeróbica com profundidade de dois a quatro metros, o chorume é depositado para que inicie o processo de degradação da matéria orgânica pela falta de oxigênio, que leva cerca de sete dias para ocorrer.
Após esse período, ele recebe uma carga de oxigenação na lagoa aeróbica, que pode demorar de três a quatro dias para que sejam removidos os metais pesados.
A lagoa de estabilização é a última etapa do processo, onde é depositado o chorume em formato de lodo. Essa lagoa funciona como um leito onde esse lodo terá a matéria orgânica retida e, então, a água que restar poderá ser descartada ou reutilizada da melhor forma.

 No tratamento por oxidação, é feita a evaporação e queima do chorume, já no processo químico utiliza-se substâncias químicas para se obter um bom resultado.  Continuam sendo desenvolvidos estudos para a criação novos tipos de tratamento de chorume que sejam eficientes nos seus diferentes tipos de composição.
Dada a complexidade desse efluente e o impacto que ele pode causar quando descartado sem tratamento na natureza, percebemos o tamanho do desafio quando falamos em saneamento ambiental, principalmente para as regiões que não contam com aterros sanitários.

COMO FICOU O LIXÃO OU ATERRO SANITARIO DE SUA CIDADE EM 2014 ?

11 janeiro 2014

SOCIEDADE SUSTENTAVEL

Você sabe o que é sociedade sustentável?

Baseada em um novo modelo de desenvolvimento, a sociedade sustentável estabelece novos padrões de consumo, comportamento e sistemas produtivos

Em meio ao crescimento e intensificação dos problemas ambientais que colocam em risco o futuro do planeta, a sustentabilidade transformou-se em elemento chave na busca por soluções. A sociedade moderna enfrenta o grande desafio de encontrar um novo modelo de desenvolvimento, que leve em conta não só o crescimento econômico, mas a conservação dos recursos naturais, ecossistemas e das espécies.




  A relação harmônica entre os seres humanos e o meio ambiente é a base para a criação de uma sociedade sustentável. Este equilíbrio é a garantia da preservação e sobrevivência do planeta. Lester Brown, fundador do Worldwatch Institute, define a sociedade sustentável como “aquela que satisfaz as suas necessidades sem diminuir as possibilidades das gerações futuras de satisfazer as delas”.
O processo de construção de um novo modelo de desenvolvimento exige mudanças nas formas tradicionais de produção, nos hábitos de consumo e comportamento. O consumo consciente, descarte responsável e a adoção de sistemas produtivos limpos e ecológicos, que minimizem os impactos ambientais e possibilitem a recuperação e recomposição dos recursos naturais, são algumas das transformações essenciais para a formação desta nova sociedade.
Mesmo não havendo um modelo padrão para a sociedade sustentável, existem algumas características básicas determinantes para seu surgimento, como a substituição de combustíveis fósseis por fontes alternativas, de origem natural, renováveis e limpas (solar, eólica, entre outras); priorização de meios de transporte coletivos e menos poluentes; manejo equilibrado da terra; consumo consciente; utilização de materiais reciclados como principal fonte de matéria-prima, entre outros.
primeiro passo para a construção desta nova sociedade é a conscientização dos indivíduos. Para isso, é fundamental que a Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), instituída pela Lei Federal 9.795/1999, seja colocada em prática, promovendo conhecimento, valores e atitudes sustentáveis.

10 janeiro 2014

A GESTÃO DA LIMPEZA URBANA

A gestão de limpeza urbana


Estudos sobre gestão da limpeza urbana levanta dados de 14 cidades (8 estrangeiras e 6 brasileiras) concluindo que no Brasil as boas iniciativas ainda são isoladas e os investimentos são insuficientes para resolver o problema da destinação adequada dos resíduos sólidos.
A GESTÃO DA LIMPEZA URBANA
A GESTÃO DA LIMPEZA URBANA

