A Educação para a
Sustentabilidade transforma valores e comportamentos para garantir um futuro
equilibrado, integrando aspectos ambientais, sociais e econômicos para melhorar
a qualidade de vida. Ela capacita indivíduos a agirem localmente com consciência
global, promovendo justiça social, consumo consciente e conservação ambiental.
A Carta da Terra no Brasil em
2026 continua sendo um dos pilares éticos para o desenvolvimento sustentável,
direitos humanos e paz. Recentemente, em junho de 2025, a iniciativa celebrou
seus 25 anos com o evento "25 anos da Carta da Terra – O Estado do Mundo e
a Urgência de uma Consciência Planetária", reforçando a necessidade da
ética do cuidado.
Envolver um município com a
Carta da Terra envolve transformá-la de um documento teórico em um guia ético
para políticas públicas e ações comunitárias. A Carta da Terra foca em quatro
pilares principais: respeito e cuidado com a comunidade da vida, integridade
ecológica, justiça social e econômica, e democracia, não violência e paz.
A implementação da Carta da
Terra em um município não é uma "obrigação" legal direta (ou seja,
não é uma lei federal que pune quem não o fizer), mas sim um compromisso ético
e voluntário assumido pela gestão pública e pela sociedade civil
O envolvimento da prefeitura
com este documento é, portanto, uma responsabilidade compartilhada com o
objetivo de promover o desenvolvimento sustentável, a paz e a justiça social
- Sustentabilidade e Meio
Ambiente
- Questão Agrária e Direitos
- Eventos e Outros Documentos
VEJA TERMOS DA CARTA DA TERRA E SUA IMPORÂNCIA
A Carta da Terra é uma
declaração internacional de princípios éticos fundamentais para a construção de
uma sociedade global justa, sustentável e pacífica no século XXI. Lançada em
2000 após um longo processo participativo, ela busca inspirar interdependência
e responsabilidade compartilhada para o bem-estar de toda a comunidade da vida.
1. Respeito e Cuidado com a
Comunidade da Vida: Respeitar a Terra e a vida em toda sua diversidade, cuidar
da comunidade da vida com compreensão, compaixão e amor.
2. Integridade Ecológica:
Proteger e restaurar a integridade dos sistemas ecológicos da Terra, com
especial preocupação pela diversidade biológica e pelos processos naturais que
sustentam a vida.
3. Justiça Social e Econômica:
Erradicar a pobreza como um imperativo ético, social e ambiental, garantindo
que o desenvolvimento econômico seja equitativo e sustentável.
4. Democracia, Não Violência e
Paz: Fortalecer as instituições democráticas, integrar a educação para a
sustentabilidade, e promover uma cultura de tolerância, não violência e paz
A Carta da Terra funciona como
um chamado à ação, transformando a consciência ecológica em medidas práticas
para a preservação do planeta.

EDUCAÇÃO PARA A SUSTENTABILIDADE LIGANDO A CARTA DA TERRA PARA UMA SOCIEDADE JUSTA
Objetivos gerais
Integrar
na educação formal e na aprendizagem ao longo da vida valores e habilidades
para um modo de vida sustentável e saudável, como descrito nos pilares da Carta da Terra e itens que ainda não são abortados especificamente como a educação tecnológica, mas aborda a
tecnologia como uma ferramenta essencial que deve ser orientada por uma ética
da sustentabilidade
Podemos ver os pontos de conexão
entre os princípios do documento e o papel da tecnologia na educação:
A Carta da Terra afirma
explicitamente que a humanidade já possui o conhecimento e a tecnologia
necessários para prover as necessidades básicas de todos e reduzir os impactos
ambientais. Na educação, isso se traduz em:
Acesso à Informação: Utilizar
ferramentas digitais para democratizar o conhecimento ambiental e científico.
Soluções Sustentáveis: Ensinar
o uso de tecnologias para eficiência energética, energias renováveis e redução
de desperdícios.
Integridade Ecológica e
Inovação (Pilar II)
O documento incentiva o
desenvolvimento de tecnologias que imitem sistemas naturais e minimizem danos à
biosfera. A educação tecnológica deve promover:
Design Sustentável: Formação
de profissionais (como engenheiros) que utilizem a Carta da Terra como guia
para criar infraestruturas verdes e cidades resilientes.
Monitoramento Ambiental: Uso
de ferramentas como IA e drones para a conservação da biodiversidade e
recuperação de ecossistemas.
Ética e Responsabilidade
Digital (Pilar III e IV)
A Carta enfatiza que o
desenvolvimento humano deve focar em "ser mais, não ter mais". No
contexto tecnológico, isso significa:
Consumo Consciente: Refletir
sobre a obsolescência programada e o impacto ambiental da produção de
dispositivos.
