Resíduos Classe C na Construção Civil são materiais para os quais não existem tecnologias ou aplicações economicamente viáveis para reciclagem ou recuperação, como lã de vidro, isopor, lixas e pincéis não contaminados, exigindo descarte em aterros industriais preparados ou logística reversa, separados de outras classes, para evitar contaminação e desperdício. O isopor (Poliestireno Expandido ou EPS) de obra é, sim, tecnicamente 100% reciclável. No entanto, ele é classificado na Classe C dos Resíduos da Construção Civil (RCC) porque, na prática, a reciclagem não é economicamente viável em larga escala devido a desafios logísticos e operacionais no Brasil.
A contradição entre a natureza reciclável do material e sua classificação na construção civil reside na distinção entre o potencial técnico de reciclagem e a viabilidade prática no Potencial Técnico (É Reciclável) mas na viabilidade Prática (Classe C) ele não está entre os recicláveis porque e sua massa e peço não da retorno pela limpeza, sua geração em grande escala e seu transporte e o seu armazenamento e falta de equipamentos para trabalhar com ele aqui vimos um termo a se trabalhar e arrumar uma logística especifica que tenha retorno para a sua reciclagem, podendo assim citar o EPS é quimicamente reciclável, mas a falta de um mercado e de infraestrutura economicamente sustentáveis faz com que ele seja tratado como um resíduo não reciclável na gestão padrão dos resíduos da construção civil.
Abaixo podemos ver os principais motivos deles não serem reciclados:
Falta de Tecnologia Viável: Não há processos desenvolvidos que tornem a reciclagem desses materiais economicamente competitiva ou tecnicamente simples.
Composição Complexa: Materiais como massa corrida, gesso, cerâmicas, plásticos e isopor misturados ou contaminados são difíceis de separar e processar.
Logística e Custo: O custo para coletar, separar e transportar esses materiais para o processamento (quando existe) é alto, não compensando financeiramente o esforço.
Foco em Outras Classes: A indústria foca mais na reciclagem de classes A (concreto, argamassa) e B (papel, metal, vidro), que têm retorno mais claro, enquanto a Classe C fica em "espera tecnológicas"
Mas já existem estudos e pesquisas em andamento no Brasil e no mundo buscando tecnologias e aplicações economicamente viáveis para a reciclagem e recuperação dos resíduos da construção civil (RCC) de Classe C.
O Cenário Atual dos Estudos tem focado na viabilidade econômica trabalhos e pesquisas em inovações tecnológicas e incentivos e políticas publicas
A maior parte dos esforços de pesquisa se concentra em encontrar métodos que tornem a reciclagem desses materiais financeiramente atrativa, superando a barreira que atualmente os classifica como Classe C. Universidades e centros de pesquisa no Brasil, como a USP e a UFRJ, frequentemente publicam trabalhos e monografias que exploram o potencial de reciclagem de diversos RCCs, incluindo aqueles que hoje são desafiadores. As inovações tecnológicas na área de tratamento de resíduos, como o uso de nanotecnologia e processos mais eficientes de separação e processamento, estão sendo exploradas para mudar o panorama da reciclagem, inclusive os Resíduos da Classe C. Incentivos e Políticas Públicas como discussões e debates (como os promovidos em ciclos de ciência aplicada à tecnologia e inovação em políticas públicas) buscam criar um ambiente regulatório e de mercado que incentive a gestão sustentável e a reciclagem de todos os tipos de resíduos, alinhado aos objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU.
Mas Atualmente, a legislação brasileira (Resolução CONAMA nº 307) define os resíduos de Classe C como aqueles para os quais ainda não existem tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitam sua reciclagem ou recuperação, como é o caso de produtos à base de gesso e alguns materiais de composição complexa ou contaminados. a reciclagem em larga escala da Classe C ainda não é uma realidade comercial padrão no Brasil, o setor está em em evolução, e a busca por soluções inovadoras é ativa.
Onde deve acontecer os estudos e debates para a reciclagem dos resíduos classe c da construção civil CLASSE C, vimos que faculdade como a USP E UFRJ já fazem trabalhos e pesquisas para levar estes resíduos serem reciclados trazendo uma viabilidade econômica e e melhorar a preservação ambiental mas tem outros órgãos e entidades ligados e discussões e debates mais estudos ligados a reciclagem evolução para reciclagem dos resíduos da classe C da construção civil abaixo os órgão entidades e suas funções e eventos ligados a está evolução:
Instituições de Ensino e Pesquisa (Universidades e Centros Tecnológicos): Universidades, como a USP e a UFRJ, possuem grupos de pesquisa e publicam estudos e monografias que abordam a gestão e possíveis tecnologias para a reciclagem de resíduos da construção civil, incluindo a classe C.
