20 junho 2014

AÇÕES QUE SE DEVE SEGUIR PARA CHEGAR A TER UMA CENTRAL DE RECICLAGEM NO MUNICIPIO - 2ª Parte

Uma  usina de reciclagem devera ter os seguintes itens mostrado abaixo, que serve como subsídio para a sua implantação.

ações a se seguir para chegar a obter uma central de reciclagem no município
Ações a se seguir para chegar a obter uma central de reciclagem no município



1 – Guaritas 

 2 – Escritórios de recepção 

3 – Vestiários
 
4 – Refeitórios

5 – Auditório

6 – Unidades de recepção de volumosos

7 – Unidades de Triagem

8 – Pátio de artefatos 1

9 – Pátio de artefatos 2

10 – Almoxarifado/Apoio

11 – Usina de reciclagem de entulho

A área de reciclagem do RCD classe A abriga os processos de trituração e peneiração dos resíduos de concreto, alvenaria, argamassas e outros, para produção dos agregados reciclados.
 A reciclagem da madeira presente nos resíduos de construção também envolve o trabalho de trituração, com o emprego de equipamentos mecânicos específicos, para a produção de “cavacos”; ou envolve seu corte simples, com ferramentas manuais, de modo que possam ser utilizados em processos diversos, como a geração de energia.
A recuperação de solos sujos é um processo relativamente simples, de peneiração, para remoção de galharia, lixo e entulhos de seu interior.
Os equipamentos básicos para implantação do manejo dos resíduos nessas áreas e o número estimado de funcionários envolvidos em cada uma das atividades que ela demanda estão indicados no quadro a seguir.


Equipamentos básicos e funcionários para a reciclagem dos resíduos após triagem



Processos
Equipamentos
Números de
funcionários

Reciclagem do RCD
classe A

Conjunto de reciclagem constituído por alimentador vibratório, vibratório, britador, transportadores de correia, separador magnético, peneira vibratória, quadro de comando e outros complementos.
4 a 8.

Reciclagem de madeira

Conjunto de reciclagem constituído por triturador,
transportadores de correia, separador magnético,
quadro de comando e outros complementos.


2 a 6
Recuperação do solo
(1)

Conjunto de reciclagem constituído grelha vibratória, transportadores de correia, quadro de comando e outros complementos.

2 a 3.


Embora a reutilização ou reciclagem dos resíduos seja a alternativa mais favorável, após sua adequada triagem, o resultado dificilmente poderá ser alcançado de forma integral em um primeiro momento; 

Devendo, assim, ser fruto de um processo de avanços gradativos, que inclua a implantação desta unidade de acordo com o planejamento a curto e médio prazo do município.
Conforme mencionado na Resolução 307 do CONAMA, estas áreas nos aterros para resíduos classe A previamente triados podem ser implantados em duas situações:

Materiais para a correção de nível de terrenos, visando a uma ocupação futura para a área, segundo projeto de ocupação apresentado aos órgãos públicos competentes e por eles aprovados;

Áreas para a reservação de materiais limpos, nos quais são dispostos em locais diferenciados e específicos os resíduos de concreto e alvenaria, os solos, os resíduos de pavimentação asfáltica e outros resíduos inertes, tendo em vista facilitar sua futura extração (“mineração”) e reciclagem.

O município poderá criar algumas áreas para aterros de reservação, onde estas áreas sejam devidamente licenciadas e que sirvam para realizar correções da atual configuração topográfica da área de forma a se recuperar esta área e aproveita-la como área futura para implantação de algum elemento importante do município.
Se, no entanto esta área for privada, poderá o município utilizar-se da Lei vigente e elaborar elementos jurídicos necessários e importantes a sua completa regularização.
Fica portanto, a cargo da SEMAM a definição de tais áreas de forma a se estruturar o novo sistema de gestão de mais um elemento importante no controle de áreas degradadas.


