GESTÃO PUBLICA
Gestão
pública é a área de administração focada no bom funcionamento do setor público,
abrangendo o planejamento, execução e controle de políticas públicas,
orçamentos e recursos. Profissionais dessa área atuam em diversas esferas
governamentais, como educação, saúde e meio ambiente, buscando eficiência,
transparência e resultados para a sociedade. A gestão pública no
Brasil está passando por um processo contínuo de transformação e modernização,
em vez de uma "troca" repentina, com o governo federal preparando um
novo marco normativo para a área. As mudanças visam aprimorar a eficiência, a
transparência e a qualidade dos serviços públicos, alinhadas às tendências
globais de gestão.
As áreas da gestão pública que mais necessitam de uma nova abordagem de gestão concentram-se na digitalização de serviços, gestão de pessoas baseada em competências e resultados, e a busca por maior eficiência e transparência no uso dos recursos.
A NOVA GESTÃO PUBLICA
A Nova Gestão Pública (NGP) já
está em prática no Brasil, embora de forma heterogênea e com diferentes níveis
de implementação. A sua aplicação ocorre desde a reforma do Estado em 1995, mas
a burocracia tradicional ainda coexiste e apresenta desafios à modernização
completa.
A Nova Gestão Pública (NGP) é um modelo de
administração que utiliza princípios e técnicas do setor privado para aumentar
a eficiência e a eficácia dos serviços públicos. Surgiu para superar as
limitações da burocracia tradicional, como rigidez e lentidão, e foca na
orientação para resultados, na satisfação do cidadão, na descentralização
administrativa e na responsabilização por desempenho.
A nova gestão pública no Brasil, também conhecida como Administração Pública Gerencial, o modelo é o citado acima que se aplica princípios e técnicas do setor privado para modernizar a administração estatal. Seu objetivo é aumentar a eficiência, a eficácia e a qualidade dos serviços públicos, focando em resultados, descentralização e no cidadão como cliente. Essa abordagem surgiu como resposta a críticas ao modelo burocrático tradicional e a crises fiscais, buscando maior transparência e responsabilidade na gestão pública. A implementação da Nova Gestão Pública é um processo contínuo, que precisa ser adaptado às especificidades de cada contexto e busca conciliar a eficiência com a justiça social.
DIFERENÇAS ENTRE GESTÃO PUBLICA E A NOVA GESTÃO PUBLICA
A principal diferença é que a
gestão pública tradicional é burocrática e hierárquica, focada em regras e
procedimentos, enquanto a Nova Gestão Pública (NGP) se inspira no setor privado
para ser mais gerencial, focando em resultados, eficiência, gestão por
desempenho e o cidadão como cliente. A NGP busca maior autonomia,
descentralização e utiliza métricas de desempenho, contrastando com a rigidez
do modelo tradicional.
A tecnologia na gestão pública
tradicional se refere ao uso de ferramentas para digitalizar processos e
automatizar tarefas, visando a eficiência e a redução de custos. Já a
tecnologia na Nova Gestão Pública, ou transformação digital, vai além, buscando
uma reformulação da administração pública para ser mais centrada no cidadão,
utilizando a inovação para criar serviços mais eficazes, transparentes e
acessíveis, adaptados à realidade do cidadão conectado e exigente.
A SUSTENTABILIDADE NAS GESTÃO PUBLICA TRADICIONAL E NA NOVA GESTÃO PUBLICA
A
sustentabilidade na gestão pública é a incorporação de critérios sociais,
ambientais e econômicos em todas as decisões do governo, enquanto a nova gestão
pública aprofunda isso com um foco maior em resultados, eficiência e resultados
(como a digitalização de processos) para alcançar o desenvolvimento sustentável
de forma mais efetiva e transparente. Em ambos os casos, o objetivo é
equilibrar as necessidades atuais com o futuro, promovendo a responsabilidade
social e a gestão eficiente de recursos.
ITENS DA GESTÃO PUBLICA E DA NOVA GESTÃO PUBLICA E SUAS DIFERENÇAS
FOCO: A gestão pública tradicional foca na burocracia, regras e procedimentos rígidos, visando a estabilidade e a padronização do serviço. Em contraste, a Nova Gestão Pública (NGP) adota uma abordagem empresarial com foco em resultados, eficiência e satisfação do cidadão, como um "cliente". A NGP busca maior autonomia gerencial, descentralização de decisões e a incorporação de técnicas do setor privado para aprimorar a entrega de serviços públicos.