Sustentabilidade da Própria
Tecnologia: Questionar o custo energético de tecnologias como a Inteligência
Artificial, buscando um equilíbrio entre inovação e responsabilidade
planetária.
Aplicação Prática na Educação
Escolas e instituições podem
integrar esses valores através de:
Selo Escola Carta da Terra: Um
programa que avalia como a instituição integra ética e sustentabilidade em sua
cultura e processos pedagógicos.
Educação para a Cidadania
Global: O uso de redes digitais para conectar estudantes a movimentos globais
de sustentabilidade, promovendo a cooperação internacional.
Objetivos
específicos
•Prover a
todos, especialmente crianças e jovens, oportunidades educativas que lhes
permitam papel protagonista no desenvolvimento sustentável local e regional;
•Promover
a contribuição das artes, humanidades e ciências na educação formal para a
sustentabilidade;
•Assegurar
o papel dos meios de comunicação de massa no aumento da conscientização sobre
os desafios ecológicos e sociais;
•Reconhecer
a importância da educação ética, baseada em valores, para uma condição de vida
sustentável.
O que entendemos por educação para a sustentabilidade e qualidade
de vida
A
sustentabilidade envolve o uso inteligente de novas tecnologias, o estudo dos
potenciais locais, a geração de formas mais democráticas de decisão sobre o uso
dos recursos e a busca de soluções diferenciadas segundo as diferentes regiões
ou bairros.
A educação deve servir menos para permitir à pessoa escapar de sua
realidade e mais para ajudar a transformá-la. Neste sentido, as pessoas devem
se apropriar do conhecimento do local onde vivem, das suas dificuldades
e de seus potenciais.
Cada universidade pode gerar um centro de documentação
sobre a sua região, e organizar uma rede de consulta científica para assegurar o
conhecimento sobre todo o território, e ser uma articuladora do conhecimento
necessário aos diversos agentes
econômicos e sociais.
Há numerosas experiências no Brasil, como Pintadas (BA),
onde se ensinam os problemas e potenciais do semi-árido, porque é a realidade
local, ou o movimento Minha Escola/ Meu Lugar, em Santa Catarina, ou ainda os
Arranjos Educativos Locais, no Paraná.
Se quisermos ter desenvolvimento
sustentável, devemos ter pessoas com a formação correspondente. A educação
passa assim a ser vista para além da sala de aula, evoluindo para a gestão
integrada do conhecimento no território.
O Plano de
Ação do Departamento para Educação e Habilidades da Inglaterra (DFES) tem como
meta: “Todos os alunos irão desenvolver as habilidades, conhecimento e base de
valor para serem cidadãos ativos na criação de uma sociedade mais sustentável
(STATUS - Sustainability Tools and Targets for the Urban Thematic Strategy).
Já acontece
Minha
Escola, Meu Lugar O Projeto lançado em 2005 se baseia na convicção de que o espaço de
vivência cotidiana das pessoas constitui o lócus da produção individual e
coletiva do trabalho, da cultura, da tecnologia e das identidades.
O lugar,
enquanto palco das relações que os homens estabelecem com a territorialidade, é
o espaço legítimo da intervenção humana, geralmente produzida na direção da
melhoria das condições de vida dos sujeitos que o
constituem.
Tem como propósito maior fortalecer a ação da escola como
instituição promotora de desenvolvimento e de aprendizagem, além de estimular a
implementação de ações que despertem o espírito protagonista dos estudantes
como agentes sociais capazes de transformar o seu lugar. A escola deve ser um
polo irradiador de ações coletivas que projetem o desenvolvimento local.
É a
partir dela que os atores sociais mais jovens e com grandes talentos podem
mobilizar a comunidade para a implementação de políticas sociais capazes de
promover o desenvolvimento local.
Objetivos
Fortalecer
a ação da escola como instituição promotora de desenvolvimento e de aprendizagem,
além de estimular a implementação de ações que despertem o espírito
protagonista dos estudantes.
Resultados
Criação do
caderno pedagógico “Minha Escola, Meu Lugar”, que apresenta uma rica abordagem metodológica sobre o conceito de lugar e as possibilidades de participação e contribuição
dos estudantes na promoção do desenvolvimento local.
Constitui-se, portanto, em
excelente referencial para subsidiar os
trabalhos dos educadores da rede pública estadual de ensino de Santa Catarina.
Fonte: .diaadiaeducacao.sc.gov.br
Estado: Santa
Catarina
País: Brasil
População: 6,2
milhões
Iniciativa
australiana por escolas sustentáveis (AuSSI)
Em agosto
de 2004, uma parceria do governo australiano, dos estados e dos territórios,
visa apoiar as escolas e suas comunidades para se tornarem sustentáveis.