Órgãos Governamentais e Normativos: O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) são responsáveis pela definição de políticas e normas (como a Resolução CONAMA nº 307, que classifica os resíduos) que direcionam a gestão desses materiais. O Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão de Resíduos Sólidos (SINIR+) também centraliza informações e dados sobre o setor.
Eventos e Conferências do Setor: Debates e apresentações de novas tecnologias ocorrem em eventos específicos, como a Bienal do Lixo e ciclos de palestras sobre resíduos sólidos da construção civil.
Associações e Entidades Profissionais: Organizações como a Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído (ANTAC) promovem discussões e publicam artigos técnicos sobre o gerenciamento de resíduos.
Legislativos (Câmaras Municipais, Estaduais e Congresso Nacional): Audiências públicas e debates sobre a gestão de resíduos e a implementação da responsabilidade compartilhada e logística reversa acontecem nas esferas legislativas, como a mencionada na Câmara Municipal de Jacareí.
O principal desafio para a reciclagem da Classe C é a viabilidade econômica e tecnológica, o que significa que grande parte dos estudos e debates se concentra em encontrar soluções que superem essas barreiras.
Abaixo aqui as NBR e a Resolução do Conama e a ABNT que devemos seguir para lidar com estes resíduos evitando o descontrole e descarte de um jeito irregular que prejudique o Meio Ambiente
Temos as NBR 15112: Projeto, implantação e operação de áreas de transbordo e triagem de resíduos sólidos da construção civil.
NBR 15113: Aterros de resíduos sólidos da construção civil.
NBR 15114: Áreas de reciclagem de resíduos sólidos da construção civil.
A Resolução CONAMA nº 307, de 2002, e suas alterações (como a Resolução nº 431/2011), estabelecem as diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil em todo o país
ABNT NBR 10004: Esta norma é a base para a classificação de resíduos sólidos no Brasil, dividindo-os em Classe I (Perigosos) e Classe II (Não Perigosos), que se subdividem em IIA (Não Inertes) e IIB (Inertes). A classificação dos resíduos da construção civil (Classes A, B, C e D) segue as diretrizes desta norma e da Resolução CONAMA 307.
Nestas NBR E RESOLUÇÃO vamos ver e encontrar os métodos corretos de lidar com estes resíduos dentro e fora das obras da construção civil e quem são os responsáveis por eles como:
Os geradores (construtoras, reformadores, etc.) são responsáveis pelo gerenciamento adequado desses resíduos, o que inclui a segregação na origem, acondicionamento e destinação final.
Os municípios e o Distrito Federal devem elaborar Planos Integrados de Gerenciamento de Resíduos de Construção Civil e são obrigados a cessar a disposição desses resíduos em aterros de resíduos domiciliares e áreas de "bota fora".
OS BOTA FORAS
Quando encontrar um "bota fora" de RCC (Resíduos de Construção Civil), você deve denunciar às autoridades (Prefeitura/Ouvidoria), pois é um descarte ilegal que causa poluição, e, se for sua obra, levar os resíduos a Ecopontos (até 1m³), contratar empresas regulamentadas (com CTR) ou, para grandes volumes, usar usinas de reciclagem, garantindo o destino correto e evitando multas pesadas, segundo a legislação.
A prefeitura deve ter regras e dar suporte ao município para evitar o descarte incorreto destes resíduos da construção civil Como:
Suporte (Infraestrutura e Educação)
Ecopontos ou Pontos de Entrega Voluntária (PEVs): Criar e manter uma rede de Ecopontos (também chamados de Pontos de Entrega Voluntária) acessíveis à população para o descarte correto de pequenas quantidades de resíduos de reformas domésticas.
Orientação sobre a Classificação: Promover campanhas de comunicação e educação socioambiental para informar a população e os profissionais do setor sobre a classificação dos resíduos (Classes A, B, C e D) e as formas corretas de separação e descarte.
Parcerias com o Setor Privado: Incentivar a criação de consórcios públicos ou parcerias com empresas privadas para o tratamento e reciclagem de resíduos, especialmente os da Classe A e B, que são recicláveis.
E manter canais oficiais (site da prefeitura, cartilhas) com informações claras sobre os locais licenciados para descarte, as empresas credenciadas e a legislação vigente. Ao combinar essas ações, o município garante que os geradores de resíduos assumam sua responsabilidade compartilhada e que o descarte final seja ambientalmente correto.