ABORDAGEM:
A
abordagem da gestão pública tradicional é burocrática, hierárquica e focada em
seguir regras e procedimentos. Já a Nova Gestão Pública (NGP) é uma abordagem
mais gerencial, inspirada no setor privado, que prioriza a eficiência,
resultados, flexibilidade, e a visão do cidadão como cliente. Enquanto a gestão
tradicional busca a padronização e estabilidade, a NGP busca inovação,
descentralização e o uso de métricas de desempenho e tecnologias.
CIDADÃO:
Na
gestão pública tradicional, o cidadão é visto como um súdito ou usuário, com o
foco da administração em processos e regras. Na nova gestão pública, o cidadão
é tratado como um cliente, com foco em resultados, eficiência e satisfação,
através da adoção de técnicas de gestão empresarial e da digitalização de
serviços. A gestão pública tradicional prioriza o controle e a hierarquia,
enquanto a nova gestão pública busca descentralizar decisões e flexibilizar a
administração para ser mais ágil e responsiva.
AUTONOMIA:
Na
gestão pública tradicional, a autonomia é mais limitada devido ao modelo
burocrático e hierárquico. Na Nova Gestão Pública (NGP), a autonomia é
incentivada através da descentralização e flexibilização, delegando mais poder
de decisão para que os gestores possam responder mais rapidamente às demandas
dos cidadãos e buscar resultados, otimizando recursos. A NGP busca superar a
rigidez da burocracia, aproximando as decisões dos locais onde os serviços são
prestados e garantindo maior responsabilidade e transparência.
AVALIAÇÃO:
A
avaliação na gestão pública tradicional foca na eficácia, ou seja, se os
objetivos e resultados esperados foram alcançados. Já na Nova Gestão Pública
(NGP), a avaliação se baseia em métricas de desempenho, resultados e
accountability, adotando uma abordagem mais gerencial inspirada no setor
privado. A NGP também prioriza a transparência e a participação cidadã,
utilizando ferramentas para que a população possa avaliar os serviços públicos
diretamente.
RESPONSABILIDADE:
A
responsabilidade na gestão pública tradicional foca no cumprimento das leis e
normas, garantindo a legalidade e a execução de serviços essenciais, enquanto a
responsabilidade na nova gestão pública, inspirada pela Nova Gestão Pública
(NGP) e pela Governança Pública, envolve mais a accountability (prestação de
contas), a eficiência, a transparência e a colaboração com a sociedade para a
criação de valor público. A principal diferença é a transição de uma visão
puramente legalista para uma abordagem gerencial e participativa, que busca o
desempenho e a satisfação do cidadão.
TOMADA
DE DESCISÃO: A gestão pública tradicional tem uma tomada de decisão mais
burocrática e centralizada, seguindo regras estritas e com controle baseado em
insumos. Já a Nova Gestão Pública, que é mais gerencial, busca maior
descentralização, autonomia e flexibilidade, com decisões mais rápidas e
focadas nos resultados para o cidadão. Enquanto a abordagem tradicional
prioriza o cumprimento de regras e a hierarquia, a nova gestão adota uma
abordagem mais contratual e orientada para o mercado.
A
TRASCISÃO DA GESTÃO PUBLICA TRADICIONAL PARA A NOVA GESTÃO
A
transição da gestão pública tradicional (burocrática) para a Nova Gestão
Pública (NGP, ou gerencial) enfrenta dificuldades significativas,
principalmente devido à resistência cultural dos servidores, à rigidez das
normas legais e à carência de recursos financeiros e tecnológicos.
Os principais desafios de adaptação incluem:
. Resistência Cultural e de Pessoal
Estrutura
e Normas Rígidas
Recursos
e Infraestrutura
Foco
em Resultados vs. Processos
resumindo,
a dificuldade reside na tentativa de inserir uma lógica gerencial — focada em
eficiência, resultados e valor público — em uma estrutura que ainda possui
fortes traços do modelo burocrático e, em alguns casos, patrimonialista, o que
gera conflitos e resistências em múltiplos níveis.