Por
meio de experiências de aprendizagem da vida real, são trabalhadas a melhora na
gestão dos recursos e das instalações das escolas (energia, resíduos, água,
biodiversidade, paisagismo, produtos e materiais) e temas relacionados às questões
sociais e financeiras. Alguns dos princípios orientadores da iniciativa são:
o
desenvolvimento de uma nova cultura escolar comprometida com os princípios da
sustentabilidade; a realização de ações concretas de aprendizagem e integração
com os currículos escolares; o incentivo à participação da comunidade local ligada à
escola; o desenvolvimento de relações com outras áreas que tenham impacto sobre
a organização e a gestão da escola; o envolvimento dos jovens e o encorajamento
das escolas para atingir resultados sociais, ambientais, educacionais e
financeiros mensuráveis.
Mais de 2000 unidades de educação já estão participando
do programa e relatam reduções de até 80% na coleta de resíduos, de até 60% no
consumo de água, e economia de 20% no uso de energia, com redução proporcional
das emissões de gases de efeito de estufa. As famílias de toda a Austrália têm
sido influenciadas pela iniciativa.
Fonte: .environment.gov.
País: Austrália
População: 21
milhões
Araçuaí
Sustentável
O
principal objetivo do programa é articular tecnologia sociais em uma mesma
cidade, potencializando o trabalho de educação popular já existente e
implementando novas ações nas áreas de segurança alimentar e hídrica,
agroecologia e energias renováveis, orientando o desenvolvimento
local no sentido da sustentabilidade em suas dimensões social, ambiental e
econômica.
“A
transformação social como causa, um Brasil sustentável como meta”, é o lema
deste projeto que teve início em 2005. Para atingir os objetivos, foram usadas
três premissas ou estratégias metodológicas: o território como ponto de
partida, as alianças interinstitucionais e as tecnologias conectadas de forma sistêmica.
Por sua vez, todas as atividades estão conectadas com os sete focos do projeto:
água, energia, alimento, habitação, trabalho, educação e cultura.
Fonte: cpcd.org.br/
Cidade: Araçuaí
País: Brasil
População: 37 mil
Arranjos
Educativos Locais (AEL)
O projeto piloto foi instalado na comunidade de Campo Largo, em setembro de 2009.
Trata-se de uma ação proposta pelo Sesi/Senai do Paraná, que visa, por meio da
interação comunidade indústria, apoiar o desenvolvimento de comunidades a
partir da valorização dos ativos sociais, ambientais, culturais e econômicos já
existentes.
Em sinergia, todos os atores definem temas prioritários para sua
localidade, que serão abordados em atividades práticas de educação transformadora,
orientadas para o desenvolvimento humano e para a sustentabilidade. Dessa forma
os AEL representam uma proposta inovadora, na qual, por meio de um espaço
democrático, criam-se oportunidades de aprendizagem.
Fonte: .fiepr.org.br
Cidade: Curitiba
País: Brasil
População: 1,8
milhão
Fundação Casa
Grande - Memorial do Homem Kariri
Tem como
missão a formação educacional de crianças e jovens protagonistas em gestão
cultural por meio dos programas Memória, Comunicação, Artes e Turismo.
Os
programas de formação desenvolvem atividades de complementação escolar por meio
dos laboratórios de conteúdo e
produção. O objetivo é a formação interdisciplinar das crianças e jovens, a
sensibilização para ver, ouvir, fazer e conviver com acesso à qualidade do
conteúdo e ampliação do repertório. Hoje é uma escola de referência em educação
e tem a visão de levar “o mundo ao sertão”. Mas não qualquer mundo, e sim um
mundo que proporcione a crianças e jovens o empoderamento pela cultura e pela
cidadania.
Para proporcionar o acesso de outras comunidades, foi criado o
“Turismo de Conteúdo”, abrindo à pesquisa os laboratórios de conteúdo da
fundação para um público que, em 2006, chegou a 28 mil pessoas.
Fonte:.fundacaocasagrande.org.br
Cidade: Nova
Olinda
País: Brasil
População: 13 mil
O projeto,
iniciado em 1997, tem o desafio de transformar a comunidade em um ambiente de
aprendizagem, ampliando os limites das salas de aula.
Educar converte-se,
então, numa responsabilidade
coletiva, na qual professores e gestores passam a contar permanentemente com as
mais diversas parcerias públicas e privadas, a começar pelas famílias. Busca-se,
assim, criar uma malha multidisciplinar em que se aproveitam todas as ofertas
possíveis em torno da educação. O programa é implementado conjuntamente pelo
poder público municipal, pelas escolas, pelos parceiros e por educadores
comunitários.
Fonte: /aprendiz.uol.com.br
Cidade: São Paulo
País: Brasil
População: 11
milhões