22 dezembro 2015

RECICLAGEM DO PAPEL

A reciclagem de papel é um processo essencial para a economia circular, permitindo que as fibras de celulose sejam reaproveitadas em média de quatro a sete vezes antes de perderem sua resistência. No Brasil, a taxa de recuperação de papel já atinge cerca de 67%.

A reciclagem de papel no Brasil pode impulsionar a economia e ampliar a geração de renda e empregos. Além de impactar diretamente o meio ambiente, ajudando na proteção da natureza, o setor tem boas possibilidades de crescimento. No entanto, antes de abordar a importância da reciclagem desse material, partiremos da história do papel no Brasil.

A reciclagem de papel é um processo essencial para a economia circular, permitindo que as fibras de celulose sejam reaproveitadas em média de quatro a sete vezes antes de perderem sua resistência. No Brasil, a taxa de recuperação de papel já atinge cerca de 67%.  A reciclagem de papel no Brasil pode impulsionar a economia e ampliar a geração de renda e empregos. Além de impactar diretamente o meio ambiente, ajudando na proteção da natureza, o setor tem boas possibilidades de crescimento. No entanto, antes de abordar a importância da reciclagem desse material, partiremos da história do papel no Brasil.


Foi em 1.852 que a primeira fábrica se instalou, mas somente em 1.956 ocorreu investimento governamental significativo no setor. O aporte de recursos de uma empresa norueguesa no Rio Grande do Sul, em 1.968, iniciou o processo de potencialidade do Brasil na produção em larga escala de papel.

A partir da década de 70, com incentivos do governo para a produção de papel para exportação, ocorreu crescimento significativo para o setor consolidado já na década seguinte. A reciclagem de papel no Brasil começou a ganhar força na década de 1970, impulsionada pela crise do petróleo e o aumento da conscientização ambiental, embora experiências documentadas de coleta seletiva tenham surgido com mais força nos anos 1980. Uma das primeiras experiências formais ocorreu em 1985, em Niterói-RJ, liderada pelo professor Emilio Eigenheer.

A reciclagem de papel no Brasil evoluiu de uma necessidade de escassez de matéria-prima para uma indústria focada em sustentabilidade e na redução do impacto ambiental, com destaque para a economia de recursos hídricos e preservação de árvores.

A IMPORTÂNCIA DA RECICLAGEM DO PAPEL PARA A NATUREZA

A reciclagem de papel é vital para a natureza, pois poupa árvores, economiza até 80% de água e energia, e reduz poluentes em até 74% no ar e 35% na água. Ela diminui o desmatamento, protege habitats e evita a sobrecarga de aterros sanitários com resíduos que liberam metano.

Os principais impactos positivos incluem:

Preservação da Biodiversidade: Reduz a necessidade de matéria-prima virgem, poupando árvores e ecossistemas.

Economia de Recursos: Produzir papel reciclado consome muito menos água e energia do que o papel virgem.

Redução da Poluição: Evita a contaminação do solo e da água ao reduzir o volume de resíduos em lixões.

Ciclo Sustentável: Papéis podem ser reciclados várias vezes, reduzindo o impacto ambiental geral.

Impacto Social: Gera empregos e renda para milhares de pessoas na coleta e reciclagem

A cada tonelada de papel reciclado, cerca de 20 a 30 árvores podem ser poupadas

A reciclagem de papel transforma resíduos em nova matéria-prima através de coleta, separação por tipo, trituração e mistura com água para criar uma pasta de celulose. Essa polpa passa por limpeza (remoção de contaminantes), desinfeção, branqueamento e refinação, antes de ser prensada, seca e transformada em bobinas de papel novo.


A IMPORTÂNCIA DA RECICLAGEM DO PAPEL PARA A NATUREZA  A reciclagem de papel é vital para a natureza, pois poupa árvores, economiza até 80% de água e energia, e reduz poluentes em até 74% no ar e 35% na água. Ela diminui o desmatamento, protege habitats e evita a sobrecarga de aterros sanitários com resíduos que liberam metano.  Os principais impactos positivos incluem:  Preservação da Biodiversidade: Reduz a necessidade de matéria-prima virgem, poupando árvores e ecossistemas.  Economia de Recursos: Produzir papel reciclado consome muito menos água e energia do que o papel virgem.  Redução da Poluição: Evita a contaminação do solo e da água ao reduzir o volume de resíduos em lixões.  Ciclo Sustentável: Papéis podem ser reciclados várias vezes, reduzindo o impacto ambiental geral.  Impacto Social: Gera empregos e renda para milhares de pessoas na coleta e reciclagem  A cada tonelada de papel reciclado, cerca de 20 a 30 árvores podem ser poupadas   A reciclagem de papel transforma resíduos em nova matéria-prima através de coleta, separação por tipo, trituração e mistura com água para criar uma pasta de celulose. Essa polpa passa por limpeza (remoção de contaminantes), desinfeção, branqueamento e refinação, antes de ser prensada, seca e transformada em bobinas de papel novo.
RECICLAGEM DO PAPEL


 Com o mesmo processo com que faz o papel comum – só muda a matéria-prima.

O material recolhido para a reciclagem precisa ser transformado em massa de fibra de celulose antes de entrar nas máquinas, mas, depois, os aparelhos e procedimentos são os mesmos. Geral- mente, o papel vendido como reciclado tem apenas parte de sua matéria-prima vinda do reaproveitamento. Isso porque, quanto maior a quantidade de papel reciclado, mais frágil será o produto final. Mas a indústria papeleira nacional já é 100% sustentável: todos os fabricantes usam madeira de reflorestamento.


 

Em 2010, papel reciclado salvou cerca de 46 milhões de árvores.

1. A matéria-prima tem duas fontes principais: o papel pós consumo (caixas, embalagens, jornais etc.) e o pré consumo, que são restos da própria indústria. Em média, o pós é 30% do que é reciclado e é vendido às fábricas por cooperativas que fazem a coleta seletiva do material


2. O papel recolhido para a reciclagem passa por trituradores que o despedaçam. Os pedacinhos são chamados de aparas e se categorizam em 22 tipos, conforme origem e pureza do material original. Quanto menos impressão, plásticos e afins tiver o papel, mais pura a apara


3. As aparas são jogadas em um mega liquidificador, que as mistura com água e aditivos até formar uma massa de fibra de celulose. Ela passa por uma filtragem com produtos químicos para que saiam impurezas como tinta de impressão, restos de plastificação e até grampos


4. A fibra da reciclagem é unida à fibra virgem e a massa, ainda úmida, vai passando por várias esteiras e rolos, que a prensam e secam de acordo com o tipo de papel que se quer fazer. A espessura do papel também é ajustada nessa etapa


5. O material pronto é enrolado em bobinas, que são levadas para o setor de acabamento. Lá, são conectadas a uma máquina chamada cortadeira, que utiliza lâminas para picotar o rolo de papel nos pedaços de tamanhos desejados para vender. O produto final é empacotado em seguida


  • Não dá para reciclar o mesmo papel eternamente. em média, o processo pode ser repetido até dez vezes
 
FONTES Associação Brasileira de Celulose e Papel, Associação Brasileira de Normas Técnicas e Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas