Frank e Sustentabilidade é um Site - Blogger com temas sobre o Meio Ambiente Urbano, como a limpeza urbana total, DMAPU (drenagem de águas pluviais urbanas), coleta Seletiva, reciclagem de entulhos da construção civil, revitalizações de Praças e arborização urbana - se encontra vários tipos de leis relacionada ao Meio Ambiente , assuntos para trazer educação e qualidade ambiental a uma cidade, desenvolvimento sustentável - qualidade de vida - culturas, muito post feitos em Passos MG
A sustentabilidade fomenta ações que venham a suprir necessidades humanas, sem que estas comprometam o futuro das próximas gerações. Na área de engenharia civil, vários modelos tradicionais podem ser substituídos por materiais com alternativas sustentáveis, sem perda de qualidade, durabilidade.
Baseado neste escopo, este trabalho apresenta uma revisão sobre as vantagens da utilização de resíduos da construção civil, como o entulho, utilizado como alternativa à sub-base asfáltica, objetivando possibilitar uma nova opção ao profissional de engenharia civil quando da utilização de materiais alternativos sustentáveis, sendo que estas ações visam garantir, a médio e longo prazo, melhores condições de desenvolvimento de diversas formas de vida no planeta. A metodologia empregada neste trabalho é a revisão bibliográfica, que analisa dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) baseado no artigo de (PINTO, 1999) que influenciam a área de engenharia civil, no que tange ao emprego de materiais sustentáveis, em especial à utilização de resíduos da construção civil como opção à sub-base asfáltica.
O IBGE é uma fundação pública que disponibiliza dados ligados às geociências e estatísticas sociais. Baseando-se nos dados apresentados em PINTO (1999), estima-se que das 4974 áreas urbanas, 152 apresentam geração estimada de resíduo acima de 200 toneladas por dia útil. Isso demonstra que existe uma grande quantidade de material a ser reutilizado, sendo assim importante para o desenvolvimento social e econômico, gerando projetos imbuídos com o impacto ambiental e consumo da matéria-prima.
Embora exista a possibilidade apresentada neste trabalho, ainda inexistem políticas públicas que tratem do destino final dos resíduos da construção civil. Em grande parte, isso se deve a um serviço de coleta ineficaz e não direcionado à sustentabilidade.
Talvez com a Resolução CONAMA 307 de 2002, exista conscientização pautada pela legislação, através de suas diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil, que responsabiliza tanto o gerador quanto o município, com objetivos claros em seu artigo 4º, que trata a não geração de resíduos, seguido das melhorias de processos de reutilização, reciclagem e destinação final.
A utilização de resíduos da construção civil se torna viável do ponto de vista técnico, econômico e ambiental. Entre as diversas vantagens de se utilizar entulho como sub-base asfáltica, possui menor custo, sustentável na medida em que esse material pode ser reutilizado, apresentando quase as mesmas propriedades e resistência que o agregado graúdo. Sua utilização é uma prática sustentável, porém ainda existem fragilidades no desenvolvimento de políticas públicas consistentes.
Os materiais feitos a partir
de resíduos da própria construção civil ou de logística reversa são
alternativas ecológicas e costumam ser de 20% a 30% mais baratos do que os
produtos convencionais. Eles ajudam a diminuir a extração de recursos naturais
e evitam o descarte inadequado em aterros
Os principais materiais produzidos a partir da reciclagem na construção civil incluem:
Agregados Reciclados (Areia, Brita e Rachão): Feitos a partir da trituração de concretos, cerâmicas e tijolos. Podem ser usados na fabricação de tijolos sem função estrutural, pavimentação (base e sub-base) e calçadas.
Blocos e Painéis de Plástico: Fabricados com resíduos plásticos 100% reciclados. São leves, duráveis, fáceis de montar e ajudam a isolar termicamente os ambientes.
Gesso Reciclado: Resíduos de drywall e placas de gesso são triturados e incorporados na fabricação de cimento, novas placas ou aditivos para argamassa.