A Resolução 307 do CONAMA não permite mais que o RCD seja simplesmente lançado no meio ambiente em bota-foras, sem qualquer tipo de controle — como acontece sistematicamente em todo o Brasil. Se esse resíduo não for imediatamente útil para a cidade — propiciando sua utilização como matéria-prima na execução de aterros, regularizando áreas públicas ou privadas — e não puder ser imediatamente reutilizado ou reciclado, terá que ser adequadamente reservado para reaproveitamento futuro.
O resultado das exigências do CONAMA e das normas da ABNT será uma melhoria da qualidade das áreas que, por terem aterrado unicamente resíduos classe A, dispostos convenientemente sobre o solo natural, passarão a servir perfeitamente como suporte físico para os usos a que tenham sido destinadas; e, no caso dos aterros para reservação de resíduos reutilizáveis, poderão ser utilizadas por longos períodos, continuando a receber novos resíduos, à medida que processam e permitem a reutilização de resíduos anteriormente reservados.
As principais ações a serem desenvolvidas no novo sistema de gestão e manejo sustentável do RCD, para a promoção da viabilidade dessa rede de áreas de triagem, reciclagem e aterro, são as seguintes:


  •  Simplificar o rito de licenciamento dessas instalações e incentivar a sua perenização;


  •  Revisar a regulamentação de cadastro para a atuação dos agentes coletores de entulhos, com impedimento à atuação de coletores não regulares;


  •  Tornar obrigatório o descarte dos resíduos em grandes volumes exclusivamente nas instalações da rede, impedindo a operação de bota-foras;  
 
  • ·         Tornar obrigatória a destinação adequada da totalidade dos resíduos resultantes das operações nas áreas de triagem;

  • ·         Fornecer orientação técnica para facilitar o acesso dos agentes privados, devidamente regulamentados, às fontes de financiamento, para aquisição de equipamentos e outros investimentos afins;

  • Incentivar a reciclagem de RCD, usando o poder de compra da administração pública para estabelecer o consumo preferencial de agregados reciclados, comprovadamente de boa qualidade, principalmente em obras de infra-estrutura.

Fonte:Plano de gerenciamento de resíduos da construção civil no município de Fortaleza-CE / Trabalho adaptado por  Frank e Sustentabilidade para Passos - MG e Região

19 junho 2014

AÇÕES QUE SE DEVE SEGUIR PARA CHEGAR A TER UMA CENTRAL DE RECICLAGEM NO MUNICIPIO 1º Parte

A COLETA SELETIVA É UMA DAS ETAPAS PARA O PLANEJAMENTO DE TRIAGEM, RECICLAGEM, REUTILIZAÇÃO, REAPROVEITAMENTO PARA SE TER COMO BASE UMA CENTRAL DE RECICLAGEM DE ENTULHOS

Em uma etapa posterior a Prefeitura do município vai ter que implantar junto às redes de Eco pontos a Coleta Seletiva de reciclados inorgânicos, após uma ampla campanha e reestruturação para o atual programa no município.
E também após a comunidade do entorno das áreas adjacentes aos Eco pontos tiverem se ajustado ao programa de forma a contribuir de forma mais consciente proporcionando assim uma sustentação maior a este amplo programa socioambiental desenvolvido pelo Município.
 
 FACHADA DE UMA CENTRAL DE RECICLAGEM  PARA PASSOS - MG
 
Ações a se seguir para chegar a obter uma central de reciclagem no município
Ações a se seguir para chegar a obter uma central de reciclagem no município
Áreas para manejo de grandes volumes – ATTR – Área de Transbordo, Triagem e Áreas de Reciclagem. 

Conforme explicação anterior, a definição da localização dos pontos de entrega na zona urbana deve partir dos fluxos já informalmente estabelecidos para a movimentação de pequenos volumes de RCD. Por outro lado, a definição da localização das instalações para manejo de grandes volumes desses tipos de resíduos deve ser precedida da análise aprofundada de diversos fatores, com destaque para estes itens condicionantes:

Regulamentação do uso do solo no município;

Localização das regiões com maior concentração de geradores de grandes volumes de resíduos (áreas residenciais ou comerciais com população de maior renda e que estejam em processo de implantação ou expansão);

Existência de sistema viário adequado, para facilitar o deslocamento de veículos de carga de maior porte.