A principal observação é que o setor (que responde pela execução dos serviços de coleta, limpeza de logradouros e destinação final dos resíduos) depende do envolvimento de todos os setores (inclusive da sociedade). A boa gestão de resíduos carece de programas de reciclagem, incentivos fiscais e penalidades, bem como da criação de um tributo específico para a coleta, além das taxas e impostos.
A cobrança direta pelo serviço de coleta de resíduos urbanos encontra resistência no país, mas, para os autores do estudo, corretamente aplicada, pode se tornar um mecanismo capaz de levar a população a ter uma postura mais atuante em relação ao seu papel na geração do lixo.
Na Na pesquisa encomendada pelo SELUR (Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana no Estado de São Paulo) e a ABLP (Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Urbana) à PriceWaterhouseCoopers constatou-se que: os gastos de limpeza urbana em Brasília correspondem a 4,7% do orçamento dessa capital; Salvador, 12,5%; Goiânia, 7,8%; Rio de Janeiro, 6,7%; Belo Horizonte, 6,0%; e São Paulo, 5,3%. Mas existem municípios brasileiros onde a limpeza urbana chega a consumir até 15% do orçamento municipal.
A Constituição Federal permite que os municípios estabeleçam a cobrança e tributos pela gestão de limpeza urbana. Entretanto, 40,1% das prefeituras não exercem esse direito, "e aqueles em que a cobrança é efetuada, o valor médio da receita municipal arrecadada pelos serviços de limpeza urbana é de R$ 31,00 habitante ao ano", completam os pesquisadores. Os municípios que utilizam a taxa de resíduos sólidos domiciliares dificilmente conseguem custear 100% dos serviços com essa arrecadação, complementados os gastos dessa atividade com recursos do Tesouro Municipal a partir de verbas orçamentárias de outros setores.
Como a atividade de gestão de resíduos é essencial a saúde pública não é possível realizar o corte desse serviço em caso de não pagamento, como acontece no fornecimento da luz e água quando o munícipe deixa de realizar o pagamento dessas tarifas. Por isso, a dificuldade de aplicar esse tipo de cobrança.
Entretanto, não basta apenas efetivar a cobrança para que a gestão de resíduos públicos seja eficiente. Os pesquisadores ressaltam que na maior parte das cidades brasileiras analisadas o modelo de gestão vigente está focado na implementação e fiscalização. Enquanto que o planejamento com visão de longo prazo é deixado de lado.
Dados do Ministério do Meio Ambiente revelam que, em 2000, cerca de 60% dos resíduos coletados foram depositados inadequadamente em lixões; 17% foram parar em aterros controlados; e apenas 13% acomodados em aterros sanitários. Os pesquisadores lembram que em uma década ocorreu o aumento de 12% dos resíduos depositados inadequadamente no solo.
Custos: média nacional x internacional
Os custos do serviço de limpeza urbana variam muito e envolvem questões culturais (consumismo, desperdício e falta de conscientização da população). A média internacional de gastos per capita em reais/ano nas cidades selecionadas pelo estudo foi de R$ 480,17. Já a média das cidades brasileiras foi de R$ 88,01.
As cidades internacionais produzem 20% mais resíduos por habitante e gastam cerca de 5 vezes mais em limpeza urbana, se comparada as brasileiras. Tóquio, por exemplo, gera cerca de 400 kg/hab/ano comparado a 350 kg/hab/ano em São Paulo. Em contrapartida, a metrópole japonesa investe 13 vezes mais por habitante do que a capital paulista.
Em Roma não existe um orçamento municipal para essa atividade, pois os gastos com o serviço de limpeza urbana são integralmente cobertos por uma taxa – um apartamento de 80 m2, ocupado por três pessoas paga cerca de 250,00 euros por ano. Tóquio investe em tecnologia para triagem e reciclagem de resíduos a fim de tornar mais eficiente o processo de descarte final, seja por meio de aterros ou incineração.
Os londrinos optaram por uma estrutura de compensação similar a adotada no mercado de carbono. As metas estabelecidas têm como objetivo reduzir a quantidade de resíduos urbanos biodegradáveis depositados nos aterros (Biodegradable Municipal Waste – BMW):
- 75% da redução de geração de BMW até 2010 em relação a 1995;
- 50% de redução da geração de BMW até 2013 em relação a 1995; e
- 35% de redução da geração de BMW até 2020 em relação a 1995.
"Em cada ano do regime (de 1 de abril a 31 de março), as autoridades responsáveis pela gestão dos resíduos sólidos podem destinar para os aterros sanitários a quantidade de BMW estabelecida por suas permissões (allowance). Uma permissão equivale a uma tonelada de BMW destinada a um aterro sanitário. Essas permissões podem ser comercializadas, ou seja, as autoridades que utilizam menos do que as permissões podem vendê-las para aquelas que utilizam mais do que as permissões que tinham", explicam os pesquisadores.
São Paulo x Rio de Janeiro
A cidade de São Paulo apresenta o maior custo e geração absoluta de resíduos sólidos urbanos (R$ 762 milhões ao ano de 2006, para 3,65 milhões de toneladas ano). A capital também apresenta o maior percentual de terceirização dessas atividades (99%).
São Paulo já tentou implementar a cobrança pelo serviço de gestão de resíduos. Em 2002 foi reinstituída a Taxa de Resíduos Sólidos Domiciliares (TRSD). "A referida Lei [nº 13.478] trouxe uma série de inovações, como a definição do sistema de limpeza urbana em São Paulo, a remuneração do concessionário, a classificação do potencial de geração de resíduos por residência, o conceito de grandes geradores e a criação da AMLURB (Autoridade Municipal de Limpeza Urbana)", responsável pela fiscalização. O decreto que instituiu a TRSD determinou, ainda, a isenção da taxa para os munícipes de viviam em local de difícil acesso e àqueles que geravam diariamente até 200 litros de resíduos sólidos comuns.
A cobrança foi extinta em 2005 devido a indagações quanto à sua constitucionalidade. Atualmente São Paulo não realiza nenhuma cobrança específica pelos serviços de limpeza urbana.
O Rio de Janeiro é a única entre todas as cidades selecionadas por esse estudo onde a arrecadação destinada para a limpeza urbana cobre todos os custos e ainda supera em 10% as despesas com a prestação desses serviços. A capital carioca "apresenta o menor índice de terceirização (31,8%) que corresponde à sua frota e à manutenção desta", completam os autores da pesquisa. O Rio de Janeiro também é a cidade com o menor custo por quilograma de resíduos sólidos urbanos.
O órgão responsável pela limpeza urbana é a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (COMLURB), sociedade de economia mista com administração pública. Até 1980 a COMLURB realizou a cobrança da tarifa de coleta de lixo (TCL). No mesmo ano, o Supremo Tribunal Federal entendeu que os serviços de gestão de resíduos urbanos têm ligação direta com a saúde pública, sendo essenciais à população. Portanto, não poderiam ser remunerados mediante tarifa, e sim por meio de taxas e impostos.
"No ano de 2000, a prefeitura do Rio de Janeiro extinguiu a taxa de limpeza urbana e criou a taxa de coleta de lixo, tendo como base de cálculo a produção de lixo per capita em cada bairro da cidade, bem como o uso e a localização do imóvel". Essa iniciativa resultou num diferencial de sete vezes entre a taxa mais baixa (bairros mais pobres) e mais alta (bairros mais ricos) cobranças no município.
A COMLURB também contratou associações de moradores de favelas para ajudar na coleta de lixo porta a porta e limpeza da vias nessas localidades, incentivando o comprometimento das comunidades na gestão pública de resíduos. 

ARMAS QUÍMICAS E POEMAS - ENGENHEIROS DO HAWAII - Acústico MTV

"O PREÇO QUE SE PAGA AS VEZES É ALTO DEMAIS,...... ELES GANHAM A CORRIDA ANTES MESMO DA LARGADA......... ELES QUEREM TE SEDAR.......NÃO QUEREM TE DEIXAR PENSAR.....AGORA EU PAGO OS MEUS PECADOS POR TER ACREDITADO QUE SÓ SE VIVE UMA VEZ.".........."QUEM SÃO ELES QUEM ELES PENSAM QUE SÃO"



ARMAS QUIMICAS E POEMAS - ENGENHEIROS DO HAWAII
ARMAS QUÍMICAS E POEMAS - ENGENHEIROS DO HAWAII


PARA QUEM NÃO TEM CULTURA.......CULTURA É LOUCURA?
É PARA QUEM GANHA DO CULTO É GANHO FÁCIL ATÉ CERTO PONTO.....

 

VÍDEO DE ARMAS QUÍMICAS E POEMAS NO ACÚSTICO



Eu me lembro muito bem
Como se fosse amanhã
O sol nascendo sem saber
O que iria iluminar
Eu abri meu coração
Como se fosse um motor
E na hora de voltar
Sobravam peças pelo chão

Mesmo assim eu fui à luta
Eu quis pagar pra ver

Aonde leva essa loucura?
Qual é a lógica do sistema?
Onde estavam as armas químicas?
O que diziam os poemas?

Afinal de contas
O que nos trouxe até aqui?
Medo ou coragem?
Talvez nenhum dos dois!
Sopra vento um carro passa pela praça
E já foi...já foi!

Por acaso eu fui à luta
Eu quis pagar pra ver!

Aonde leva essa loucura?
Qual é a lógica do sistema?
Onde estavam as armas químicas?
O que diziam os poemas?

O tempo nos faz esquecer
o que nos trouxe até aqui
mas eu lembro muito bem como se fosse amanhã

Quem prometeu um descanso em paz
Pra depois dos comerciais
Quem ficou pedindo mais
2x Armas químicas e poemas

Link: http://www.vagalume.com.br/engenheiros-do-hawaii/armas-quimicas-e-poemas.html#ixzz2pzqrc5Li