Madeira de Demolição: Recuperada de estruturas antigas e tratada para ser reutilizada na fabricação de pisos, móveis, decks e painéis decorativos.
Borracha de Pneus: Pneus descartados são triturados e utilizados para criar mantas de isolamento acústico e pisos emborrachados.
Vidro Reciclado: Cacos de vidro são processados e aplicados em revestimentos, bancadas, ou como base para concretos decorativos.
Aço e Metais: Podem ser derretidos e infinitamente reaproveitados em siderurgias para a fabricação de novas estruturas e vergalhões
A
música "Aquarela", de Toquinho, é frequentemente utilizada na
educação infantil para explorar temas de educação ambiental, sustentabilidade e
valorização da vida, muitas vezes através de paródias e releituras. Os
principais itens relacionados à educação ambiental descritos ou inferidos na
letra como podemos ver na sua descrição sugerida.
A
música sugere, através de sua metáfora, a necessidade de cuidar do ambiente
onde se vive, tornando-o um lugar belo e sustentável. Elementos naturais como o sol amarelo, o céu e
o mar azul, e a representação de "uma linda passarela" enfatizam a
beleza natural e a preservação da natureza
Sustentabilidade
e Consciência Coletiva, a obra convida a reflexões sobre a responsabilidade
humana e a mudança de uma postura individualista para uma coletiva e
sustentável, o "um por todos e todos pelo todo”.
Leva ao
imaginário e Criação ao estimular a imaginação para criar cenários coloridos e
conscientes, a música incentiva crianças a idealizarem um mundo melhor,
fortalecendo a relação com o meio em que vivem.
Na educação
Ambiental a obra de arte é usada em mostras culturais para estimular a
criatividade e a valorização da natureza. Paródias da música são criadas para
abordar temas de preservação, como o cuidado com o lugar onde vivemos. A
temática da música é associada à valorização de meios de transporte
sustentáveis, como a bicicleta
Democracia
é a forma de governo em que a soberania é exercida pelo povo.
A
palavra democracia tem origem no grego Demokratía que é composta por demos (que
significa povo) e Kratos (que significa poder). Neste sistema político, o poder
é exercido pelo povo através do sufrágio universal.
É um
regime de governo em que todas as importantes decisões políticas estão com o
povo, que elegem seus representantes por meio do voto. É um regime de governo
que pode existir no sistema presidencialista, onde o presidente é o maior
representante do povo, ou no sistema parlamentarista, onde existe o presidente
eleito pelo povo e o primeiro ministro que toma as principais decisões
políticas.
Democracia
é um regime de governo que pode existir também, no sistema republicano, ou no
sistema monárquico, onde há a indicação do primeiro ministro que realmente
governa. A democracia tem princípios que protegem a liberdade humana e
baseia-se no governo da maioria, associado aos direitos individuais e das
minorias.
Uma
das principais funções da democracia é a proteção dos direitos humanos
fundamentais, como as liberdades de expressão, de religião, a proteção legal, e
as oportunidades de participação na vida política, econômica, e cultural da
sociedade. Os cidadãos tem os direitos expressos, e os deveres de participar no
sistema político que vai proteger seus direitos e sua liberdade.
O
conceito de democracia foi evoluindo com o passar do tempo, e a partir de 1688,
em Inglaterra, a democracia era baseada na liberdade de discussão dentro do
parlamento. De acordo com alguns filósofos e pensadores do século XVIII, a
democracia era o direito do povo de escolher e controlar o governo de uma
nação.
Em
alguns países, a evolução da democracia ocorreu de forma muito rápida, como no
caso de Portugal e Espanha. Apesar disso, essa rápida evolução criou uma
insegurança política. Em países como Inglaterra e França, uma evolução lenta da
democracia teve como consequência o desenvolvimento de estruturas políticas
estáveis.