Essa análise servirá como suporte para o trabalho de articulação, com os agentes privados, da estratégia de gestão para o processamento de grandes volumes de
RCD, contemplando as seguintes instalações:

Áreas de triagem;

Áreas de reciclagem de resíduos classe A;

Aterros de resíduos classe A da construção civil.

Essas instalações, implantadas em caráter perene ou duradouro e em conformidade com as novas normas técnicas da ABNT, substituem com inúmeras vantagens os bota foras — causadores, na maioria dos municípios, de tantos impactos negativos ao meio ambiente essas áreas devem ser submetidas às diretrizes do novo sistema e à ação gestora e fiscalizadora do poder público municipal, sendo que a “gestão compartilhada das operações” é sempre uma solução interessante. A ideia é que a participação ativa dos geradores seja legitimada, por meio de convênios, e que os custos decorrentes do manejo correto dos resíduos sejam transparentes e adequadamente repassados aos agentes econômicos efetivamente responsáveis por sua geração. 


As áreas de Transbordo e Triagem serão utilizadas no município como forma de complementar num primeiro momento o atual sistema a ser implementado e num futuro próximo como elemento de gestão indispensável a sustentabilidade do sistema implantado.
Neste sentido, sugere-se que seja implantada – Áreas de Transbordo e Triagem no município, de forma a facilitar o percurso dos RCD’s até as unidades de reciclagem que irão beneficiar o entulho e transforma-lo em elementos que possam ser novamente utilizados na construção civil.
As Unidades de reciclagem de resíduos da construção civil têm como finalidade cuidar e reciclar os resíduos da Construção Civil, que compreende os materiais oriundos das atividades desenvolvidas nas etapas de produção, reforma ou demolição de edificações ou elementos de infra-estrutura.
Grande parte destes materiais, quando separados e destinados às usinas de reciclagem, podem ser transformados em matéria-prima de excelente qualidade, respeitadas as suas características físico-químicas.Têm elevado potencial na produção de pré-moldados e excelente utilização como reforço na pavimentação de vias.
A Prefeitura tem de buscar parceria com a iniciativa privada com a finalidade de estimular a implantação das usinas de reciclagem, dando incentivos como a aquisição da maior parte do material produzido para utilização nas obras urbanas.
O projeto dessas instalações, em cada situação específica, segue rigorosamente as especificações contidas nas normas técnicas brasileiras, conforme a NBR 15.114. Especial atenção é exigida ao projeto dos acessos dos veículos à instalação, para que sejam reduzidos ao mínimo possível os impactos negativos nas vias públicas adjacentes. Além disso, os espaços necessários à movimentação interna de veículos e o volume de material a ser recebido e processado determinarão a área de terreno necessária em cada caso O projeto concebido para a prefeitura, abaixo, deve ter um cinturão verde que minimizará os impactos ambientais para a vizinhança da central de tratamento de resíduos sólidos, bem como a poeira que terá um tratamento com pulverização a base de água para inibir a formação de particulados. A área prevista do terreno deve ser avaliada de acordo com a população do município em m²  e a usina com a quantidade de entulhos gerados pela população m² o que se deve avaliar e levantar dados antes . A planta ilustra uma CTRS.
Para a atual e futura demanda de geração de RCD no município será necessário unidade de reciclagem de entulhos da construção e demolição.
Esta usina poderá ser instalada no município em terreno situado na cidade de propriedade privada e que deve ser estruturada para a sua implantação conforme este um plano de gestão.
Ou implantada na cidade em terreno com condições próprias e específicas para implantação

Fonte:Plano de gerenciamento de resíduos da construção civil no município de Fortaleza-CE / Trabalho adaptado por  Frank e Sustentabilidade para Passos - MG e Região.