A Voz
da política não é o político e sim o povo, por isso o Brasileiro tem que ser
forte e fortalecer e avaliar seus representantes eleitos que devem atuar como
porta-vozes das vontades e necessidades da coletividade e não se apresentarem
como colaboradores
O
político deve utilizar a democracia para beneficiar o povo, e não a si próprio,
este é o alicerce do Estado Democrático de Direito e o princípio fundamental da
administração pública.
A
democracia não impede uma nova Ditadura militar, mas ela pode fazer o ser
humano ter uma resistência popular mais firme e colocar as instituições como Os
Três Poderes o Estado de Direito a Participação Popular e a Sociedade Civil em
ação que são os principais pilares de defesa contra uma nova ditadura.
A
percepção de fragilidade na democracia brasileira é um tema que o Brasil já
está vivendo, especialmente diante de polarização política, ataques
institucionais e desinformação. Especialistas apontam que o fortalecimento
depende de ações sistêmicas que envolvam a educação, a proteção das
instituições e a redução das desigualdades.
A
consolidação da democracia no Brasil é vista por alguns autores como dependente
de uma revolução social que redistribua riqueza, propriedade e renda, reduzindo
a desigualdade que impede a democracia plena
Priorizar
o enfrentamento da desigualdade social e garantir o acesso a serviços básicos
(educação, saúde, reforma agrária). A democracia é fragilizada quando a maioria
da população não se sente representada ou atendida em suas necessidades.
O
Brasileiro precisa ir além do voto e aumentar a participação popular na
formulação, implementação e fiscalização de políticas públicas, especialmente
nos municípios em relação a saúde a intoxicação digital das redes sociais por
políticos com promessas vazias.
Combater
brechas nas leis que permitem desvios de verba e diminuir o poder do
financiamento privado sobre as campanhas eleitorais.
Politizar
o debate de forma pedagógica, explicando a importância das regras democráticas
e combatendo discursos saudosistas de regimes autoritários.
Democracia
no Brasil
A
democracia no Brasil sofreu ao longo dos tempos vários ataques e foi instituída
ou fortalecida em diversas ocasiões. Existiram duas forças de democratização,
uma em 45 e outra em 85.
A
ditadura militar foi uma das maiores afrontas à democracia, e a consciência
democrática foi um forte elemento de oposição à ditadura.
Social
democracia
Social
democracia é a designação de partidos e correntes políticas com tendências
marxistas e que surgiram antes da I Guerra Mundial. Este tipo de ideologia
política tem como fundamento o marxismo e princípios como igualdade e justiça
social, solidariedade e liberdade.
A
social democracia propunha uma mudança da sociedade capitalista, através de
métodos graduais e nunca revolucionários, de acordo com normas do sistema
parlamentar e democrático.
Democracia
Ateniense
A
Grécia Antiga foi o berço da democracia, onde principalmente em Atenas o
governo era exercido por todos os homens livres. Naquela época, os indivíduos
eram eleitos ou eram feitos sorteios para os diferentes cargos. Na democracia
ateniense, existiam assembleias populares, onde eram apresentadas propostas,
sendo que os cidadãos livres podiam votar.
Democracia
racial
A
democracia racial está diretamente relacionada com a problemática do racismo e
discriminação, e sugere que o Brasil conseguiu lidar e resolver esses problemas
de uma forma que outros países (como os Estados Unidos) não conseguiram. A
democracia racial aborda as relações entre diferentes raças e etnias no Brasil.
Democracia
direta e representativa
A
democracia pode ser direta ou democracia pura, quando o povo expressa sua
vontade por meio do voto direto. Democracia Representativa ou indireta o povo
exprime sua vontade elegendo representantes que tomam as decisões em nome
deles.
O QUE É DEMOCRACIA
FRASES SOBRE DEMOCRACIA:
Democracia?
É dar, a todos, o mesmo ponto de partida. Quanto ao ponto de chegada, isso
depende de cada um. Mario Quintana
O meu
ideal político é a democracia, para que todo o homem seja respeitado como
indivíduo e nenhum venerado. Albert Einstein
A
democracia surgiu quando, devido ao fato de que todos são iguais em certo
sentido, acreditou-se que todos fossem absolutamente iguais entre si. Aristóteles
A
democracia é uma constituição agradável, anárquica e variada, distribuidora de
igualdade indiferentemente a iguais e a desiguais. Platão
O amor
da democracia é o da igualdade. Barão de Montesquieu
A
democracia não corre, mas chega segura ao objetivo. Johann Goethe
A
verdadeira Democracia mostra que a voz da política não é a voz do político e
sim a voz do povo. Frank dias Ferreira
Democracia
é a forma de governo em que o povo imagina estar no poder. Carlos Drummond de Andrade
A Democracia
ativa mostra para o povo que as Redes Sociais que Obras e locais públicos não devem ser usadas como palanques de políticos e sim um local educativo e
contribuinte de se mostrar a verdadeira realidade de uma cidade – estado e Pais. Frank Dias Ferreira
A verdadeira Democracia
não separa o povo e sim os une para fortalecer a sociedade. Frank Dias Ferreira
A
verdadeira Democracia mostra para o político que ele não e um colaborador do povo
e sim um servidor pago pelo povo. Frank Dias Ferreira
Participação e CONTROLE SOCIAL na garantia dos direitos humanos
Em nossa história política, a participação e o controle social têm adquirido significados distintos na luta pela concretização dos direitos de cidadania. Como direito e prática política, tais conceitos possuem relação de interdependência, embora, para fins didáticos, serão abordados distintamente.
Controle Social
Apresentaremos duas formas de abordagem do conceito de controle social.
O primeiro, exercido pelo Estado sobre os indivíduos e grupos. Historicamente assumiu várias modalidades e conteúdos, considerando as especificidades dos modos de produção e os regimes políticos. A história ocidental exemplifica como “Controle Social” o exercício do Estado nas suas funções clássicas de dominação. O segundo, refere-se à participação social na elaboração e fiscalização de políticas públicas em contextos democráticos. O controle do Estado sobre os indivíduos ocorre tanto por mecanismos jurídicos e políticos quanto por processos culturais e educativos. Dos castigos, dos mitos e dos processos de socialização até a justiça e a segurança, atravessam dispositivos de controle do Estado.
Enquanto em um contexto autoritário, observa-se a redução da participação e o aumento de mecanismos de controle, em regime democrático, o processo se inverte. No caso atual do Brasil, a Constituição de 1988 assegura juridicamente a participação e o controle social como mecanismos de democratização dos direitos civis e políticos. Nesse sentido, o termo controle social está intrinsecamente articulado a democracia representativa, que assegura mecanismos de participação da população na formulação, deliberação e fiscalização das políticas públicas. Conferências e Conselhos, por exemplo, são formas de participação social e mecanismos conquistados para exercer o controle social.
Participação
Participação pode ser compreendida como um processo no qual homens e mulheres se descobrem como sujeitos políticos, exercendo os direitos políticos, ou seja, uma prática que está diretamente relacionada à consciência dos cidadãos e cidadãs, ao exercício de cidadania, às possibilidades de contribuir com processos de mudanças e conquistas. O resultado do usufruto do direito à participação deve, portanto, estar relacionado ao poder conquistado, à consciência adquirida, ao lugar onde se exerce e ao poder atribuído a esta participação.
“A participação é requisito de realização do próprio ser humano e para seu desenvolvimento social requer participação nas definições e decisões da vida social.” (SOUZA, 1991, p. 83). A participação sempre esteve comprometida com aquilo que Marx e Engels apontam como pressupostos da existência humana: “o primeiro pressuposto de toda a existência humana e, portanto, de toda a história, é que os homens e mulheres devem estar em condições de viver para poder fazer história. E para viver é preciso antes de tudo comer, beber, ter habitação, vestir-se e algumas coisas mais”.
Vamos fazer uma rápida viagem pela realidade sociopolítica brasileira no último século e verificar três formas básicas de compreender a participação que se fizeram presentes.
A participação comunitária– surge no início do século XX, compondo a ideologia e a prática dos centros comunitários norte-americanos. Nesse contexto, “comunidade” significa “agrupamento de pessoas que coabitam em um mesmo meio ambiente, ou seja, compartilham o que se deveria chamar de condições ecológicas de existência, independente dos fatores estruturais ou conjunturais que lhes dão origem” (CARVALHO, 1995 p.16). No Brasil desenvolvimentista dos anos 50, as contradições geradas pelo crescimento econômico tornaram-se cada vez mais evidentes: aumento da inflação, arrocho salarial, movimentos reivindicatórios da classe operária por melhores condições de vida e trabalho, entre outros.
Por outro lado, o processo de industrialização neste período, exigia uma nova estrutura do mercado de trabalho, uma política de modernização, com ênfase na formação técnica e profissional competente e na especialização da mão-de-obra. Nesse cenário, a participação consistia em envolver as comunidades na realização de atividades em que o trabalho da população teria uma direção desejável para o sistema, quer dizer, deixava intocada a estrutura de classes e as relações de produção e de dominação. Nas décadas de 1950 e 1960, a participação comunitária foi utilizada como dispositivo de controle do Estado em relação aos aglomerados urbanos, como mecanismo de controle social. A medida em que o modelo neoliberal colocou exigências para o Estado, no sentido de reduzir a sua participação na garantia dos direitos e responsabilidades sociais, ocorreu a reedição das antigas práticas de colaboração da sociedade na execução das políticas sociais por meio do voluntariado com apelo à solidariedade dos cidadãos.
A participação popular– significa a crítica e a radicalização das práticas políticas opositoras ao sistema dominante face ao agravamento das desigualdades sociais. Surge ao final da década de 1960 e se firma na década de 1970, com a entrada dos novos movimentos sociais, fundamentais para o processo de redemocratização da sociedade e do Estado brasileiro. No período da ditadura militar em 1964, a participação popular caracterizou-se como estratégia da oposição e expressou a reação da população no regime ditatorial existente naquele momento.
Este período recente da história política brasileira, entre 1964 e 1984, como disse Chico Buarque, foi “uma página infeliz de nossa história”.4 Denominado de “os anos do terror”, o golpe militar inaugurou, em 31 de março de 1964, o período da Ditadura Militar, também conhecido como os anos de chumbo: colocou, por um lado, as lutas políticas na clandestinidade, e por outro, aprofundou a política da arbitrariedade, usurpou as liberdades, prendeu, torturou e matou centenas de militantes que se dedicavam à causa da defesa e da promoção dos direitos sociais, políticos e econômicos. Foi o período dos atos de exceção, quando o controle era exclusivo do Estado sobre a sociedade. Os direitos políticos foram suspensos. Em contrapartida, é desta época o surgimento de novos movimentos sociais na luta por melhores condições de vida. Aqui, a categoria “comunidade” é substituída pela categoria “povo” que significa, de acordo com Carvalho (1995 p.21), um determinado segmento da população excluído, marginalizado ou subalternizado no seu acesso aos bens e aos serviços essenciais.
Trata-se de uma população excluída social, econômica e politicamente das decisões do Estado.
Apesar do terror do Estado e da ausência de democracia, os movimentos sociais resistiram e continuaram as lutas por liberdade e por democracia.
Vários movimentos e organizações surgiram na década de 1970, em atos de resistência ao terror do Estado, em defesa da redemocratização do País e de melhores condições de vida, como:
O movimento contra a alta do custo de vida, liderado especialmente pelas mulheres nas periferias, com o apoio das organizações eclesiais de base.
O movimento pela anistia dos presos e exilados políticos, a Comissão de Justiça e Paz da arquidiocese de São Paulo.
No final da década de 1970, o movimento dos trabalhadores por melhores salários e contra o desemprego, culminou com as grandes mobilizações do movimento sindical no ABC (região em volta da cidade de São Paulo formada pelas cidades de Santo André, São Bernardo e São Caetano) o surgimento de lideranças dos trabalhadores.
A saturação da política repressiva do Estado e da ditadura militar, por um lado, e a mobilização contra a ditadura e por liberdade política, de outro, provocou o chamado processo de abertura, que teve nas mobilizações pelas eleições diretas para presidente da república o seu marco político.
A ditadura militar instituiu o processo de eleição indireta, por meio de um colégio eleitoral onde apenas os deputados e senadores podiam votar no candidato a presidente da república. A campanha por eleições diretas, conhecida como campanha pelas “Diretas Já” foi responsável pela mobilização de milhões de pessoas que foram para as ruas e praças manifestarem-se a favor da eleição direta para presidente da república. A campanha foi derrotada na votação histórica que manteve o colégio eleitoral, mas foi vitoriosa à medida que Tancredo Neves, em 1985, foi o último presidente eleito de forma indireta. O povo foi às ruas e resgatou seu direito a votar para presidente e representantes em todos os níveis.
A participação social– é a nova modalidade de participação instituída na década de 1980, cuja categoria central não é mais “comunidade”, nem “povo”, mas a “sociedade”. A participação da sociedade organizada ocorreu em todos os níveis de pressão por liberdade e democracia. Nas manifestações de rua, na organização de agrupamentos sociais, nas eleições, na organização dos trabalhadores urbanos e rurais, na organização e luta das mulheres contra a discriminação e pela conquista de direitos, dos negros, dos estudantes, enfim, do empresariado, dos políticos, nas mais variadas formas de manifestações. O processo de abertura abriu espaço para uma diversidade de interesses e de projetos colocados na arena social e política. Teve sua sustentação na grande mobilização pelas “Diretas Já” e na mobilização social dos diversos segmentos da sociedade civil organizada por inclusão, ampliação e universalização dos direitos no processo Constituinte.
A década de 1980 foi, portanto, marcada por grandes mobilizações e profundas modificações na democratização do País. Isto gerou conquistas e uma delas foi a criação, em 1983, do primeiro conselho da condição feminina, no âmbito estadual, em São Paulo que estimulou a criação de órgãos similares em todo o País, até mesmo no âmbito nacional. Estes conselhos foram espaços de conquista de cidadania, de participação e de controle social. No entanto, tinham caráter apenas consultivo e, em alguns casos, de assessoria às políticas públicas para enfrentamento da discriminação praticada contra as mulheres.
O poder centralizado desde 1930, deu lugar ao processo de participação, descentralização e redesenho do Pacto Federativo aprovados na Constituição Federal de 1988, que desenhou a unidade nacional com as sub nacionais, com repasse de recursos e autonomia decisória para Estados e municípios, dando novo significado ao controle social e à participação da sociedade civil nas decisões políticas.
CONTROLE SOCIAL E CIDADANIA
Com a nova Constituição, os mecanismos de participação e de representação institucionalizam-se e os órgãos com esta finalidade passam a ser não mais espaços de consulta, mas normativos, definidores de parâmetros e de liberadores de políticas.
REFERÊNCIAS
SOUZA, Rodriane de Oliveira. (Participação e controle social). In: SALES, Mione Apolinário; MATOS, Maurílio Castro; LEAL, Maria Cristina (Org.). Política social, família e juventude: uma questão de direitos. São Paulo: Cortez, 2004, p. 167-187.
SOUZA, Maria Luiza. Desenvolvimento de comunidade e participação. 3o ed. São Paulo: Cortez, 1991. MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. A ideologia alemã (Feuerbach). São Paulo: Hucitec, 1996. Sugestão de leitura
SOUZA, Rodriane de Oliveira. Participação e controle social. In: SALES, Mione Apolinário; MATOS, Maurílio Castro; LEAL, Maria Cristina (Org.). Política social, família e juventude: uma questão de direitos. São Paulo: Cortez, 2004, p. 167-187.